A Saúde e as Emoções

A entrevista abaixo é um excelente aprendizado sobre o papel que as emoções tem em nosso bem estar. E como isto tem sido discutido e apresentado ultimamente!

Na semana passada assisti a uma palestra sobre depressão e a oradora disse da importância de assumirmos para nós que sentimos inveja em alguns momentos. Sim, porque é difícil para nós assumirmos isto.  A sociedade nos ensina a viver dentro de um modelo onde de um lado está o bem e de o outro o mal. Grande parte de nós acha que determinadas emoções e sentimentos nos colocam do lado do mal e não é assim. Podemos sentir inveja, sim. Mas, o que vamos fazer com esta inveja é que define o nosso caráter. Um estado emocional momentâneo não é determinante de nosso EU. Não é por que fazemos um determinado ato de caridade que somos uma pessoa altamente evoluída, assim como não é porque sentimos raiva ou inveja em determinadas situações que iremos nos sentir o pior dos seres humanos.

Se o companheiro de trabalho nos puxa o tapete, sentimos raiva, ficamos decepcionados. Penso  que dizer que iremos dar a outra face para que ele bata é nos agridir. Não estamos neste nível ainda. Aí, muitas vezes, reprimimos a emoção e nos detonamos!

Que, a partir da leitura da entrevista do Dr. Jorge Carvajal, possamos refletir sobre o que temos feito com nossas emoções.

Jorge Carvahal

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de març0 de 2009.

Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma . Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções

Há emoções prejudiciais à saúde?  Quais são as que mais nos prejudicam?

70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas.  O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as  glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?

De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além.    Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?

A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma  outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?

Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?

A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.  Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?

Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil!  Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Fonte: texto da entrevista recebido através do grupo de discussão da Rede Zenitude, mantido noYahoo Grupos.

Related Posts with Thumbnails

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *