Estudos com placebos demonstram a importância de sentir-se cuidado para o processo de cura

O placebo é uma imitação de um medicamento, em princípio, sem nenhum efeito ou mecanismo ativo, uma forma farmacêutica sem atividade, cujo aspecto é idêntico ao de outra farmacologicamente ativa. Há uma expressão comum, para designá-los: “pílulas de farinha”.  Dessa forma, caso o placebo provoque algum resultado, este será, apenas, de natureza psicológica.  Pesquisas recentes, em diferentes centros de estudo, no entanto, estão trazendo novas informações, que têm estreita sintonia com o que, na Rede Zenitude, acreditamos como uma efetiva e eficaz ferramenta de cura: o a sensação de sentir-se CUIDADO pode trazer benefícios à saúde tão importantes quanto os medicamentos.

Isto mesmo! Em uma destas experiências para entender melhor o “efeito placebo”, pesquisadores norte-americanos descobriram que esses “remédios” inócuos podem ajudar os pacientes a se sentirem melhor, mesmo quando eles estão plenamente conscientes de que estão tomando uma pílula de açúcar.

Medicamentos, exames e procedimentos sofisticados são a base da medicina curativa. Mas existe um elemento tão importante quanto esses no processo de melhoria do paciente: simplesmente saber que está sendo cuidado. Diversas pesquisas conseguiram comprovar o chamado efeito placebo, que consiste na sensação de alívio dos sintomas de determinada doença, mesmo que a pessoa não tome remédios verdadeiros. Ainda que, do ponto de vista fisiológico, o organismo não seja beneficiado com o tratamento, as pílulas de farinha são capazes de agir sobre o bem-estar do paciente com tanta eficácia quanto as drogas farmacêuticas.

O placebo é uma importante ferramenta na pesquisa científica. Geralmente, nos estudos sobre novos remédios, os voluntários são divididos em grupos, sendo que parte recebe o verdadeiro tratamento e outra parte toma falsos medicamentos. O paciente pode ou não saber em qual categoria foi incluído, assim como o médico. Quando nenhum dos dois tem conhecimento sobre quem está usando a droga real, o estudo é chamado duplo-cego. No fim da pesquisa, é possível avaliar se o remédio trouxe efeitos positivos, comparando o estado de saúde dos voluntários que tomaram o medicamento com o daqueles que ficaram com o placebo. “Se o placebo não for utilizado, é difícil saber se os resultados de um estudo estão relacionados ao efeito da droga ou à história natural da doença”, explica ao Estado de Minas Michael Wechsler, pesquisador da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

O primeiro ensaio clínico controlado com placebo foi realizado em 1799 pelo médico britânico John Haygarth. O objetivo do pesquisador era testar um equipamento médico chamado trator de Perkins. Tratava-se de um objeto pontiagudo de metal que teria habilidades de “apagar” a doença do organismo. Cético, Haygarth resolveu investigar a eficácia do equipamento, comparando seu uso ao de objetos idênticos, mas de madeira. “Em um grau que jamais suspeitamos, verificamos quão poderosa é a influência da imaginação sobre as doenças”, concluiu o médico, em um livro publicado em seguida.

De acordo com o pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Marcus Zulian Teixeira, que escreveu um artigo sobre o tema, publicado na Revista da Associação Médica Brasileira desde aquela época, “o efeito placebo já trazia benefícios para a ciência médica, demonstrando ‘a maravilhosa e poderosa influência das paixões da mente sobre o estado e os distúrbios do corpo’”. “Com a introdução dos ensaios clínicos randomizados, duplos-cegos e placebos controlados, os relatos de mudanças clínicas significativas nos grupos do placebo conduziram à difusão de que a intervenção pode apresentar efeitos poderosos em diversas condições clínicas”, relata o autor do artigo “Bases psiconeurofisiológicas do fenômeno placebo-nocebo: evidências científicas que valorizam a humanização da relação médico-paciente”.

Ação sobre a asma
É a essa relação de confiança e empatia entre doentes e médicos que se dedica o trabalho de Ted Kaptchuk, cientista e professor associado da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, autor de diversos livros e artigos. Recentemente, Kaptchuk publicou mais um trabalho sobre o efeito placebo, na revista especializada New England Journal of Medicine. No estudo, o cientista e sua equipe, da qual faz parte Michael Wechsler, investigaram a resposta ao placebo de pacientes com asma. O teste, duplo-cego, foi realizado com 46 pessoas divididas aleatoriamente em grupos. Algumas usaram inaladores com remédio, outras, inaladores com falso medicamento, enquanto o restante fez acupuntura ou não recebeu nenhum tratamento.

Ao longo da pesquisa, os voluntários fizeram 12 testes para verificar a capacidade pulmonar. O exame revelou que entre aqueles que inalaram o medicamento o ganho respiratório real foi de 20%. Nos grupos do placebo, o índice foi de apenas 7%. Mas quando consideraram o relato dos pacientes da percepção que eles tinham sobre a melhoria de seu estado de saúde, os pesquisadores descobriram que não houve diferença entre os que tomaram o remédio e os usuários de placebo: 50% dos voluntários submetidos a alguma intervenção, fosse ela real ou fictícia, disseram que se sentiam melhor. Já entre os que não receberam nem remédio nem tratamento placebo o percentual caiu mais da metade.

“Aparentemente, o placebo de fato melhora os sintomas, apesar de não sabermos exatamente o motivo. Isso mostra a importância de um tratamento, ainda que, objetivamente, o placebo não forneça a cura. Por exemplo, o placebo pode não curar o câncer, mas pode ajudar o paciente em relação à percepção de como ele se sente”, diz Wechsler. “No nosso artigo recente, verificamos que só o fato de saber que estava sendo tratado já trazia um grande impacto ao paciente, tão grande quanto tomar uma medicação verdadeira”, completa Kaptchuk (leia entrevista). Ambos os cientistas afirmam que testes sobre o efeito placebo comprovam a importância da confiança e da empatia entre médico e paciente para que este se sinta melhor.

Não se trata apenas de pensamento positivo, como muitas pessoas podem achar. Em um outro estudo conduzido por Kaptchuk, o cientista resolveu investigar se, mesmo sabendo que tomavam “pílulas de farinha”, os pacientes sentiam alguma melhora. Oitenta pessoas com síndrome do intestino irritável foram divididas em dois grupos: o de controle não recebeu qualquer tratamento, enquanto o outro tomou comprimidos de açúcar duas vezes por dia, sabendo que não havia qualquer fármaco na composição. “Até a embalagem continha a palavra ‘placebo’. Dissemos aos pacientes que eles não tinham de acreditar no efeito do placebo, mas precisavam apenas tomar as pílulas”, recorda Kaptchuk.

Durante três semanas, os pacientes foram monitorados. Ao final dos testes, 59% dos que ingeriram o comprimido de açúcar relataram alívio nos sintomas, enquanto o índice do grupo sem tratamento ficou em 35%. “Não achei que fosse funcionar”, conta Anthony Lembo, professor de Harvard que integrou a equipe de pesquisadores. “Me senti estranho pedindo para os pacientes tomarem placebo. Mas, para minha surpresa, parece que isso funcionou para muitos deles”, confessa.

Mecanismos psicológicos
Embora diversas pesquisas já tenham comprovado o efeito placebo, os cientistas ainda estão atrás dos mecanismos cerebrais envolvidos no processo. “Essa é uma área em investigação e estamos muito interessados em aprender mais a respeito. Ainda se sabe pouco sobre a ciência do efeito placebo”, diz o pesquisador de Harvard Michael Wechsler. De acordo com o cientista Ted Kaptchuk, diversos neurotransmissores estão envolvidos, incluindo endorfina e dopamina. “Além disso, sabemos que há áreas específicas do cérebro que modulam emoções e sensações, como o córtex cingulado anterior rostral, relacionadas ao placebo”, conta.

Em um artigo publicado na revista médica Lancet, Kaptchuk e sua equipe reviram diversas pesquisas sobre o tema e concluíram que, do ponto de vista fisiológico, são muitos os mecanismos que contribuem para o efeito placebo. Expectativa, condicionamento, aprendizado, memória, motivação, recompensa e redução da ansiedade são alguns deles. Dois, de acordo com o artigo, parecem ser os mais importantes: a expectativa e o condicionamento. Enquanto a esperança de melhora aciona as áreas do cérebro relacionadas ao desejo e às emoções, o fato de o paciente tomar todos os dias o falso medicamento condiciona a mente a “acreditar” que algo está acontecendo. Isso, segundo Kaptchuk, inconscientemente, desencadeia respostas imunológicas e hormonais.

 

ENTREVISTA – Ted Kaptchuk – cientista da Universidade de Harvard

Ted Kaptchuk acredita que o efeito placebo produz resultados importantes na investigação das doenças

O que os sistemas de saúde podem aprender com o efeito placebo?
Acho que os sistemas de saúde usam efeitos ‘não específicos’do tipo placebo o tempo todo. O que a pesquisa sobre o placebo faz é permitir que os médicos vejam a sua magnitude e importância para os pacientes. Ela demonstra que, além de procedimentos e medicações, oferecer cuidado às pessoas é um componente crítico para a melhoria do paciente. Também há experimentos que sugerem que, mesmo quando o paciente sabe que está tomando placebo, o falso medicamento continua fazendo efeito. Acho que estamos falando sobre reconhecer que há mais dentro de um sistema de saúde do que simplesmente passar remédios e exames. No nosso artigo recente, verificamos que só o fato de saber que estava sendo tratado já trazia um grande impacto ao paciente, tão grande quanto tomar uma medicação verdadeira.

Quando o paciente descobre que seu tratamento é placebo, as melhorias podem sofrer impactos negativos?
Se o paciente acha que o placebo é uma coisa idiota, falsa e fraudulenta, ele vai experimentar regressões em seu quadro. Mas se os pesquisadores explicarem que esses efeitos são, na verdade, o poder da autocura, e explicar isso antes de o paciente receber o placebo, há evidências de que o doente não sofre regressão.

Considerando que o efeito placebo de fato existe, isso quer dizer que pensamentos positivos podem curar?
O efeito placebo inclui pensamentos positivos, mas também inclui a relação entre médico e paciente; a confiança naquele diploma pregado na parede, a empatia entre ambos, a compaixão e a persuasão do médico. Além disso, inclui tomar as pílulas falsas. Por isso, acho que é algo maior do que apenas a força do pensamento.

Pois, em uma experiência incomum para entender melhor o “efeito placebo”, pesquisadores norte-americanos descobriram que esses “remédios” inócuos podem ajudar os pacientes a se sentirem melhor mesmo quando eles estão plenamente conscientes de que estão tomando uma pílula de açúcar.

Quase 60% dos pacientes com síndrome do intestino irritável relataram que se sentiram melhor após tomar placebos – sabendo que eram placebos – duas vezes por dia, comparado a 35% dos que não receberam qualquer tratamento novo, relataram os pesquisadores na revista Public Library of Science PLoS ONE.

“Não apenas deixamos absolutamente claro que as pílulas não tinham ingrediente ativo algum, como ainda colocamos a palavra ‘placebo’ impressa no vidro que continha as cápsulas” afirmou no estudo o líder da pesquisa, Ted Kaptchuk da Escola de Medicina de Harvard e do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston.

O efeito placebo tem sido documentado praticamente desde o início da medicina. Os placebos são também vitais para a investigação sobre novas drogas ou tratamentos, e em geral os cientistas têm documentado que de 30% a 40% dos pacientes relatam sentir-se melhor ou mostram melhora documentada dos sintomas, mesmo sem saber que estão tomando um placebo.

É considerado antiético, no entanto, dar a um paciente placebo como parte do tratamento médico padrão, e não lhes dizer que é apenas uma pílula de açúcar. A maioria das pessoas crê que o placebo não funciona se o paciente sabe que é um placebo.

Para testar essa crença popular, Kaptchuk e seus colegas recrutaram 80 pacientes com síndrome do intestino irritável – uma condição crônica caracterizada por dor abdominal – para receberem placebo ou nada durante três semanas e serem cuidadosamente monitorados. Os que receberam placebos foram lembrados que estavam tomando pílulas totalmente inertes.

“Me senti estranho com pacientes pedindo para literalmente tomar placebo. Para minha surpresa, no entanto, a pílula inócua funcionou para muitos deles”, disse Anthony Lembo, um perito que trabalhou no estudo.

O estudo foi financiado pelo Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativa dos Estados Unidos.

 

(Fonte: Reuters Health)

A música nos acalma, nos excita e nos ensina

Em nosso terceiro retiro, Celebrando a energia da música, estudamos o poder que a música tem e sempre teve no planeta Terra. Compreendemos que a música também é um presente do criador para nos ajudar na busca do equilíbrio e do crescimento. O uso que fazemos dela é de nossa total responsabilidade.

A música está presente no dia a dia de todos nós. Nos comerciais de TV, nas novelas, no rádio, nas casas religiosas, nos momentos de faxina, de relaxamento, nas festas etc.

Muitas vezes, estamos em contato com uma música e não damos muita atenção àquela composição. Não percebemos como aquele ritmo nos atinge, se nos excita, se nos acalma. Acompanhamos a letra, cantamos, repetimos as frases sem perceber o que estamos dizendo. Mas, estamos dizendo. E, assim como a música, as palavras também tem seu poder, sua energia.

E é sobre isto que gostaria de refletir no dia de hoje. Sobre a letra de uma música de um CD que vendeu mais de um milhão de cópias e que se manteve em primeiro lugar nas paradas por um longo tempo. Pelo número, podemos imaginar o quanto esta música foi cantada. Quantas pessoa entraram em contato com sua melodia e com sua letra. Mas, quantos compreendem a mensagem que esta música nos traz?

A música de que estou falando é Faz um milagre em mim, de Régis Danese. Esta é uma das músicas que cantamos na casa religiosa que frequento. Sempre gostei desta música, e particularmente em momentos de dificuldades clamei por Deus cantando “Faz um milagre em mim”.

Mas, além deste clamor por uma ação do criador, a letra da música também nos inspira a conhecer uma passagem bíblica muito interessante e esclarecedora. A história de Zaqueu.

Segundo Lucas (19:1-10), Zaqueu era um publicano rico, responsável pela cobrança de impostos em Jericó para o governo de Roma. Os judeus consideravam os Publicanos como traidores e desprezíveis pelo fato de estarem ajudando Roma a extorquir Israel.

O caráter dos publicanos não era dos mais confiáveis, porque eles geralmente cobravam grandes somas de dinheiro, além do estipulado por Roma em benefício próprio. E o mesmo acontecia com Zaqueu.

Mas, a bíblia nos conta uma história linda de renovação, superação e mudança de atitude. Em uma das passagens de Jesus pela cidade, Zaqueu, um homem de baixa estatura, sobe em uma árvore a fim de visualizar Jesus. Jesus o vê e fala com ele. E, mais que isto, vai até sua casa. E Zaqueu resolve tomar um novo rumo.

Este é só um resumo deste belo ensinamento. Mas, gostaria de convidar você a visitar dois links que apresentam muito bem a passagem bíblica, inclusive com interpretações muito claras do que podemos extrair da história de Zaqueu.

A partir de agora, quando eu dizer “como Zaqueu, eu quero subir e chamar sua atenção para mim”, estarei reafirmando meus propósitos de reforma íntima. Aceitando minhas imperfeições e pedindo ao Pai que continue me ajudando a me tornar uma pessoa melhor a cada dia.

Links:
http://www.estudodabiblia.com.br/Estudos/zaqueu%20um%20homem%20que%20despertou.htm
http://celulascjesus.blogspot.com/2010/09/quem-foi-zaqueu.html

Passeio vivencial na Chácara do Lessa: três impressões, várias emoções…

(As fotos dessa atividade podem ser vistas no Álbum da Rede Zenitude, no Picasa Google. Clique aqui)
(Registro de outras ações da Rede – Clique aqui)

Nossos integrantes e amigos já sabem: a cada terceiro domingo do mês, a Rede Zenitude realiza um passeio energético e vivencial. Trata-se de um momento de contemplação, meditação, práticas de bioenergia e de desenvolvimento humano, de incentivo ao cuidado com o ambiente. Os locais escolhidos, normalmente, são parques ou locais próximos à grande capital mineira – alguns deles, inclusive, em que muitos dos participantes da Rede nunca tiveram a oportunidade de visitar, por puro desinteresse ou falta de planejamento cotidiano. Já estivemos na Serra do Cipó, em Rio Acima, no Jardim Botânico, no Museu Inhotim, no Parque das Mangabeiras, dentre outros.

No dia 17 de julho, estivemos no Parque Chácara do Lessa, um deslumbrante local em Sabará, cidade histórica situada a poucos minutos de Belo Horizonte/MG. Atualmente pouco visitado, é um local onde o Criador estava de fato inspirado quando tocou suas mãos na região. E o homem tem cuidado bem do espaço, que merece ser mais conhecido. Leiam, abaixo, dois depoimentos de participantes do passeio. O primeiro, escrito a quatro mãos, por mãezona coruja e filha, cheia de alegria e energia. O segundo, de quem, com sensibilidade e cuidado, escolheu com carinho o lugar para nossa vivência. E, desde já, você é nosso convidado para os próximos passeios. Faça contato!

O OLHAR DE MÔNICA GOMES E LUÍZA:

No dia 17 de julho, foi realizado o encontro presencial do Zenitude. O local escolhido pelo nosso anfitrião Ricardo foi a chácara do Lessa, localizada na cidade de Sabará/MG. Lugar encantador e que tem tudo haver com ZENITUDE. Na chegada, fomos recebidos pelo porteiro, que nos informou que no local haviam poucas pessoas – nós, do grupo, alguns rapazes, que faziam caminhada e um casal com o filho. Percebemos, de imediato o quanto o ambiente era acolhedor e tranquilo.

A chácara do Lessa é um lugar maravilhoso. Caminhamos por uma estrada de terra com leve aclive. De um lado e do outro, árvores frondosas e bem altas encontravam-se formando um belo túnel, todo verde, banhado por uma brisa pura e rumo certo. No percurso, identificamos uma placa que informava “Lago das Carpas”. Perto do pequeno lago, com algumas carpas, fizemos a oração inicial, ao som da água, caindo em sintonia com o canto dos pássaros. Momento mágico.

Retomamos ao caminho anterior e prosseguimos a caminhada. Sentimos, a cada passo, a energia que emanava de todos os lados, revigorando o nosso ser. Mais adiante, deparamos com uma plantação de bambu. Que majestoso bambuzal! Que coisa linda! Eu, particularmente, nunca havia visto um bambuzal daqueles. Na verdade, todos nós ficamos admirados.

Percorremos por um caminho estreito no meio da mata. Poucos quilômetros de descidas e subidas. Paradas sutis para um descanso breve. Às 12:30h era o horário da Prece de Sintonização. O local que nos escolheu foi a Trilha do Ouro. Nesse lugar, haviam duas grutas, onde era extraído ouro. Sentimos o espaço e brincamos com as crianças, entrando e saindo das grutas, levantando poeira. Foi um “momentinho criança”, antes de realizamos a prece de harmonização, pedindo a Deus paz para as famílias, o planeta,  para os irmãos que já partiram desta vida e saúde para nós outros. O Ricardo lembrou em especial da Júlia Helena. A pequenina paulista de dois meses.

As três crianças presentes pareciam passarinhos livres a voar. Corriam, gritavam, festejavam e sorriam. Fizeram uma festa e estavam sintonizadas plenamente com a energia do local. O lanche fraterno foi uma delícia. Sanduíches especiais, enroladinho de queijo, rosca e biscoito caseiro e sucos. Não usamos copos descartáveis e não consumimos refrigerantes. Sucesso total!


O OLHAR SENSÍVEL DE RICARDO QUARESMA:

Quem acha que já viu tudo na vida, é porque não participou do “passeio energético” promovido pela Rede Zenitude, no último dia 17 de julho, em Sabará/MG.

Tudo marcado, tudo confirmado, muita coisa esperada. Menos a realização de uma missa campal em plena Praça “Melo Viana”, local do encontro da turma para seguirmos rumo à Chácara do Lessa. Um erro de organização, pois era aniversário da cidade de Sabará. Trezentos anos e a cidade estava cheia de gente. O que significa, para a pacata Sabará, um engarrafamento digno de cidade grande.

Em se tratando de eventos do Zenitude, tudo bem. Afinal, tudo o que acontece é para nos ensinar algo. E aprendizado, neste dia, não faltou. Graças a Deus!

Na Praça Melo Viana, lotada, encontrei com a Mônica e Luiza. Eu, confesso, estava um tanto nervoso pela situação. E se não bastasse todo o desencontro, Ney Mourão estava paciente, de um jeito que nunca vi (pura metáfora…).

E vocês pensam que acabou por aí? Ainda teve um passeio ciclístico que contou com a participação do Ney, Reginaldo, dona Carmem, tia Maria, Thiaguinho, Kátia e Beatriz. Explico melhor: eles ficaram presos no trânsito, em plena estrada, acompanhando e esperando a caravana de bicicletas passar. E só depois chegaram ao famoso centro histórico de Sabará, quase onze horas da manhã, DUAS HORAS depois do planejado!

Então, partimos para a Chácara do Lessa, com algumas horas de atraso. Mas valeu a pena. Ao chegar à portaria do parque, uma bela notícia. O parque era só nosso. Tinha, além de nós, três jovens, fazendo caminhada. E fomos seguir o nosso destino, rumo ao passeio energético.

O lugar é lindo, a natureza foi a nossa recepcionista. O clima de desapontamento cedeu lugar para a energia Zenitude. Até quando a Bia, filha da Kátia, falou:
– O que nós vamos fazer aqui?
Ai, meu Deus, que frio na barriga. E agora, pensei? Depois de tudo isso, os meninos vão sentir um tédio, neste parque vazio.

Novo engano. Uma energia sutil tomou conta das crianças. Beatriz, Thiago e Luiza pareciam estar em casa. Foram os que mais se divertiram. Curtiram toda a liberdade do parque, participaram das atividades, percorreram a Trilha do Ouro e encantaram-se com a mina desativada, que fazia parte da trilha. Se tivéssemos uma lanterna, eles iriam mais fundo.

E o passeio foi acontecendo naturalmente, bem de acordo com a proposta de Rede Zenitude. Mais uma vez, a união, o amor e a vontade de dedicarmos horas da nossa vida para construirmos um mundo melhor venceram! Hora do lanche, um momento bem feliz. Nossa famosa comidinha balanceada e cheia de energia para quem quer alimentar a alma. A nossa prece, momento de oração, e a descontração. As crianças, mais uma vez, deram um show de como aproveitar aquele instante, num lugar tão diferente da cidade congestionada.

A lição que aprendi neste encontro. Vou plagiar um grande poeta brasileiro, nosso querido Gonzaguinha. “Eu fico com a pureza da resposta das crianças…”. Vocês tinham que ver o olhar, o sorriso, a cor de poeira dos meninos. Uma alegria estampada no rostinho da Beatriz, do Thiaguinho e da Luíza. Um sentimento puro e pelo qual devemos nos espelhar para amenizar os nossos momentos de estresse. E fazer da nossa vida uma caminho mais tranquilo para a felicidade.

E que Deus, no amor de Jesus Cristo, esteja conosco sempre, fazendo dos “momentos Zenitude” uma oportunidade de recebermos um aprendizado novo a cada dia. Até o próximo passeio!

Celebrando a Energia dos Anjos – Mais do que treze momentos para lembrar!

 

(Veja, aqui, fotos do IV Retiro Vivencial – “Celebrando a Energia dos Anjos”)
(Assista ao vídeo-recordação do Retiro)

Treze! Há muito tempo, na região da Provença, os festejos natalinos eram celebrados com treze sobremesas. Na Romênia, a data era lembrada com treze pratos de peixe à mesa.

Para os cristãos católicos, o número tem um marco importante: por ocasião do Concílio Vaticano II, o famoso Schéma XIII foi considerado um dos documentos determinantes, que marcou a entrada da Igreja em uma nova era, “a passagem para um outro plano”, voltado para as preocupações com a transcendência e o alcance de uma consciência mais profunda.

Na Numerologia, o número13 sugere a morte da matéria e o nascimento do espírito, a passagem para um plano superior de existência. O número treze representa a transformação. O treze, reduzido à sua soma quatro (1 + 3 = 4),  mostra um trabalho evolutivo. No Tarô, é temido por alguns como o número da morte. No entanto, é preciso compreender que ele a representa, mas não no sentido comum, físico. A morte é uma simples alteração, necessária para um início inspirador, uma nova tomada de consciência. Quando nascemos nesta vida, morremos num outro nível de existência. Quando nos formamos, morremos como estudante e nascemos como profissional. No casamento, cada um morre como entidade isolada para renascer como dupla. Transformação é a palavra-chave do treze.

Havia doze discípulos, e Jesus era o décimo terceiro. Há doze signos no zodíaco, com o Sol no centro. O número 13 é sagrado, assim como quaisquer de seus múltiplos. Identifica um iniciado ou alguém que renasceu através dos poderes mentais da transmutação. O número 13 é preservado nas medidas da Grande Pirâmide.

Representa um momento e não um processo. É o ponto entre o antes e o depois, o momento exato do corte e da transformação. Nos passos da iniciação, é a morte do ego dando lugar a um outro ser. Destrói-se a personalidade para recriá-la sob um novo aspecto: a comunhão com o ego universal.  Acima de tudo, o treze é capaz de provocar mudanças pacíficas, que poderão melhorar os padrões de vida do mundo. Os cortes são necessários para que se possa colher os frutos maduros.

Os astecas acreditavam em treze céus e sua semana tinha treze dias. E o calendário maia, também chamado Calendário do Novo Tempo ou Calendário da Paz, é composto por treze luas, cada uma de vinte e oito dias.

Para a Rede Zenitude, treze tem sido um número especial. Em nossos quatro retiros vivenciais, tivemos sempre 13 pessoas presentes! E é bastante comum que nossos momentos mais marcantes e repletos de energia aconteçam com 13 pessoas reunidas.

Foi assim, mais uma vez, em maio, no Retiro Vivencial cujo tema foi “Celebrando a Energia dos Anjos”. Um encontro mágico, renovador. Nele, vivenciamos a força poderosa dos anjos, sua inspiração e sua orientação para o louvor ao Criador como razão de estarmos vivenciando nossa trajetória humana.

Desde o primeiro rito de chegada, quando, caminhando sobre uma trilha que lembrava o céu e as nuvens, ao som de um saxofone tocado com as mãos e a alma pelo talentoso João Pedro Quaresma – com certeza, inspirado por anjos -, tivemos o primeiro encontro com os anjos de cada um dos presentes. Ali, sob a música acolhedora e um luz suave, lemos as mensagens que pareciam ter vindo direto das esferas angelicais para os nossos corações. Lua e estrelas ajudaram a compor o cenário, no ambiente deslumbrante, uma natureza que, todos os dias, nos ajuda a lembrar a dádiva da Fonte Divina da qual fazemos parte. Antes da paz do recolhimento, um filme com uma mensagem iluminada e o jantar, feito por Neusa, nossa nova amiga, enviada pelos anjos, de quem não pretendemos largar mais. Lá, lá pelos lados dos céus, com certeza, os banquetes divinos, inundados de carinho, devem ter o sabor dos temperos de Neusa!

E assim foi, momento a momento. Momento de ser criança e descobrir, em um pique-esconde com os anjinhos, que somos todos uma só família: a grande família cósmica universal. Um preparativo para o V Retiro Vivencial, quando o tema será, justamente, “Família”. Momento de aprender, refletir e dialogar, com a palestra de rico conteúdo de Ricardo Quaresma Chaves, abordando o tema dos anjos na visão evangélica e um apanhado histórico e antropológico, com Ney Mourão, esse redator que agora lhes relata nesse texto. E


E assim fomos, treze à mesa, saboreando o fruto de uma vivência profunda em acolhimento, tolerância às diversidades e abertura ao encontro. E assim fomos, por três dias, treze almas buscando a conexão com os anjos na Biodança com Simone Noronha, na vivência conduzida por Maura Oliveira e na deliciosa dinâmica elaborada por Ana Paula Oliveira e Reginaldo Rosa – haja energia, para descobrir tantos anjos escondidos. Haja emoção nada contida, para conseguir ler tantas mensagens deixadas, com carinho, em cada envelope – todas elas, “mera coincidência”, chegando ao seu dono-destino de forma oportuna, dizendo aquilo que era necessário, no momento certo, para as perguntas que pairavam no ar.


Sim! Mais uma vez, treze foi um número mágico e transformador. Estamos vivenciando, todos os dias, essa certeza: de que podemos nos transformar e transformar o mundo para melhor. Com pequenas atitudes, posturas, encontros, atos e reflexões.

Desejamos, no entanto, que esse número possa se multiplicar. Treze vezes treze elevado a décima terceira potência. Em alcance numérico, em alcance geográfico, em alcance energético. Que cada um dos que passam todos os dias por nossas vidas sintam essa energia transformadora, essa pequena mas significativa centelha capaz de aquecer ao nosso redor.

Desejamos que você, que agora nos lê, e que não esteve conosco, fisicamente, seja invadido por esse sentimento bom que trazem os anjos a pedido de Deus. Que vocês, que lá estiveram, continuem sob a guarda dos anjos protetores e fortes, livres do mal, esforçando-se por trilhar os caminhos do bem, em direção à Fonte, realizando mais o que devemos do que o que queremos, sempre a serviço de Deus e do próximo.

Que assim seja, pois os anjos, em uníssono, já disseram “AMÉM”!

 


 


IV Celebrando – Celebrando a energia dos anjos

 

Feliz Dia das Mães!


Quisera falar de carinho e ternura,
em uma linguagem que todos os corações entendessem.
Quisera explicar o afeto e a brandura
em palavras tão simples que dispensasse legendas.
Quisera transmitir a todos, pelo mundo afora,
a crença na esperança que, como fonte, jorra e aflora.
Quisera, sim, ser capaz de evidenciar
os verbos sinônimos do amar
em uma canção universal e bela
que qualquer ser fosse capaz de escutar.
Quisera ser capaz de encontrar a síntese da expressão
da entrega incondicional
da doação irrestrita
da aceitação sem barreiras.
Quisera ser capaz de falar à alma dos homens
e dizer-lhes de seres capazes de renunciar aos próprios sonhos
para dedicar-se às esperanças de outro,
sem nada pedir
sem nada exigir.
Na impossibilidade de tanto,
optei apenas por dizer uma palavra
um vocábulo apenas
onde cabe tudo isso e mais tudo aquilo
que as palavras não conseguem expressar.
Sentimentos que povoam a alma
e acalentam o espírito.
Uma palavra: MÃE!

A todas as mães, um dia feliz. Que as palavras ditas hoje sejam verdadeiras. Que as não ditas sejam compreendidas pelo olhar, pelo toque, pelo abraço…
Aos filho, um colo eterno de mãe em seus corações…

Ney Mourão
08/05/2011

Páscoa – Estenda as mãos

O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica “pessach” (“passagem”). Para os hebreus, significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para “abrir passagem” aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida). Ainda hoje, a família judaica reúne-se para o “Seder”, um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar, há leituras nas sinagogas.
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos, que naquela estação eram fartos. Um desejo de que a fartura se mantivesse e se espalhasse.

Jesus, ao convidar os apóstolos para a última ceia, celebrando a Páscoa, mais que tudo, manifestou um sentimento de tolerância e respeito a uma tradição. Durante o rito da Santa Ceia, valorizou, como já havia feito em diversas ocasiões, a importância da celebração e do fortalecimento de elos. Doou, então, aos presentes, a mais valiosa dádiva que possuíam por perto naquele momento: vinho e pão, fazendo, no gesto, que ocorresse o milagre da transubstanciação (ou da consubstanciação, conforme a crença) em seu próprio sangue e corpo, sempre que a intenção celebrativa e impregnada de amor universal acontecesse , dali pra frente. Remetendo-nos ao significado dos dois elementos, podemos entender a profundidade do gesto.


O pão, mais compreensível, a manifestação material, corporal, alimento e nutrição para o físico. Indo além da materialidade e também a incluindo, naquele momento, o Mestre Iluminado invoca o sentido verdadeiro da palavra COMPANHEIRO – que é “aquele com quem compartilha o pão”. Compartilhar não apenas o bom e o suave, mas também a dor, as angústias, as aflições. E colocar-se no centro, quando em condições, para trazer os demais à mesma posição de conforto e saciedade na mesa.


O vinho, na ocasião, símbolo herdado da cultura helênica, conectava os homens à alma livre, alegre, porém desprovida de limites. Ao consubstanciá-la ou transubstancia-la em sangue, Jesus, conectado e parte integrante da Fonte Divina, nos informa que a verdadeira conexão JÁ está em nós, em nossa essência primordial, em nossa “seiva” interna, impregnada da essência divina. Não é necessária a âncora externa para a verdadeira alegria, fruto do celebrar por estarmos sendo parte da Fonte. Render-se a acreditar no contrário é perder a vigilância.


Para os cristãos, a partir da passagem de Jesus pela Terra, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.

Para a imensa e hoje incontável família Zenitude, representada pelos relativamente poucos membros humanos visíveis, gostaríamos que fosse um convite ao resgate da alegria que anda perdida. Qualquer transição ou passagem torna-se mais amena com a alegria. Não há sentido qualquer progresso material que não traga alegria de viver. É falso qualquer desenvolvimento terreno, se não se  percebe que, junto com ele, estão sendo deixados para trás a alegria, a serenidade, a celebração, o convívio. Tudo o que aqui está, expresso em materialidade, aqui será deixado, quando partirem para a Fonte ou, se preferirem assim chamar, para os braços do Pai Maior. No entanto, usufruam com responsabilidade e administrem seus recursos com bom senso, enquanto ainda necessitam da materialidade como instrumento de evolução. Adquiram o hábito de serem dadivosos, material e espiritualmente falando. Essa postura, para ser mais efetiva e eficaz, deve ser feita do núcleo para as bordas. Ou seja, amorosidade, dádiva, celebração e partilha primeiro com quem está na distância que o seu braço pode alcançar. Ondas de ternura tendem a se irradiar e aquele que recebeu em dado momento tenderá a fazer o mesmo. Gestos prepotentes de auxiliar ao distante, sem antes abrir o coração, os olhos e a alma para quem está no aposento ao lado podem gerar frustração e fadiga.

Aproveitem o rito de passagem cristão para preparar-se para a grande transição humana, planetária, universal e dimensional que se avizinham. Desapeguem-se de paradigmas rígidos, mas jamais abandonem a certeza da necessidade de união. Estejam conectados, em rede. Terem a mestria não significa abandonar a unidade. Unidos, serão mais fortes. Porém, certifiquem-se de dar as mãos primeiro aos mais próximos, pois são elas que seus braços alcançam em instância primária.

Celebrem! Pensem em grandes conquistas, mas celebrem a mesa simples, onde podem estar ingredientes que se transformarão em algo grandioso. Celebrem a dádiva da luz que irradia e processa os alimentos, o ar que nutre os pulmões, as leis físicas que permitem o amanhecer e o anoitecer e a passagem equilibrada de cada dia – nada disso encontrarão em nenhum depósito monetário. Avistem horizontes amplos, mas não deixem de perceber o olhar silencioso e talvez fugidio do pai, da irmã, da filha, do companheiro, da cuidadora do lar, do habitante do mesmo leito ou do aposento ao lado, que clamam pelo pão da partilha e pelo vinho seiva da alma. Todos estão migrando, juntos, como vocês, em direção à Fonte, imersos nos mesmos anseios e incertezas.

Celebrem, com alegria, sempre, sem âncoras artificiais, trazendo de seus interiores o que possuem de melhor – seiva e espírito, uma só coisa! Pois o que é é o melhor a ser, mesmo que pareça sombrio, sem cor, sem luz! Quando finalmente a grande e maior passagem acontecer, todos serão UM, irmanados na fonte divina de amor!

(Mensagem lida em 30/04/2011, durante sintonia vibracional na residência de Mônica Gomes, em Belo Horizonte/MG)

Por que nem sempre alcançamos o que buscamos?

É consenso entre as religiões e doutrinas que existem forças paralelas ao nosso mundo, voltadas à promoção de sentimentos desconectados de bons propósitos.

Acredito ser consenso, também, que, muitas vezes, o desejo destas forças prevalece sobre nossos desejos. Mas, por que será? Por que muitas vezes buscamos algo que acreditamos ser importante para nosso crescimento e, apesar de desejar bastante e pedir ao Pai que nos conduza rumo a este caminho, mesmo assim não o alcançamos?

Creio que, em primeiro lugar, temos que ter ciência de que nem sempre aquilo que acreditamos ser o melhor para nós é realmente o melhor para nós. E Deus, nosso pai, conhece-nos bem, sabe o que realmente precisamos. Às vezes, não adianta pedir a Ele que nos permita comprar uma casa de cinco quartos, se não teremos como pagar o IPTU, manter a casa limpa etc… E, ainda, endividar-nos, a ponto de não conseguirmos pagar a aquisição e perdê-la logo à frente.

Mas, existem outros fatores que podem influenciar no processo de alcance de nossos objetivos. Muitas vezes, o que pedimos, o que desejamos faz parte de nosso caminho, sim. E, ao pedirmos, Nosso Pai prontamente permite que o alcancemos. Porém, apesar de todos os caminhos abertos, o pedido não chega. Por que será? Até que ponto as forças negativas podem influenciar?

Hoje pela manhã, li um texto sobre fé que utiliza uma metáfora muito interessante. Quando o lavrador planta uma semente na terra fértil, ele cuida dela diariamente: rega, aduba… Mas, em nenhum momento, ele vai lá e desenterra-a para ver se a semente está germinando. Ele tem certeza de que ela germinará. É o processo natural e ele acredita nisto!

Quando fazemos um pedido ao Pai, temos que partir do princípio de que, se aquilo faz parte de nosso crescimento, se nos fará bem, Deus nos concederá! E, a partir daí, temos que nos preparar para receber o que pedimos. Fazer exatamente o que o lavrador faz. Cuidar do terreno e da semente, arar, adubar, regar. E, em nenhum momento, desacreditar ou “experimentar” situações que questionem a chegada daquilo que almejamos. Pedir ao Pai, trabalhar por aquilo e preparar o terreno, apenas isto!

Porém, vivemos em um mundo onde ainda existe o bem e o mal. Em nossa trajetória evolutiva, por diversas vezes, assumimos papéis muito mais próximos do mal do que do bem. E isto gera dívidas, gera cobranças futuras, gera relações onde o outro passa a não querer o nosso bem integral.

Hoje, ao fazermos um pedido ao nosso Pai, talvez um irmão nosso peça exatamente o contrário, por acreditar que o nosso crescimento, a nossa satisfação represente para ele uma derrota. Infelizmente, existem situações como a seguir: Pedro deseja muito ser promovido. Porém, Paulo, seu colega de trabalho, não consegue acertar-se na empresa, está lá há muito mais tempo do que Pedro, porém estagnado na função. Paulo torce para que Pedro não seja promovido, pois se sentirá ainda mais inferiorizado. Pedro e Paulo são filhos de Deus. E o Pai, em sua infinita graça e amor concede aos filhos aquilo que lhe pedem e lhes faz o bem. Imaginemos que Pedro, apesar de um excelente funcionário e desejar muito a promoção, não cuida do terreno, não rega a semente. Ou seja, não se mantém vigilante quanto às energias negativas que o circundam. Não se mantém conectado a forças superiores, principalmente quando chega ao trabalho. Já Paulo, o irmão menos ligado ao bem, movido pelo sentimento de inveja, deposita em Pedro as energias mais pesadas, torce insistentemente para que o outro cometa erros. Consciente ou inconscientemente, liga-se à forças negativas que se alimentam de sentimentos de inveja, dor e raiva.

Nosso Pai, que ama seus filhos por igual, permite que a vida aconteça em sintonia com o que buscamos energeticamente. Pedro, apesar de competente, esqueceu de “cuidar” do que buscava. Paulo, ao contrário, e infelizmente, acreditou que a ascensão de Pedro representaria sua queda e trabalhou para que isto não acontecesse. Resultado: João, um funcionário de outro setor, foi chamado para o cargo que Pedro desejava.

A partir de hoje, quando fizer um pedido ao Pai, prepare-se para ser atendido. Acredite nisto e não fique a cada dia “verificando se a semente está germinando”. Se é uma casa nova, pense nos móveis que terá lá dentro, defina como pagará por ela. Se é um carro novo, já comece a pesquisar valor de seguro, escolha a cor, modelo etc.

Caso o pedido não sejam bens materiais, mas um estado de espírito, procure por situações que o deixe neste estado. Se deseja sair de uma depressão, por exemplo, busque locais onde as energias positivas e felizes prevalecem. E este local pode ser a sua própria casa. Faça dela o seu abrigo, o seu oásis de energias positivas.

Se o desejo é livrar-se de um vício, para quê ficar testando, se aquilo já não lhe causa mais prazer. Esqueça-o e tente passar a viver uma vida sem ele.

É como nos disse Jesus:

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).

Vigiar

No momento em que vivemos, um dos atos mais importantes, em nosso processo de crescimento é a vigilância constante. Já dizia o Mestre: “Vigiai e orai” (Mateus 26:41).

Mas, em meio a tantos afazeres do cotidiano, surgem as dificuldades e dúvidas. Como manter-se vigilante? Como identificar momentos em que estamos sendo “alvo” de pensamentos sugestionados? Quando perceber que estou sendo movido e influenciado por aqueles que não querem meu crescimento interior? Podemos nos orientar tendo como base de todos os nosso atos os ensinamentos de Jesus. Este pode ser um caminho. Mas, os ensinamentos de Jesus são muitos, você pode pensar.

Que tal resumir, então, em “fora da caridade não há salvação”; ou “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”? Facilita um pouco o processo? Sim, mas ainda existem momentos em que não percebemos que a vida está sujeita a influências do mundo espiritual que se tornam negativas e danosas ao nosso crescimento. A sintonia é outra forma de não nos deixarmos conduzir. Se estamos “sempre” conectados com uma energia positiva, que nos traz bons pensamentos, tendemos a não nos conectar com energias danosas e prejudiciais.

Experimente lembrar-se de instantes que você identifica como influências perniciosas. Nestes momentos, você estava com bons pensamentos? Como estava seu processo de vigilância, nestas ocasiões? É importante destacar que manter-se vigilante também é evitar manter sentimentos de rejeição, de inferioridade, de inveja. Evitar apegar-se a notícias ruins, fofocas e outros pensamentos pouco saudáveis.

Nossas vidas pregressas são a causa de alguns momentos de conexão com energias menos evoluídas espiritualmente. Já assumimos muitos papéis e já cometemos muitos erros. Mas, Deus, em sua infinita misericórdia, oferece-nos uma oportunidade de reparar nossos erros e dar novos passos. Infelizmente, no entanto, as consequências de nossos atos passados, muitas vezes, são as cobranças que sofremos dos que ainda  encontram-se presos a situações do passado. O sentimento de amor e desejo de que eles evoluam é o remédio que nos auxilia e livra-nos das cobranças. Mas, sem a vigilância, estaremos sujeitos a permitir que eles interfiram e influenciem em nossos atos e nossa vida.

Não adianta revoltar-nos. Não adianta reclamar. Conecte-se com energias positivas, desde o início do seu dia. Esteja atento! Vivemos um momento na Terra onde as chances de escolher um caminho estão sendo oferecidas a todos. Alguns já fizeram suas escolhas e desejam que outros os sigam. E você, já fez sua escolha? Se já, seja firme e não se deixe desviar. Vigie e ore, pedindo a Deus proteção e orientação.

Fazer o bem faz bem

 
 

Sílvia Alambert - Foto: The Money Camp

(Silvia Alambert, educadora financeira e detentora da metodologia de ensino The MoneyCamp para a educação financeira no Brasil –www.themoneycamp.com.br . Email: silvia.alambert@themoneycamp.com.br . O presente artigo foi enviado ao Zenitude e publicado sob a permissão da autora).

 


Ao assistirmos aterrorizados aos noticiários trágicos sobre as enchentes que fazem vítimas em diversas regiões do país, questionamo-nos sobre vários aspectos de nossa própria vida. Entre elas: a fragilidade do viver independente da situação socioeconômica e o que é realmente importante na vida: família, amigos, moradia, ter uma alimentação e educação satisfatórias e principalmente, ESTAR VIVO.
 

Em situações deste nível, em relação a quem perdeu tudo, as pessoas ficam mais sensibilizadas e percebem que são abençoadas e sentem-se bem em ajudar ao próximo através da doação, pois entendem este ato como sendo um conforto àquele que receberá sua ajuda, por menor que seja. 

Como sempre coloco também, não é preciso esperar que situações catastróficas aconteçam ou que alguma grande instituição faça campanhas pela televisão para receberem doações, para nos lembrarmos de sermos gratos por estarmos vivos e sermos quase perfeitos, e nem tampouco esperar ter a renda do Brad Pitt ou da Oprah Winfrey para oferecer ajuda ao próximo. 

Há inúmeras instituições espalhadas pelo Brasil que vivem suas catástrofes particulares e que lutam para obter ajuda  e com isso  levar recursos a, literalmente,  locais que nem constam no mapa, na missão de aliviar a dor e o sofrimento de famílias esquecidas e que vivem em condições sub-humanas. Ente elas estão, por exemplo, crianças portadoras de deficiência física ou mental que foram abandonadas, pessoas portadoras de doenças incuráveis, idosos que foram simplesmente maltratados e colocados para fora de casa ou ainda defendendo causas que se referem ao meio ambiente e que dizem respeito a todos nós. 

Sem que muitos brasileiros saibam, o simples ato de doar está associado diretamente à educação financeira. Sabia disto? Como não? Oras, se o dinheiro é uma energia de troca – você investe seu tempo e energia (trabalho) por dinheiro e o troca por coisas que você necessita ou deseja – é este mesmo processo de dar e receber que mantém a energia circulando em nossas vidas. 

Em seu livro, As 7 Leis Espirituais do Sucesso, Deepak Chopra explica assim a lei da doação para os setores da vida: “ (…) Se quisermos receber amor, temos que dar amor. Qual é a intenção? Essa é uma pergunta fundamental. Quando você doa de verdade você sente prazer em ver a felicidade do outro. Não importa a sua doação, seja um sorriso ou uma flor, mas que seja sincero e incondicional. Enquanto você dá, está recebendo. Quanto mais dá, mais cresce a sua confiança nos efeitos milagrosos desta lei. E quanto mais você recebe, mais cresce a sua capacidade de dar.” 

É um círculo vicioso ao melhor estilo Corrente do Bem. Experimente mais. Pode ser que você goste mais e faça mais. Não julgue que você precisará ter “rios de dinheiro” ou esperar momentos catastróficos acontecerem para fazer doações. Se for de coração, muito ou pouco, fazer o bem faz bem. E aí, já liberou aquele sorriso largo, disse aquele “ bom dia” motivante ou já fez alguma coisa pelo próximo ou pelo planeta hoje?

Passagem de ano

(Por Ana Paula Oliveira)

2010 está trocando de roupa. Virando a página, mudando o passo.

Um novo tempo, apesar disso tudo. Uma nova jornada, apesar de ser continuação da anterior. Pensamentos velhos em conflito com os novos, a casa pedindo um reparo, o coração pedindo descanso. O choro vem, o sorriso invade e… 01 de janeiro do novo ano. Ao acordar, nos deparamos com a realidade, crua e pronta para ser enfrentada, porque é assim que nossa caminhada segue.

Se não der tempo, o ano troca de roupa de 365 em 365 dias. É só trocar a sua junto com ele e continuar. Cansado, triste ou feliz ou radiante ou mesmo duvidoso do porvir. Mas… continuar. O trem pára na estação muito pouco tempo e vai ligeiro para seu destino. Não fica a esperar.

Eu também quero uma casinha branca de varanda no pé da serra, com o córrego brejeiro passando no fundo, o balanço no pé de manga e o café saindo quentinho do bule às três da tarde, acompanhado de broa de fubá. Eu também quero entrar no primeiro buzão que passar e sumir com ele pelas estradas. De repente, ser que nem o Gasparzinho e… pluft, desaparecer no ar.

Mas sou apenas eu, um ser humano em crescimento (que dói dói dói ). Que bom! Não parei no tempo da vida, ainda estou na luta sem fugir da raia da sabe lá o que. Que bom que estou viva aos trancos e barrancos que nem criado-mudo despencando pelo chão a esparramar toda uma história. Mas que está em ação. Posso ter a casinha branca nem que seja em sonho, pegar o ônibus, o avião (que chique!), o trem ou o metrô e sair desse lugar. Sair de perto da ingratidão e mediocridade sem ser percebida que nem o fantasminha camarada. Fazer um café quentinho, com broa de fubá na cozinha de casa mesmo às três da tarde e pensar: obrigada, meu Deus, pois estou viva.

Hum…que delícia!

Um Natal novo no coração

(Por Márcia Leão)

Não sei porque o espírito natalino tomou conta de mim este ano.

Fiz enfeites mil para as casas de idosos e para a minha casa que, este ano, receberá a família pela primeira vez (e que sejam muitas). Mas, para além disso , meu coração foi tocado por um sentimento de amor inexplicável e, mesmo em meio a problemas cotidianos, sinto uma grande necessidade de fazer o outro sentir-se querido, prestigiado.

Escuto sempre pessoas dizendo que não gostam do Natal pois é só comércio, porque não tem mais o mesmo sentido… Será? O sentido de tudo somos nós quem damos. Prefiro ver esta data como um momento em que festejamos o nascimento da personificação do amor.

A partir do nascimento de Cristo, podemos acreditar na possibilidade de nós, humanos, nos amarmos de verdade, e o Natal toca a todos com este sentimento. As desigualdades existem o ano todo. A violência também. Não é só no Natal que algumas pessoas passam fome e outras ficam abandonadas nos hospitais ou nas prisões… Lembrar disto nesta data e dizer que não gosta do Natal não muda nada. Então, vamos celebrar a presença de Jesus em nosso próximo e acolhê-lo com um afetuoso abraço. Vamos perdoar, ser perdoados, rir, chorar, confraternizar…

Aprendi isto com vocês, da Rede de Amigos Zenitude. Celebração, cuidado, alegria, amor, solidariedade, humildade, simplicidade… Só nossas atitudes sinceras podem mudar o mundo. Nós decidimos se queremos ser felizes ou preferimos ficar resmungando pelo que não podemos ou não temos. Nossas possibilidades são inúmeras.

Meu convite é para que, neste Natal, possamos aproveitar a  oportunidade de demonstrar nosso amor deixando em nosso rosto um grande sorriso e felicitando a todos que passarem por nós com um verdadeiro FELIZ NATAL!

Experimente! Com certeza o seu Natal e o de seu próximo será muito mais feliz!

A todos vocês e a todos que nos acolhem, através desse blog, que a alegria transborde de seus corações hoje e sempre.

Beijo grande!

 

Natal!!!

Hoje o Natal chegou aqui…

 

E chegou assim, sem nenhum aviso, carta, telegrama ou mensagem pelas ondas informatizadas. Veio carregado por uma brisa suave, uma espécie de sopro de luz, que foi transformando minha rua, esbarrou sorrateiro na soleira do portão, desalinhou a grama do quintal, fez eriçar o orelha do cachorro, estalou o tapetinho da porta, espalhou um sei-lá-o-quê pela sala e, como uma criança travessa, jogou-se de corpo inteiro em minha cama, desarrumando tudo com um sabor de enfim cheguei. 

O Natal chegou hoje aqui e tudo ficou confuso e belo como desejo de cantar sem explicações. Trouxe consigo uma vontade de sair pelas ruas brincando com os passarinhos e fazendo sorrir os porteiros dos prédios dos apartamentos. Trouxe do firmamento um pedaço de azul que tingiu meu dia com uma mansidão de fazer dormirem os bandidos, sonhando com violetas e borboletas sobre os fuzis. Trouxe dos horizontes um pacote de estrelas e, com elas, fez desenhos em minha testa, convidando-me a sair pelas ruas, vestido de poesia, dizendo sonetos de amor para quem tivesse ouvidos. 

Veio com o Natal, de lugares desconhecidos, uma alegria com gosto de caramelos. Em seu rastro, pude ver passarinhos ensaiando valsas e um cordel encantado de pessoas espalhando cortesia, solidariedade, amor, paz, respeito, tolerância, carinho, afeição e bondade. À frente delas, num caminhar suave, um menino-Deus, com olhos acolhedores, espalhando boas-novas e falando de um mundo novo, que acaba de chegar. 

O Natal chegou, trazendo um sentimento de possibilidades e esperança que há muito eu não sentia. Quando abriu a bagagem, pertinho de meu coração sobressaltado e radiante, não vi lá presentes luxuosos, não vi as constelações exuberantes das vitrines, mas percebi uma fagulha ínfima, quase imperceptível. Desses detalhes pequeninos como um olhar furtivo entre amantes, que é necessário capturar naquele instante fugaz, guardar nas estantes da alma, pra nunca mais fugir da memória. Estava lá, no cantinho da mala, entre coisas de ir e vir, entre registros de chegada e partida. Recolhi com calma o pequeno embrulho. Por fora, em letras simples, sem rebuscamentos, estava escrito: “Espírito Natalino”. Abri, e o que era pequeno transformou-se em infinito. 

O Natal chegou e espalhou o espírito natalino em meu peito, em minha casa, em meu quintal, em minha rua, em minha cidade. Espalhou o amor do Menino-Deus pelos céus e pelos ares. Ele, então, com um sorriso de Natal que só o Natal sabe dar, assoprou do fundo de sua alma uma brisa de luz, que fez com que tudo de bom que havia chegado até ali também se espalhasse pelo mundo. 

Abra sua porta agora. Corra! Abra a janela! Depressa! Vá até o jardim! Estenda as mãos para os céus e receba! Não importa que data seja hoje. Talvez seja mesmo dezembro. Quem sabe janeiro, abril ou maio. O que importa é que você se abra e receba aí, levado pela brisa, o espírito transformador desse Natal transformador. Acredite. Feche os olhos e veja com a alma! Eu vi e compartilho com você! O Natal chegou aqui e, do meu coração para o seu, envio pela brisa! E, se em um dia qualquer de qualquer ano, você sentir tudo isso chegando aí, não se assuste. Devem ser, ainda, pequenos vestígios de Natal, soprados pelo vento mágico do amor do Deus Menino, chegando até você. Receba, em qualquer momento, e compartilhe. 

Um Feliz Natal! 

Ney Mourão – 2010