Compaixão!

Os sentimentos humanos são dádivas da Criação, ferramentas indispensáveis para cumprimento da jornada escolhida por cada um para cumprir a sua missão terrena. Não há seres humanos desprovidos de sentimento. Mesmo aqueles a quem a Ciência passou a designar como psicopatas possuem sentimentos adoecidos, enfermos por causas variadas, físicas, emocionais ou espirituais. Os sentimentos aos quais habitualmente determinamos como indesejáveis ou negativos também devem ser considerados como ferramentas de aprendizado, busca do equilíbrio através da utilização do livre arbítrio e fomento ao nosso exercício cotidiano de escolhas, reflexões e posturas.

Assim, aprender a valorizar e compreender os sentimentos é o que nos torna mais HUMANOS – na concepção de “húmus”, cuja origem se confunde com a matéria da própria Terra, essencialmente provida e provedora de amor incondicional.

É o amor que transforma. E há sentimentos tão próximos ao amor que se confundem com ele. E é tão bom que isso aconteça, porquanto a matéria prima cósmica que os gerou é a mesma, base da motivação humana para a ascensão.
Perdão, solidariedade, empatia, gratidão. Sentimentos unos ao amor, como o ar o é para a Terra, como a linfa é para os corpos materiais, como as estrelas são para o firmamento, como o éter é para os corpos sutis.

Para os irmãos a quem dirijo estas palavras carinhosas, gostaria de chamar a atenção para um sentimento especial. Para os mundos angelicais, tão especial e próximo, muito próximo, sem barreiras perceptíveis ao mais acurado olhar, do amor.
A compaixão e o amor deveriam ser uma só palavra, desprovida das barreiras dos significados atribuídos no plano terrestre.

Ter compaixão é exercer o amor ATIVO. Mais que a empatia, que consiste em colocar-se no lugar do outro, a compaixão, mais do que prestação de atributos de perceber, compreender e apiedar-se da dor do outro, é o gesto de estar AO LADO do outro na sua dor, trabalhando de forma especial e determinante para minimizar os aspectos que causam aquela dor.
Quem tem compaixão apressa-se, em primeira instância, a tentar fazer com que aquele que sofre esteja acolhido, em conforto e segurança, sem juízos de valor, sem categorizações de comportamento. Ajuda, ajuda e oferece mais ajuda. E procura ajudar, de forma empoderadora, altruísta, sem pensar nas eventuais benesses da retribuição.

Ter compaixão requer exercícios de compreensão e, justamente, de desapego a crenças, já que nem sempre aquilo que julgamos como a MELHOR ajuda é, de fato, a ajuda NECESSÁRIA para um momento de crise, dor, espanto ou mágoa. Ter compaixão é, antes de tudo, AÇÃO. Uma grande alma que esteve neste plano terrestre, com a missão de exercer a compaixão, em todos os dias de sua caminhada, disse, certa vez, que “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Orar e vigiar são recomendações do Cristo. A compaixão é a vigilância da oração. É a prática efetiva da ajuda, o campo fraterno do exercício do pensamento vibratório do desejo de que o outro esteja bem, em paz, e caminhando em direção ao objetivo de todos os seres, que é a centelha divina.

A compaixão, meus caros, é o degrau anterior à dádiva da gratidão, sentimento a que muitos têm dedicado seu tempo real e seu tempo espiritual para o seu alcance individual e coletivo. O que exerce a verdadeira compaixão (também irmã da solidariedade) é grato, pela oportunidade que recebeu de estar no momento certo, na hora certa e, mais do que tudo, de possuir os recursos materiais, emocionais e espirituais para colocar-se a serviço, como instrumento divino para o amparo.

O que exerce a compaixão percebe que, quando ajuda o outro, na verdade é quem está recebendo a maior dádiva: a dádiva de ser canal de transformação, ponte para minimização das dores terrenas. Quem tem compaixão “sofre com”, mas acima de tudo, levanta o outro, oferece a mão – mesmo que, em análise imediata acredite que não tem nada a oferecer. É mais do que a mera piedade, que pode se confundir com um olhar distanciado, como se nada pudesse ser feito pelo outro, além de ser cúmplice com a dor. Repetimos: ter compaixão é agir, é caminhar até o outro, amparar, cuidar.

Que sejam dadivosos e repletos de compaixão. Que sejam gratos por isso. Saibam que a dor, amparada, em muitos casos pode ser um convite celestial para um aprendizado conjunto e um encontro entre almas – resgate de outras caminhadas,
cumprimento de outras promessas, oportunidade de refazer dívidas. Não se julguem impotentes, pequenos. Àquele cuja
possibilidade for oferecida, estejam a postos. Como a alma carregada de compaixão que, um dia, carregou a cruz pesada de quem caminhava para a crucificação, vocês todos são FONTE. Abram-se, estejam de olhos abertos ao COMO ajudar. O QUANDO… é a partir de ONTEM!

Estejam com a luz dos anjos!

Anna Justina Ferreira Nery
Em 06-07-2015

A caminhada é tão importante quanto a chegada.

Muitos de nós passam a vida toda almejando um objetivo, se preparando para uma meta, buscando chegar a um determinado lugar. Investimos muito de nosso tempo neste objetivo, fazemos tudo certo. Porém, vivemos lamentando por ainda não ter chegado lá.

E aí?

Será que estamos agindo corretamente? Será que realmente só devemos comemorar ou celebrar quando chegarmos lá?

Penso que a caminhada pode ser tão gratificante quanto a chegada.

Fazendo uma analogia com uma viagem de férias. Como você se sente quando, meses antes, começa a pensar para que cidade vai? Quais as sensaçoes começam a surgir quando vai decidir se será praia ou montanha, quente ou frio. Não é uma sensação boa? E a medida que o dia da viagem se aproxima e você começa a preparar as malas e fazer compras?

Depois, quando chega o dia e você vai e passa seus dias de descanso no local planejado, nem sempre é como você esperava. Talvez vá chover e você se planejou para dias ensolarados em uma bela praia. Ou pode gripar e não poder curtir como esperava o friozinho da região serrana. Claro que nestes casos, há opções para aproveitar o momento também. Mas, o que eu quero destacar que nem sempre o momento esperado é como planejamos. E que o planejamento, as ações que antecedem o evento podem e devem ser celebradadas, vivenciadas e dado a elas uma atenção especial para que sejam mais um momento de nos sentirmos bem.

Então, meu caro leitor, se você é como a grande maioria dos seres humanos que acredita que é somente no pódio que encontramos a felicidade, está na hora de rever seus conceitos.

Acredito que neste momento de sua vida você deve estar se planejando e colocando em prática ações para alcançar algo importante em sua vida. Não espere alcançar seu objetivo para sentir-se bem. Viva intensamente cada instante deste planejamento, cada ação por menor que seja e encontre nela um motivo para sorrir.

Pare por um instante e pense em algum objetivo que você estabeleceu para sua vida. Celebre e agradeça por cada passo que você já deu em direção a ele. Cumprimente a si mesmo por tudo o que fez até hoje para um dia atingi-lo. Você merece!

Namastê.

Perdão, Generosidade e Desapego!

Perdão, Generosidade e Desapego são, respectivamente, a décima primeira, décima segunda e décima terceira virtudes da atividade voltada para o autoconhecimento chamada 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor!

É interessante pensarmos em como as práticas destas três virtudes são parecidas e complementares.

O Perdão nos convida a um exercício de abandono de tudo o que nos incomoda enquanto mágoa, seja em relação ao outro ou a nós mesmos. Sim! Muitas vezes, vivemos magoados conosco, culpando-nos por aquilo que fizemos ou pelo que deixamos de fazer. O momento pede que abandonemos esta mágoa e/ou o apego aos fatos que a geraram.

Ana Justina Neri, em uma de suas canalizações enviadas à Rede Zenitude, intitulada “Sobre o Exercício do Perdão”, coloca o perdão como um gesto quase irmão da generosidade. Ana nos convida a começar o dia perdoando-nos por nossos momentos de fraqueza e a aplicar a generosidade ao olharmos no espelho e reconhecer que somos ainda seres limitados, passíveis de erros.

No mesmo texto, Ana Neri sugere, também, a aplicação da generosidade como o primeiro passo para o perdão das falhas do outro. Ela nos pede que façamos um exercício de empatia nos colocando no lugar daquele que acreditamos ter falhado e vendo-o como um ser em evolução, em aprendizado, assim como nós.

Ao refletir sobre Perdão, Generosidade e Desapego percebemos o quanto podemos ser mais felizes se praticarmos estas virtudes diariamente em nossas vidas. Podemos ter uma vida mais leve, com mais espaço em nossa mente para pensarmos em coisas boas se nos desapegamos de tudo o que nos deixou magoado.

Assim, que tal hoje fazermos um pacotão e depositarmos no lixo todo sentimento de mágoa, dor e lembranças que nos remetem a falhas cometidas por nós e pelos outros?

Que possamos fazer deste dia e dos próximos que virão um exercício constante de limpeza e purificação espiritual!

Que assim seja!

Reginaldo Rosa

Coragem: uma virtude que vem do coração!

Durante o mês de maio, estamos publicando, diariamente, textos relativos às 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor.

“Em vossa língua, o significado coragem, é muito belo e esperançoso. Coragem vem de “coeur” (coração) e “age” (agir). Agir com o coração! Agir com o coração em todos os dias. Agir com o coração em relação ao outro. Agir com o coração em relação ao irmão. Isso é a maior coragem.”

“Eis a maior coragem: a coragem de estar com outro e estar de braços abertos. A coragem de estar com o outro e dizer: há, aqui, um irmão. Um irmão no escritório, no lar, na rua. Mesmo os que você não conhece, todos os que estão longe, distantes, professando outras crenças e outras formas de agir e pensar, serem encarados como irmãos – essa a maior coragem.”

Confira a canalização completa no endereço http://www.zenitude.com.br/blog/mensagem-em-26-de-fevereiro-de-2011/

Sobre o verbo (ação) de persistir

Pesquisando no dicionário, encontrei as seguintes definições para o verbo PERSISTIR: “Continuar a existir; durar; permanecer; perseverar.

Elas possuem uma característica em comum que nos remete a uma interessante reflexão: todas são verbos, todas indicam ação. Todas são o contrário da inércia, da paralisação. Avançando ou retrocedendo, persista!

Quando instruídos a persistirmos, é importante que tenhamos em mente o que isto representa em nossa jornada. É preciso que saibamos o que deve continuar a existir; o que deve durar, permanecer. É fundamental que reconheçamos o que irá perseverar. Só assim poderemos avaliar o quanto vale a nossa persistência.

Ao ouvirmos nossa voz interior nos dizer “Prossiga!”, é porque estamos nos preparando para parar ou desviar da rota. Em uma ou outra opção, devemos avaliar o que está fazendo com que tenhamos tal atitude. Caso percebamos que é uma atitude estratégica, pensada e avaliada, vale prosseguir na decisão que estamos tomando. Mas, se tomar esta decisão representa abrir mão de nossos objetivos, de nossos sonhos e ideais, há algo errado e a ordem de prosseguir virá com tamanha veemência que não teremos como continuar a fuga.

Vivemos em uma época na qual as sensações, sentimentos e emoções tem chegado até nós como se fossem o dobro do que são. O momento atual é de intensidade, assim tudo o que sentimos é realmente mais forte do que em épocas passadas.

Hoje, sentimos mais tristeza, mais raiva, mais saudade, mais dor. Mas também sentimos mais ternura, mais alegria, mais felicidade, mais amor. Tudo isto em função do processo de expansão da consciência pelo qual a humanidade vem passando e que resulta em mudanças na “configuração” de nossos corpos físico, espiritual e emocional.

Nossos mecanismos de absorção da energia dos sentimentos estão aprimorados. Estão sendo preparados para serem usados futuramente como o principal meio de comunicação.

Quando estamos caminhando, rumo ao cumprimento de nossos objetivos, nos deparamos com obstáculos que impedem nosso caminhar e nos fazem desviar. Porém, prosseguimos! Assim, devemos proceder na vida. Dificuldades existem, problemas fazem parte de nosso processo de evolução, relacionamentos são presentes divinos a fim de que tenhamos a oportunidade de aprender olhando para o outro.

Olhe para a frente! Se lá está seu coração, é para lá que você deve ir, persistindo sempre!

Reginaldo Rosa – 09/05/2013

Honestidade: uma virtude pra se praticar desde a infância

Durante o mês de maio, estamos publicando, diariamente, textos relativos às 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor.

 

Compartilhe o vídeo abaixo com uma criança e dissemine esta virtude tão importante para o sucesso da humanidade:  HONESTIDADE!

 

https://www.youtube.com/watch?v=JEW7UVG3h14

 

Humildade: uma conquista diária!

Durante o mês de maio, estamos publicando, diariamente, textos relativos às 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor.

Convidamos a todos a sintonizarem na frequência pelo menos por UM MINUTO do seu dia, vibre ou faça uma prece ou eleve o pensamento pela:

HUMILDADE: refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas.

Como desenvolver a humildade
Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas. Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos ajudarão:

– Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Romanos 12:10; Efésios 4:2-3; Filipenses 2:3-4).
– Não devemos pensar que somos importantes (Lucas 17:10). Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Romanos 12:3-8).

– Não devemos esperar que outros nos humilhem. A chave da obediência é nossa humildade voluntária (Tiago 4:10), não a humilhação forçada.

– Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus. Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insignificantes. O Salmo 8, especialmente nos versículos 3, 4 e 10, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!

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Simplicidade: uma virtude que facilita sua vida

Durante o mês de maio, estamos publicando, diariamente, textos relativos às 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor.

SIMPLICIDADE

A vida de muitas criaturas, além de desvitalizada, é circunstanciada por miudezas dispensáveis, desperdiçada com detalhes desnecessários. A simplicidade traria enormes benefícios para elas, as tiraria do cativeiro dos valores estabelecidos pelas convenções arbitrárias, lhes clarearia a visão e lhes traria mais leveza e tranqüilidade existencial.
Acumular informações sem pensar, se atopetar de pertences, entulhar roupas e abarrotar a casa de coisas supérfluas é uma característica muito difundida na sociedade moderna.
À medida que novos elementos se somam aos bens físicos e intelectuais já adquiridos, passamos a alimentar a compulsão de armazenar ainda mais coisas, levando-nos a agir em função de uma suposta vantagem imediata, sem analisar as utilidades e conseqüências futuras dessa prática.
Muitos indivíduos, equivocadamente, associam simplicidade com pobreza, mas existe uma diferença fundamental.
A simplicidade é uma opção de vida tanto do rico como do pobre, enquanto que a pobreza é, por si só, a privação de valores morais, intelectuais e espirituais de um indivíduo, e não necessariamente, a falta de recursos materiais para a sua subsistência.
Quando nos livramos de tudo que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e do que precisamos. Abrir mão dos trastes, de informações desnecessárias e de objetos em desuso exercita o desapego e facilita-nos a libertação dos ecos do passado. A partir disso, somam-se novas concepções, e as velhas mágoas, as culpas, os ressentimentos, os conflitos se dissipam, habilitando-nos a viver plenamente o momento presente.
Os homens simples se comunicam com sabedoria e humildade, enquanto que os complicados falam com presunção e pedantismo, são enfadonhos e prolixos, por que estão repletos de idéias ultrapassadas; contam e recontam seus discursos e mesmo assim parecem não dizer nada.
A simplicidade de alma induz o indivíduo a se expressar com clareza, segurança e objetividade. Capazes de elaborar idéias de forma lógica, coerente e harmoniosa, tais pessoas resumem tudo o que querem dizer por meio de expressões sintéticas.
Quem se apartou da simplicidade vive na futilidade dos seus pensamentos, com entendimento entenebrecido, alienados da vida de Deus pela sua ignorância, por isso coleciona coisas neuroticamente, acreditando numa ilusória segurança, mas esquecendo que não pode encontra-la fora de si mesmo, muito menos por trás de um amontoado de conceitos, informações, acessórios e pertences sem serventia.
Buda ensinava: se você não conseguir em si mesmo, onde irá buscar?
Muita coisa no mundo da erudição é tida como formação cultural, quando, na verdade, nada mais é do que entulho intelectual.
Aquele que ignora seu nível de necessidade legítimo, determinado por sua realidade profunda, vive sobrecarregado pelo peso da repressão sociocultural, se distancia da simplicidade e perde a própria identidade.
Muitas vezes, nossas agendas internas se abarrotam e entram em colapso com nossos ritmos interiores. Sentimo-nos exauridos porque estamos fora de sintonia com a simplicidade. Abrir mão de posses desnecessárias é ir ao encontro de uma vida pacífica e harmoniosa.
Muitas criaturas se abarrotam impensadamente das instruções obtidas nos jornais, na televisão, nas salas de aula, nos livros, como sendo verdades absolutas. Essas informações podem muito nos ajudar, desde que não as elejamos como a verdade. A verdade não está na conceituação das palavras ou textos que lemos, mas nas experiências que podemos ter com ela, e a partir dela.
As vozes inspirativas da alma são providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura em nossa intimidade.
A simplicidade consiste em não ficar distante do que é natural e espontâneo, uma vez que aqueles se afastam dela ficam com entendimento entenebrecido e alienados da vida de Deus.
(Extraído do livro “UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER” – Francisco do Espírito Santo Neto)

 

Alegria: uma virtude contagiante

Durante o mês de maio, estamos publicando, diariamente, textos relativos às 21 Virtudes Para Um Mundo Melhor. 

Alegria se traduz em aceitação, ou seja, você aceitar quem de fato você é, assim possibilitando até mesmo mudanças em sua vida. Segundo Alexei Lisounenko, esta aceitação está longe do conformismo, onde você aceita sua vida de uma forma negativa, sem perspectiva de mudança.

Alegria é dar alegria! De forma alegre! Por ser contagiante, a alegria melhora a qualidade de vida do ser humano. A alegria pode ser considerada um sentimento contrário à tristeza, uma vez que a pessoa fica mais sociável,se sente mais confiante e determinada.

(texto extraído da Wikipedia, com adaptações)

Sobre o ato de celebrar…

(I. Daniel e Ana Justina Néri; 21/11/2012; 00:21 horas)

Os rituais não são necessários, em essência.  Mas é bom que eles existam, para retirar os homens de um lugar de cotidianidade, para fazer com que as pessoas entrem em sintonia com aquilo que desejam ou precisem lembrar, com solenidade, carinho, cuidado, atenção ou encantamento. Indivíduos e sociedades humanas, em toda a sua História, possuem rituais diversos, que os conectam com diferentes formas de expressão de fé ou de simbolismo.  É necessária uma atenção para não confundir rito com pompa. Um pequeno espaço, no lar, em um humilde casebre, onde uma solitária alma humana se senta ao final da noite para agradecer pela dádiva da vida, sem nenhum objeto, imagem, nada material, apenas o seu empenho e o seu envolvimento com a graça plena e o amor, é um espaço ritualístico, e não há, ali, nenhuma pompa.

Celebrar, sim, é essencial. E, habitualmente, também confunde-se celebração com os rituais. Bastante comum vermos pessoas que acreditam que, para que a celebração seja bela e real, ela precise ser concretizada através de grandes feitos, imagens, formalidades nas vestes, preparação de espaços, adereços. Nada disso é necessário, para uma celebração genuína. Basta… conectar-se!

Hoje, com excepcional alegria, vários reinos não-visíveis celebram! Sem adereços materiais, mas com uma amorosidade cuja maioria das almas neste plano ainda não pode conceber, este é um dia especial. Um dia em que a chama da centelha está mais viva, mesmo que não possa ser percebida com os olhares do limitado corpo, que é apenas um instrumento de aprendizado nas lutas da eira terrestre. Em verdade, tais reinos celebram todos os dias a grande magia da interconexão entre todos os reinos, comandados pela Mão Divina que tudo guia, bálsamo que cicatriza ferimentos e lenitivo imunizador para qualquer enfermidade. Vida, pensamento, amor, ânima, graça, bondade e tantas outras coisas sequer ainda compreensíveis pelos habitantes desta esfera são celebradas cotidianamente – e deveriam ser, também, pela fraternidade humana.

No entanto, tal como em um ritual sem paramentos ou imagens, neste momento, há uma pulsação especial de harmoniosidade e alegria. Animus ludendi nos gestos angelicais. Braços abertos ao abraço celebrativo por este dia, tão especial, e que não pode, de forma alguma, ser relegado ao comum da cotidianidade, entre os afazeres complexos da sobrevivência que cada um tem a cumprir. Na verdade, cada segundo, em relação ao anterior, deveria ser sempre celebrativo e um marco. Mas, habitualmente, celebram-se os meses decorridos, os anos, as décadas, os séculos, os marcos de passagem. Por isso, sintam-se, também, envolvidos, nesta celebração de um período terrenal que precisa ser lembrado.

Mais que lamentar o que não acontece ou o que deixou de acontecer, em momentos celebrativos, é importante que venham às mentes e corações tudo o que foi edificado. Construções, mesmo que demolidas, guardam resquícios do que foram um dia – mesmo que seja em um pequeno grão de terra, nas entranhas do lugar onde a nova edificação surgiu. Edificações mentais, emocionais e espirituais jamais podem ser removidas, no entanto. É preciso celebrar as edificações que estão instauradas nos corações de cada indivíduo, e que podem receber, quando quiserem, por portas abertas na alma, a visita do amor, da Fonte (que, nunca deixou de estar lá!), das palavras dos mestres e das inspirações divinas. Mais que voltar a energia do pensamento para o que ruiu, é imprescindível cuidar da flor que teima em sobreviver ali, no cantinho da edificação, em meio ao que pode parecer escombro sem a menor possibilidade de reificação. Reguem, cuidem, adubem, e verão a profusão de mudas que ainda está a pulsar, por baixo do que não veem!

Reiteramos a importância de terem por perto, física e emocionalmente, de alguma forma, seus valores, formatados e elaborados por vocês próprios, para orientar cada dia. Sugerimos que exercitem um por vez, em momentos de dificuldades e desafios. Tal qual aquele que, em um campo de batalha, necessita de cuidados imediatos, mas o cuidador busca amparar primeiro o que é mais emergencial, experimentem perceber que seus valores têm aplicabilidade objetiva nos momentos de desafio e crise. Esta palavra, cujo significado é a suspensão do juízo, só define, em verdade, um momento em que se distanciam da percepção da totalidade, da beleza das multirrelações causais. Experienciem, então, vivenciar seus valores como pílulas para o enfrentamento. E verão como, em pouco tempo, terão muito mais a celebrar, celebrar, celebrar! Depois, quando a crise tiver se transformado em aprendizado, continuem com os valores aplicados em sua globalidade e conjunto. E, novamente, abram os corações, para a percepção de como isso é bom. E, então, lembrem-se, novamente, de celebrar!

Vigiem, ante o pessimismo,  e celebrem, com humildade, mas com a força de quem venceu percursos! Vigiem ante a tentação de não doarem o melhor de si, em todos os momentos – principalmente naqueles de maior exigência e em que precisam abrir mão do prazer passageiro. Vigiem ante a mágoa. Dare et remittere paria sunt!  Exercitem mais o perdão! Corações que perdoam celebram mais!

Caminhem, sem se deterem ante as impossibilidades, mas percebam as infinitas possibilidades que estão-se abrindo todos os dias! Mantenham-se unidos, na trilha, em REDE! Confiamos em vocês!


Humildes, mas reconhecedores de nossos valores

A reprodução ao lado é de uma pintura do século XV intitulada “A Virgem da Humildade”. O quadro tem a característica de ter sido um dos primeiros no qual identificamos a “Santa Mãe de Deus” fora de um altar. Masolino, o autor, colocou a Virgem no chão, sob uma almofada dando de mamar ao Menino Jesus.

O que este quadro tem a ver com o nosso tema? Estaria Maria sendo reproduzida em uma situação de humildade? Para responder a esta questão é importante que primeiro façamos uma reflexão sobre o que é humildade.

O dicionário Aurélio define humildade como  “a virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza”. Para a Wikipédia, é “a qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas”.

Penso que muitas vezes, confundimos humildade com modéstia. Ser humilde lhe permite identificar seus valores, sem enaltecê-los com o desejo de sobressair-se e inferiorizar os demais companheiros de jornada. A pessoa humilde reconhece que precisa aprender muito ainda, mas necessariamente não precisa esquecer-se do que já alcançou em termos de desenvolvimento. Pelo contrário, deve usar deste crescimento para alcançar o que ainda falta.

O modesto, diferente do humilde, faz de tudo para esconder seus valores, o que muitas vezes pode impedi-lo de contribui com o crescimento dos demais. Uma pessoa que domina um determinado assunto, por exemplo, pode exagerar na modéstia e perder a oportunidade de repassar este conhecimento a alguém que deseja aprender. O humilde irá abastecer o companheiro de informações, tendo apenas o cuidado de fazê-lo de uma forma que o ouvinte não se sinta inferiorizado e sim motivado a aproveitar o momento e aprender.

Todos nós somos muito bons em alguma atividade ou sábios em algum assunto. Para chegarmos a este nível, foi necessário algum esforço de nossa parte, seja estudando ou praticando. Reconhecer isto é nossa obrigação. Este reconhecimento é um dos principais antídotos contra alguns males como a depressão, por exemplo.

Valorizar-se, reconhecer-se como um ser em desenvolvimento, mas que já alcançou várias etapas do processo evolutivo é nossa obrigação. Agindo assim, sentimos motivados a continuar crescendo e ainda identificamos o que temos de melhor para oferecer ao mundo.

Ao pintar a Virgem fora do altar, Masolino seguia um novo tipo de devoção em que os protagonistas da pintura se humanizam em relação aos modelos anteriores. Este modelo difundiu-se pela Europa, contribuindo para uma ampliação dos devotos à Santa.

Vemos uma Maria, santificada, porém em situação de humildade, com valores e ensinamentos a oferecer a seus filhos.  Próxima a eles.

Que todos nós possamos no dia de hoje identificar nossos valores. Temos diversas virtudes. Algumas em estágio maior de desenvolvimento, outras nem tanto. Que sejamos humildes o bastante para não deixarmos que o autoconhecimento nos distancie daqueles que necessitam de nosso auxílio, mas que também não exageremos na humildade, caindo no mesmo distanciamento.

Reginaldo Rosa

Observação: A Humildade é um dos dez Valores da Rede e sua declaração é a seguinte:
* Humildade – Rejeitar, de forma imperativa, o orgulho prepotente e a vaidade. Encarar o mérito ou eventuais reconhecimentos como um ingrediente a ser compartilhado por todos, em rede, de forma solidária e afetuosa.

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