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Compaixão!

Os sentimentos humanos são dádivas da Criação, ferramentas indispensáveis para cumprimento da jornada escolhida por cada um para cumprir a sua missão terrena. Não há seres humanos desprovidos de sentimento. Mesmo aqueles a quem a Ciência passou a designar como psicopatas possuem sentimentos adoecidos, enfermos por causas variadas, físicas, emocionais ou espirituais. Os sentimentos aos quais habitualmente determinamos como indesejáveis ou negativos também devem ser considerados como ferramentas de aprendizado, busca do equilíbrio através da utilização do livre arbítrio e fomento ao nosso exercício cotidiano de escolhas, reflexões e posturas.

Assim, aprender a valorizar e compreender os sentimentos é o que nos torna mais HUMANOS – na concepção de “húmus”, cuja origem se confunde com a matéria da própria Terra, essencialmente provida e provedora de amor incondicional.

É o amor que transforma. E há sentimentos tão próximos ao amor que se confundem com ele. E é tão bom que isso aconteça, porquanto a matéria prima cósmica que os gerou é a mesma, base da motivação humana para a ascensão.
Perdão, solidariedade, empatia, gratidão. Sentimentos unos ao amor, como o ar o é para a Terra, como a linfa é para os corpos materiais, como as estrelas são para o firmamento, como o éter é para os corpos sutis.

Para os irmãos a quem dirijo estas palavras carinhosas, gostaria de chamar a atenção para um sentimento especial. Para os mundos angelicais, tão especial e próximo, muito próximo, sem barreiras perceptíveis ao mais acurado olhar, do amor.
A compaixão e o amor deveriam ser uma só palavra, desprovida das barreiras dos significados atribuídos no plano terrestre.

Ter compaixão é exercer o amor ATIVO. Mais que a empatia, que consiste em colocar-se no lugar do outro, a compaixão, mais do que prestação de atributos de perceber, compreender e apiedar-se da dor do outro, é o gesto de estar AO LADO do outro na sua dor, trabalhando de forma especial e determinante para minimizar os aspectos que causam aquela dor.
Quem tem compaixão apressa-se, em primeira instância, a tentar fazer com que aquele que sofre esteja acolhido, em conforto e segurança, sem juízos de valor, sem categorizações de comportamento. Ajuda, ajuda e oferece mais ajuda. E procura ajudar, de forma empoderadora, altruísta, sem pensar nas eventuais benesses da retribuição.

Ter compaixão requer exercícios de compreensão e, justamente, de desapego a crenças, já que nem sempre aquilo que julgamos como a MELHOR ajuda é, de fato, a ajuda NECESSÁRIA para um momento de crise, dor, espanto ou mágoa. Ter compaixão é, antes de tudo, AÇÃO. Uma grande alma que esteve neste plano terrestre, com a missão de exercer a compaixão, em todos os dias de sua caminhada, disse, certa vez, que “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Orar e vigiar são recomendações do Cristo. A compaixão é a vigilância da oração. É a prática efetiva da ajuda, o campo fraterno do exercício do pensamento vibratório do desejo de que o outro esteja bem, em paz, e caminhando em direção ao objetivo de todos os seres, que é a centelha divina.

A compaixão, meus caros, é o degrau anterior à dádiva da gratidão, sentimento a que muitos têm dedicado seu tempo real e seu tempo espiritual para o seu alcance individual e coletivo. O que exerce a verdadeira compaixão (também irmã da solidariedade) é grato, pela oportunidade que recebeu de estar no momento certo, na hora certa e, mais do que tudo, de possuir os recursos materiais, emocionais e espirituais para colocar-se a serviço, como instrumento divino para o amparo.

O que exerce a compaixão percebe que, quando ajuda o outro, na verdade é quem está recebendo a maior dádiva: a dádiva de ser canal de transformação, ponte para minimização das dores terrenas. Quem tem compaixão “sofre com”, mas acima de tudo, levanta o outro, oferece a mão – mesmo que, em análise imediata acredite que não tem nada a oferecer. É mais do que a mera piedade, que pode se confundir com um olhar distanciado, como se nada pudesse ser feito pelo outro, além de ser cúmplice com a dor. Repetimos: ter compaixão é agir, é caminhar até o outro, amparar, cuidar.

Que sejam dadivosos e repletos de compaixão. Que sejam gratos por isso. Saibam que a dor, amparada, em muitos casos pode ser um convite celestial para um aprendizado conjunto e um encontro entre almas – resgate de outras caminhadas,
cumprimento de outras promessas, oportunidade de refazer dívidas. Não se julguem impotentes, pequenos. Àquele cuja
possibilidade for oferecida, estejam a postos. Como a alma carregada de compaixão que, um dia, carregou a cruz pesada de quem caminhava para a crucificação, vocês todos são FONTE. Abram-se, estejam de olhos abertos ao COMO ajudar. O QUANDO… é a partir de ONTEM!

Estejam com a luz dos anjos!

Anna Justina Ferreira Nery
Em 06-07-2015

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