Impressões sobre o II Encontro Celebrando – A Energia do CUIDADO

Mais uma vez, CELEBRAMOS! Foi um Encontro mágico, surpreendente. Treze almas – de novo, “pra variar”, estavam lá, no Instituto Renascer da Consciência, para refletir, aprender e exercitar a energia do CUIDADO.

Em meio a (muita!) bagagem, levávamos conosco, na sexta-feira à noite, também muitas expectativas. Como seria retornar a um Encontro de três dias, após apenas seis meses depois do primeiro, onde tantos de nós tivemos a graça de sermos tocados por uma maravilhosa chama do afeto, do carinho, da solidariedade?

Talvez esta fosse uma das perguntas que ecoavam, na chegada, ao realizarmos e vivência de passear pelo Labirinto. Uma dentre tantas perguntas. Um dentre tantos os sentimentos em meio ao mar de calma e serenidade que aquele primeiro momento já nos proporcionava. Em silêncio, ouvindo os próprios passos e os passos dos amigos pela relva e pelas pedras úmidas de orvalho. Ocasionalmente, também o soar profundo do sino que anunciava a cada um “Vai! Penetra em si  mesmo, no vale profundo e mágico de sua intuição, de seu inconsciente, de seu ser mais sincero. É lá, com certeza, onde estão as respostas”.
Depois, a primeira refeição, abençoada por todos, no refeitório aconchegante e repleto de mensagens de paz, harmonia, fé, serenidade e calma. Ali já notamos que estávamos em outra frequência, buscando efetivamente o cuidado com nossos corpos e almas, presenteando-nos com a ausência da pressa, com o esquecimento da agenda e dos problemas cotidianos.

Um pouco mais tarde, no Auditório Roberto Crema, em meio a mandalas e coloridas almofadas, uma alegre festa de boas-vindas, com direito a performances de nossos “artistas” improvisados, no melhor e mais alegre estilo da família Zenitude. Festa para os olhos, para o coração. Festa para celebrar o convívio. Festa por estarmos vivos e abraçados pelo cuidadoso e terno (eterno!) hálito divino.

Boa noite, disseram os anjos, ajeitando nossos cobertores e soprando em nós um sono protetor! E bom dia, repetiram, no sábado! Ah! O sábado! Que dia!!! Os conceitos sobre o CUIDADO, assimilados aos poucos, na palestra que também teve seus momentos de festa, arte e alegria. CUIDADO: a essência humana primordial! Eis o grande resumo! E, para cuidar de cada um, colocando tudo em prática, a impactante e forte vivência com exercícios para resgatar a energia mais íntima e esquecida. Para alguns, foi como um nascimento. Para todos, uma grande celebração. Impossível manter-se apático, impossível a inércia, impossível o “não-estar”, “não-ser”… Fomos SERES, em essência, em cada gesto, em cada movimento, em cada lágrima, em cada postura de auxílio ao outro. Sim! Pois o tempo inteiro também éramos, além de anjos cuidadores de nós mesmos, os anjos guardiões de alguém, na vivência do Anjo da Guarda, que percorreu e abraçou todas as vivências durante os três dias.

À tardinha, um tempo para celebrarmos a criança em cada um de nós. No “momento criança”, a doçura para o corpo e para a alma. Até um aniversariante nos foi dado como presente dos céus para comemorarmos, juntos, a grandeza da vida. E nada melhor que festa de aniversário com balas, chapeuzinhos, balões, brincadeiras de roda. E muita, muita, muita, muita, mas muita risada. De perder o fôlego, pois assim é que é gostoso! Perder o fôlego, para ganhar energia, para continuar, no cotidiano sério do mundo, lembrando que a energia da criança que ainda existe em nós ajuda-nos a encarar os desafios com mais leveza, esperança, criatividade e alegria.

À noite, o cuidado com a contemplação… Lembrar que sobre nossas cabeças, todos os dias, há um lindo céu salpicado de estrelas e uma lua dourada a nos recordar que fazemos parte de um todo maior, cósmico, universal e belo. Algo que muitas vezes esquecemos, com a correria para vencer os desafios cotidianos. Mas que é preciso lembrar, sempre, para não perder a ternura, jamais!

Outra noite reconfortante e o domingo. Ao amanhecer, para despertar sem dispersar, a meditação no belo auditório circular para meditação. Emoções, intuições, mensagens. Que dádiva, a conexão com o Universo. Que graça, a sintonia com a energia divina, com o divino que há em  torno de nós. Um amparo, um acalanto. Uma melodia que não se pode ouvir apenas com os ouvidos.

E, então… Xangri-Lá! Sim! Xangri-Lá não é apenas um mito esquecido nas páginas de uma história antiga. Estivemos lá. No caminho exercitamos, em parcerias, o cuidado com o outro. Olhos vendados, trilhando caminhos. Anjos vivos dos passos do irmão. Uma vivência repleta de significados, de mensagens, de aprendizado. Nada mais natural que assim fosse a trilha até a capela de cimento e vidro de Xangri-Lá, um pequeno recanto incrustado, tal como um diamante, no meio da rústica mata. Mais emoções, lágrimas, carinho… CUIDADO!

Mas talvez o mais forte de todos os momentos ainda estava por vir. Talvez tudo o que tínhamos vivido até ali tivesse sido uma preparação. No caminho de volta, outro belo e aconchegante cantinho nos recebeu para a corrente de vibrações. Um círculo de árvores, flores, cristais e um riacho de águas cristalinas foi o nosso espaço ecumênico. Ali, lembramo-nos dos amigos distantes, dos familiares, das causas humanas, da solidariedade, dos ideais de paz, de bondade, de verdade e beleza. Ali, lembramo-nos de abraçar o Planeta e, com certeza, conectamo-nos aos amigos, que convidamos para o momento e que, de alguma forma, ali estavam. Ali, entoamos canções embaladoras da alma. Ali, em silêncio, ouvimos a natureza. Ali, vivenciamos alguns minutos de transformação e transcendência.

Mas o domingo ainda teria muito a nos ensinar. No trabalho dos grupos, o exercício do aprendizado do cuidado com o outro, com o meio ambiente, com a transcendência e consigo mesmo. Teatro, música, reflexão, trabalhos manuais. De novo, como crianças descobrindo o mundo. E quantas descobertas! Tesouros que levaremos guardados pelo tempo afora.

E, por falar em guardar, nada mais simbólico que um término sob as asas dos anjos guardadores. Que encantador o encerramento da vivência do Anjo da Guarda! Um a um, percorremos o túnel de carícias, ao som das músicas plenas de mensagens angelicais. “Há um anjo aqui”, canta uma delas… “Tem anjos voando nesse lugar”, diz outra… “Guardarei seus passos, por onde você for”, entoa, ainda, outra canção. Foram muitas. Mas a emoção imensa nem permite lembrar direito. Ficou na memória apenas os toques no túnel de carícias, o abraço revelador de cada anjo – cada um do seu jeito, cada um com sua expressão de leveza, alegria, graça e carinho.

Faltam adjetivos para definir cada um dos momentos vividos. As palavras humanas são poucas para representar como fomos tocados. Uma energia imensa ainda acompanha cada um de nós. Uma ressonância de vibrações que se confunde com saudade e vontade que o próximo encontro aconteça brevemente. E que outros elos humanos estejam por lá. Outras almas. Outros encontros. Outros seres celebrantes da vida, do cuidado, do amor. Quem sabe… VOCÊ!

Ney Mourão

Baterias recarregadas nas belas paisagens de Lavras Novas

Perdeu quem não foi em Lavras Novas ontem (02/05/2010)! Que peninha!
 
Foi num trajeto especialmente preparado para nós, onde o sol reinava soberano entre as matas e montanhas, que nos dirigimos a Lavras Novas. Dentro da Ducatto, dirigida por AMoroso (Antônio Marcos) cantamos e nos divertimos na estrada…
Músicas e musiquinhas foram aparecendo e fazendo parte daquele momento mágico onde a alegria e descontração projetavam-se como num raio de luz acompanhando-nos pelas estradas sinuosas.
Ao nos aproximarmos de Lavras Novas, como sempre, as nuvens já se apresentavam esfumaçando o sol e até uma neblina fina apresentou-se, apagando a poeira do caminho mas não amedrontando os caminhantes…
Que bom foi estar ali e sentir que eu fazia parte deste mundo, deste maravilhoso mundo, sempre surpreendente, pois ainda no sábado à noite eu achava impossível ir no passeio no domingo, já que meu corpo pedia cama e minha cabeça latejava por causa da dengue insistente…
Acordei às 5 horas no domingo e já não tinha dor e lá fomos – eu, minha mãe e meus queridos zenitudianos… Nem precisa dizer o quanto foi um passeio energético agradabilíssimo, apesar de eu ter ficado de castigo na Van, sem poder esbaldar-me pelos caminhos, como “caminhante” que sou…
 
A vivência do “anjo da guarda” foi ótima. Rimos a valer! Parece que Mauro foi o campeão do cuidado, pois todos acharam que ele fosse o seu anjo… foi divertidíssimo! A outra vivência do “meu tesouro” também foi muito rica, apesar de eu já estar um pouco cansada.
 
Podem não acreditar, mas eis eu hoje novamente com dor de cabeça e demais sintomas da “dengosa”!
 
Bem-vindos a Fernanda e Ricardo, parecendo já nossos conhecidos de longa data…
 

Abraços e afagos mil!
 
(Rita da Glória Correa)
 

Impressões sobre (mais) uma noite inesquecível

Quero agradecer a todos, pela reunião vibrante, forte, repleta de boas energias. Abraçamos uns aos outros, abraçamos os distantes, conectamo-nos a uma energia pulsante, que dava pra sentir ali, no ar, entre nós.
Para quem não foi, breve vamos colocar as fotos lá no nosso banco de fotos. Apenas para dar aquele gostinho de “água na boca”, os melhores momentos:
– Nosso primeiro “Teatro de Improviso”. Representando a parábola do bom samaritano, todos nos envolvemos em uma esquete divertida, onde ninguém deixou o seu talento escondido. Estavam lá, representados, Jesus e o fariseu, o sacerdote, o levita, os assaltantes, o dono da hospedaria, o samaritano e o seu hilário cavalo. E TUDO IMPROVISADO. Com direito a produção, figurinos, trilha sonora e muita gargalhada. Ao final, na mandala humana, nossa roda de reflexões sobre o tema “doação e cuidado” rendeu belos e emocionados momentos de aprendizado e troca de experiências. Um momento, com certeza, inesquecível.
– A doce vivência do compartilhar. Como saborear um pirulito, embrulhado, usando apenas uma mão? Dois caminhos: confiando em si mesmo, para realizar a façanha e enfrentando o desafio… Ou confiando e delegando ao outro a tarefa de ajudar, ser ajudado, intercambiar e vencer, juntos, o desafio. Mais um momento de reflexão e trocas.
– A intensa energização para a cidade de Belo Horizonte, para o Brasil e para os jovens. Em especial, com os espíritos e mentes voltados para a questão do avanço do crack, que tem aumentado de forma avassaladora em nosso país – hoje, o maior consumidor da droga no mundo. Enviamos vibrações, orando para que surjam posturas e ações que possam deter e minimizar o uso da droga, imaginando nossos jovens, nossas lideranças juvenis envoltos em uma onda de consciência e harmonização. E imaginamos numa “chuva” de bênçãos, invadindo corações e mentes.
– É claro que não poderia faltar, também, o alimento do corpo. Em nosso banquete vegetariano, celebrativo e solidário, onde cada um doou um prato, havia de tudo: pãezinhos variados, biscoitos, salgadinhos, caldo de feijão com queijo defumado e cheiro verde, batatas gratinadas, patê de beringela, sucos, chá de capim cidreiro e sobremesas de fazer perder o juízo.
Foi nossa oitava atividade presencial. Desde o primeiro Encontro “Celebrando”, no Instituto Renascer da Consciência”, em novembro de 2009, em Ravena/MG, já tivemos três encontros nas residências de membros de nossa rede. Nesses encontros, ocorre a acolhida do ícone material de nossa celebração: uma bela pena que, em meio a uma ‘vivência bem no meio da mata, veio pousar literalmente em nossos pés, de forma mágica e simbólica, justamente quando falávamos de liberdade, céus e o desafio de vencermos limitações e alcançarmos os céus. Já realizamos uma caminhada energética na cidade de Rio Acima. Em um dos mais belos cartões postais de Belo Horizonte, efetuamos a “caminhada-mandala”,  fechando um círculo energético e vibracional em torno da Lagoa da Pampulha, belo projeto de Niemeyer. Estivemos percorrendo os caminhos da Serra do Cipó. Visitamos a instituição de amparo “Ele Clama”.

Em maio, nosso II Encontro “Celebrando” irá tratar do “Cuidado”,  em suas variadas dimensões. Já há um clima de expectativa no ar. Esperamos que essa “teia”,  formada por nossa Rede, espalhe sempre boas e belas vibrações por onde passarmos. Estamos conscientes dos grandes desafios, naturais ao viver e ao existir nesse plano. Desafios para acolher as diferenças em um grupo formado por pessoas de diferentes crenças e ideologias, diferentes faixas etárias. Todas, porém, unidas pelo anseio de um Planeta melhor e de pessoas melhores. Que venham outros encontros, outras caminhadas energéticas, outras visitas a instituições, outros voos da pena, outros momentos de compartilhamento e aprendizado. Que venha a vida, pulsante e feliz. E que possamos ser instrumentos do Pai Maior para irradiar pelo mundo o que há de melhor em nós.

Nossa rede firmou o compromisso de buscar o fortalecimento energético de seus membros, mas acima de tudo de utilizar essa energia adquirida em cada encontro para doar um pouco de si mesmo ao seu próximo, procurando fazer a diferença em seus ambientes de trabalho, suas residências, seus amigos, seu cotidiano. O bom sentimento do “pertencimento”, na visão unânime, é um ingrediente de motivação, de amparo e de acolhida e nada mais espiritualizado do que a coerência instaurada e sedimentada, para que isso possa ser empregado de forma positiva junto a outros que, por qualquer motivo, não estejam conosco nesses mágicos encontros.

Ney Mourão
Membro da Rede Zenitude (
www.zenitude.com.br )

Zenitude visita comunidade Ele Clama

Os membros da Comunidade Zenitude, Ney Mourão e Reginaldo Rosa, visitaram, no último dia 20 de março, a Comunidade Ele Clama. A Comunidade Terapêutica Ele Clama foi criada em 2003, no município de Contagem- Minas Gerais é uma organização não governamental cristã e tem  com o objetivo  “ oferecer ao dependente químico de 18 a 64 anos, do sexo masculino e seus familiares, atendimento psicossocial diferenciado, em diversos formatos de atenção, consoante a necessidade individual, objetivando seu tratamento, recuperação e reinserção social “.

A Comunidade Ele Clama desenvolve programas atualmente  no Estado de Minas Gerais nos municípios de Contagem, Pequi e Betim.

O objetivo da visita foi levar algumas doações que coletamos entre nossos membros. Roupas, calçados, materiais de higiene pessoal, alimentos. Não foi muito, se levarmos em conta as dificuldades, a carência e as demandas daquela Instituição. Há pouco espaço, para tantos assistidos (cinco voluntários, para atender a cinquenta internos, incluindo pessoas com deficiência mental). As instalações são bastante simples e eles carecem de roupas de cama mais confortáveis para as camas e alojamentos.

De qualquer forma, além das doações materiais, o mais importante foi conhecermos o trabalho da entidade, levando a eles nossa atenção e carinho. Agradecemos a cada um dos membros da Comunidade Zenitude que colaboraram. Um pouquinho de cada um ajudou a fazer a diferença!

Convidamos a todos para que, sempre que possível, estejam atentos para o seu papel, como seres humanos, na trilha do acolhimento e do amparo.  

Um canto que vem do Haiti…

Em meio ao caos, à desolação e aos escombros do Haiti, um acontecimento que mereceria a maior de todas as manchetes. Depois de uma semana – isso mesmo: UMA SEMANA! -, um homem não se afastou por um segundo do local onde estaria a sua mulher. Apesar de todos os esforços das pessoas, dizendo que não havia mais chance dela estar viva, debaixo de tanto cimento, ferro retorcido, poeira, ele disse que ainda tinha esperanças e uma certeza absoluta de que ela estaria viva. Dali ele são sairia, até que lhe provassem o contrário!

Nenhum ruído deu a ele essa esperança. Ao redor, apenas o vazio, a ruína, o desespero. Nenhum gemido ao longe que pudesse acenar com a possibilidade de que sua esposa ainda respirasse, por milagre, lá debaixo.

Depois de UMA SEMANA, sem dali se afastar, ele acompanha um trator com uma pá empilhadeira retirar toneladas de pedaços de paredes. A empilhadeira, para todos, a metáfora definitiva de que, por vidas humanas, não havia mais o que fazer. Necessário limpar, retirar as lajes caídas, o pó. No entanto, o homem continua lá, sozinho em sua esperança, firme na expectativa de que sua esposa apertasse sua mão e olhasse pelo menos mais uma vez, com vida, em seus olhos. Permanecendo em uma certeza quase insana.

Até que se ouve um pequeno e longínquo gemido. Sim! Um gemido. Um pedido de socorro. DELA! Viva! Tão lá embaixo que foi preciso uma microcâmera para percebê-la. Lá em cima, o marido, cavando com as mãos, num gesto infrutífero, mas revelador de um amor que não tem barreiras físicas. Não! Com as mãos, não! Com as unhas. Feito garras, um bicho tresloucado de amor, tentando rasgar o chão e o concreto, que o separava de um corpo vivo, que clamava por socorro.

Desceram um microfone até a mulher e ela, então, fez duas coisas: primeiro, disse que, caso ela morresse, a coisa que mais importava para ela, naquele momento, era que ele soubesse que ela o amava. Debaixo de uma pilha enorme de concreto e sob um mundo desabado, ela disse que o que mais importava era a revelação de seu amor.

Que morresse, mas que ele tivesse essa certeza!

Depois do dito, ela… CANTOU!

Um canto que pareceu não sair da garganta, mas que veio da alma. Um canto que veio de algum lugar onde mulheres dizem aos amados que eles são importantes, ainda que hajam escombros, destroços, misérias, desigualdades, injustiças, guerras, preconceitos. Um canto de amor correspondido. Um canto que veio de um lugar onde os amantes transformam unhas e garras, para tentar mover um mundo que parece não sair do seu lugar de infelicidades e prantos.

Um canto que, como aquele amor, demonstrado ali, em poucos minutos, diante das câmeras, talvez tenhamos que aprender como a mais bela de todas as canções.

Os noticiários do mundo dedicaram longas e longas horas para mostrar os escombros, a luta pelos alimentos, a tragédia. E poucos segundos, para o homem que acreditou que havia razão para a esperança em meio ao caos, e para a mulher que revelou o amor acima de toda a destruição. E milésimos de segundos, para o canto.

Quisera eu saber aquela melodia, para sair por aí, cantando a todos. Quisera eu que aquele amor se espalhasse pelo mundo, contaminasse cada ser humano como uma bactéria que se instalasse nos corações e nenhuma vacina pudesse jamais prevenir, nenhum tratamento pudesse jamais medicar.

Quisera eu que todos nós acreditássemos na possibilidade do amor, da esperança, do canto! E que essas coisas pudessem ser manchetes diárias, em letras garrafais, a cada manhã de nossas vidas!

Que tenhamos pelo menos um pouco de humildade para aprender com aquele casal. Não sei os seus nomes. Talvez não saberemos nunca. Talvez não saibamos que, como todos, sofreram dificuldades cotidianas, enfrentaram problemas de relacionamento, tiveram que aprender que conviver é um gesto cotidiano de oferta.

O que sabemos é que são sábios, em seu amor e esperança. Com toda a sua aparente simplicidade e pobreza, ricos e sábios, em sua cumplicidade capaz de remover destroços e aproximar corpos, corações e almas.

Amemos… E cantemos!

Twitter brasileiro arrecada mais de 70.000 livros

twiterA internet trouxe para nós alguns recursos e atividades considerados por alguns como perda de tempo ou modismos passageiros. Penso que como tudo na vida toda tecnologia ou ferramenta tem seu lado positivo e negativo. Depende do objetivo com que você faz uso. O Twitter é um bom exemplo. Tem de tudo por lá, inclusive gente que fica o dia inteiro ocupando horas de trabalho com o que não devia.

Pesquisando sobre o Twitter, encontrei um case sensacional. Uma ação social voltada para a arrecadação de livros, realizada apenas pelo Twitter. Vejam abaixo a matéria publicada na Folha de São Paulo.

Penso que exemplos como estes servem para que cada um de nós mantenha a mente aberta às novas tecnologias e recursos que chegaram ou estão para chegar. Sei que a grande maioria deste grupo participa de algum grupo religioso ou social e desenvolve tarefas em benefício do próximo. Quem sabe você não tem uma ideia interessante para incrementar seu trabalho?

Link para a matéria da Folha de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u668390.shtml

Site da ação
http://doeumlivrononatal.blogspot.com/

Pedro Leopoldo recebe solenidade de abertura do Centenário de Chico Xavier

Um raro momento de compartilhamento pelo anseio de paz, fraternidade e caridade. Pessoas não apenas ligadas à Doutrina Espírita, mas que reconhecem no brasileiro Francisco Cândido Xavier um exemplo de bondade, trabalho em prol do próximo e dedicação à solidariedade humana, estiveram, nos dois primeiros dias do ano, em Pedro Leopoldo, pequena e acolhedora cidade de Minas Gerais, onde nasceu e viveu Chico Xavier, antes de mudar-se para Uberaba.
A solenidade foi marcada por diversos momentos, como alvorada com a Banda de Música da Polícia Militar de Minas Gerais, caminhada aos locais da trajetória histórica de Chico Xavier, culto no lar na casa onde ele viveu e um delicioso e emocionante sarau, sob uma lua que parecia ter comparecido para homenagear e brindar a todos com luz e beleza.

Nós, do Zenitude, uma comunidade sem fronteiras de credos ou ideologiasa, que apoia toda iniciativa em prol de um mundo melhor, mais humano e que acolha a paz e a bondade, estivemos lá e, entre um momento de emoção e outro, clicamos alguns instantes para trazermos para vocês.
(Fotos: Ney Mourão)

Mesa solene de abertura do centenário de Chico Xavier

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Carta para os homens do futuro

Há quase uma década, escrevi o texto abaixo, para um ser que acabara de deixar, com um choro de protesto, a barriga grande, bonita e esperançosa de uma mamãe… Hoje, o ser já é um menino lindo. Um jovem ser, com os olhos fincados no futuro e os pés brincando no presente.

 

Sobre os avanços tecnológicos, em quase uma década, vivemos um turbilhão. Mas a solidificação do amor ainda está longe de ser a maior de nossas conquistas.

 

Nesse Natal e Ano Novo, deu-me vontade de surrupiar a carta que escrevi naquele dia cheio de crenças e espalhá-la pelo meu universo de amigos. Quem sabe ela chegue aos homens que um dia farão o futuro. Um futuro que, espero, seja sorridente e belo. E que eu venha a conhecer, quem sabe, logo, o menino a quem a carta um dia foi escrita… E o futuro que ele me inspirou desejar!

 

A todos vocês, o desejo de que um dia o ódio, as injustiças, a desigualdade e a falta de fé sejam páginas tão amarelas e na história do Homem como esse texto, que hoje reencontrei.

Feliz futuro! E que ele comece a ser construído agora!

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Nicholas,

 

esperancaO futuro vai ser um lugar sem guerras, sem fome e sem injustiças. O futuro vai ser um lugar onde as pessoas se respeitam, se amam e não conhecem outro tipo de tratamento se não a ética. O futuro vai ser um lugar onde as crianças terão saúde, lazer, paz social, educação, alimentação – aliás, bens que todos os seres humanos terão, irrestritos e incondicionais.

O futuro, Nicholas, será sempre colorido, haverá música de qualidade espalhada por todos os lados e as pessoas estarão tão felizes que dançarão pelas praças, nos finais de tarde. Haverá grandes festivais de alegria, sem nenhuma data marcada, apenas para celebrar a vida e a eterna paz conquistada. No futuro, a tecnologia será empregada em favor do homem – por isso, teremos ruas sem poluição, poucos carros, muitas árvores e canteiros pelas ruas, onde as pessoas farão piqueniques com suas avozinhas. Estas, coradas e robustas, estarão felizes com a fórmula da eterna juventude e, aos 130 anos, saudáveis, vigorosas e cheias de projetos, ensinarão aos seus netinhos a bênção de fazer parte do belo gênero humano.

No futuro, caro Nicholas, toda a humanidade celebrará também o conhecimento de outras nações planetárias irmãs. Como nossos irmãos espalhados pelo Universo, teremos aprendido que Deus, em sua misericórdia infinita, nos concebeu, de fato, como membros de uma espetacular família cósmica.

É provável que, no futuro, belo Nicholas, você ache graça nesta mensagem tão rudimentar, escrita com um teclado em uma máquina chamada computador, em um ambiente chamado internet. Na verdade, sei que iremos muito além disso, simpático Nicholas. Mensagens holográficas tridimensionais, telepatia aplicada a cursores eletrônicos, transportadores de moléculas, objetos que mudam de forma para ajudar as pessoas a cumprirem as suas funções, casas inteligentes, conforto e segurança terão atingido o seu exponencial grau. E, sempre repletos de infinita sabedoria, os homens continuarão buscando aperfeiçoar-se mais e mais, eternamente comprometidos, no entanto, com o amor pelo seu semelhante.

É provável que você esteja lendo esta mensagem sentado à beira de uma fonte de água límpida, em um dos muitos riachos de águas cristalinas que farão parte das paisagens urbanas. Pássaros que cantam ao seu redor estarão inspirando seu encantamento e alegria. Este velho amigo, que um dia tocou com muito respeito a barriga de sua mãe, não estará mais aqui. No entanto, você não estará triste com isto. Nós, do maravilhoso gênero humano, teremos descoberto que não há morte. Na verdade, caminhamos resolutos em direção a outros mágicos nascimentos. Aqui, ali, em outros planos, encontramos e somos encontrados.

Uma coisa é certa, Nicholas: no futuro, nada será tão importante quanto o amor e a amizade. E é com muito amor que desejo que tudo isto, todas estas coisas tão sonhadas para o futuro já sejam realidade quando você estiver pronto para trabalhar, estudar, crescer, ser feliz. Se tudo não estiver ainda por aí, não se esqueça: é apenas uma questão de tempo. Nada poderá deter a chegada de nossa natural missão para o progresso, a excelência, a competência e a plenitude. Para isso fomos moldados: eu, você, seus amigos, sua família, todo o Universo!

Peço-lhe um favor: conte aos seus amigos, do futuro que estará por vir, tudo isto que lhe revelo agora, em segredo. Conte a eles sobre este futuro, para que eles se preparem, como você, com certeza, terá sido preparado, em um lar de harmonia e amor, para os mais belos dias. Afinal, acreditar no futuro melhor faz com que ele possa ser almejado e efetivamente construído.

Felicidades, Nicholas, hoje e em todos os dias do futuro que começa nos próximos minutos.

Um grande abraço,
do já amigo
Ney Mourão

(No dia 21 de setembro de 2002, em uma cidade chamada Belo Horizonte, no Brasil, quando ainda havia fronteiras, em uma manhã que, neste exato instante, já é passado).

Impressões de uma jornada

 

– Sobre o I Encontro “Celebrando a Energia da Vida”, No Instituto Renascer da Consciência, nos dias 20 a 22 de novembro de 2009 –

(Ney Mourão)

Encontro "Celebrando a Energia da Vida": trilhando caminhos de aprendizado!
Encontro "Celebrando a Energia da Vida": trilhando caminhos de aprendizado!

Escrever sobre determinados momentos é como quando nos colocamos a mostrar fotos para alguém e, meio aflitos, ao seu lado, tentamos improvisar uma legenda imediata e ansiosa, sôfregos por transmitir a emoção e as sensações que sentimos, quando estávamos lá, naquele lugar, imersos naquela paisagem, agora estática e sem vida, da foto mostrada.


Escrever sobre determinadas circunstâncias é carregar o sofrimento do escultor, que traz em sua alma a vibração da forma, mas que sabe, lá no fundo, que suas mãos serão incapazes de materializar, com toda a definição e nitidez, a embriaguez de seu delírio.

Eis que me arrisco a contar sobre um Encontro. Um Encontro de corpos, mas, mais que isso, um Encontro de almas. Aconteceu em novembro de 2009. E parece que ainda acontece e acontecerá por muitas existências, na vida de cada um.

Quando lá chegamos, não podíamos imaginar que tudo seria tão forte. Logo no início, um ritual de lava-pés. E um passeio consigo mesmo em um labirinto, descalços, embalados pelo cantar dos seres da noite. Com os pés ainda úmidos, e o coração inundado de perguntas. Como fazer apenas UMA ao labirinto? Com os pés ainda úmidos do lava-pés que nos lavou e começou a nos despir na água, logo na entrada. E a água tépida, que imaginávamos gelada, aqueceu nossos corações para um jantar cheio de significado, bênçãos e gratidão. Sem carne, para aquietarmos o espírito. Sem grandes ruídos, para ouvirmos as nossas vozes internas e as vozes dos irmãos mais próximos.

Depois, a construção de uma mandala. Para surpresa do facilitador, tal como aves, instintivamente, recusamo-nos a construí-la no chão. Indícios iniciais de que iríamos voar! Muito amarelo, muito azul, muito verde, muito cuidado e muita simetria, tudo guardado, tudo simbolizando acolhimento e carinho. Que noite! Que primeira noite! E eis que nos surpreendemos de novo: não houve fotos! Seria pouco, para registrar os sentimentos… Ainda não inventaram nada que fotografe nossas almas em chamas.


Antes do recolhimento, um ritual. Uma escolha: a figura geométrica que, sob a luz das estrelas, mais lhe atraísse, em um jardim de formas. Círculos, quadrados, pentagramas, hexagramas, pirâmides… Tudo pequeno e ao mesmo tempo tão vasto, para a grandeza dos questionamentos humanos. Para onde? De onde? Como caminhar? Perguntas para embalar nossos sonos e sonhos. No dia seguinte, um dia lindo a nos esperar!

Um dia que amanhece com o canto de um pavão? Ora, ora! Já devíamos prever que a noite anterior era apenas um aroma, perto dos mil sabores do dia. Um desjejum especial, com melado e raízes e frutas e sucos e ervas e chás… E boas companhias ao redor. Outros grupos, outras formações, outras buscas. Outras vontades de caminhar. Mulheres bonitas – e o que mais? Bonitas, alegres, radiantes… Um grupo que dividiu conosco o espaço e a vontade de compartilhar…

E, falando em caminhar e compartilhar, lá fomos! Um lugar chamado Reino das Pedras! Para quebrar a dureza de nossos corações, tornar-nos mais flexíveis para a auto-compreensão. Um caminho mágico e em silêncio. Mais vozes internas. Mais intuições e sussurros ao ouvido. Das alturas, uma pena de águia que caiu. Um presente, marco simbólico para o Encontro! Choros de emoção, primeiros compromissos de renovação. Renascimentos… Nascimentos… Renovações…

Mas era necessário continuar caminhando. Pelo caminho por onde um dia os ancestrais foram levados. E pelas trilhas do sincretismo e do ecumenismo. Raízes africanas, orientais, hindus. Memórias atávicas de atabaques vigorosos e sons memoriais de templos budistas e cheiros de incenso. Tudo em um mesmo cadinho efervescente e visceral. Houve gente que se incomodou. Houve quem se desacomodou. Houve quem cantasse uma música linda – desconhecida naquele momento até mesmo para ela. Houve quem pensasse que queria não sentir a vontade de estar sentindo. Houve quem visse borboletas azuis a guiar o caminho e quem visse reflexos dourados na água, a revelar presenças. Mas não houve indiferença – já que essa, ao contrário do ódio, é o oposto do amor que nos embalou em todos os momentos. Que manhã inesquecível!

Depois do almoço, novamente abençoado, um momento para resgatar a criança esquecida. Trilha de pipocas. E uma certa irreverência no ar.  Difícil juntar todos. Cada um brincando de esconde-esconde. Uma confusão que acabou por nos mostrar que precisamos, sim, de momentos em que nos deixemos ser levados pelo moleque descalço ou pela menina de trancinhas que ainda estão ali, em algum lugar da nossa alma, adormecidos, esperando pra brincar. Que bom, exercitar responsabilidade com alegria. “Tenhamos a responsabilidade do adulto, sem deixar morrer a alegria da criança que habita em cada um”. O recado veio certeiro, sabe-se lá de que parque florido das alturas! Mas chegou aos ouvidos com a força de uma canção resgatada da infância! Que tarde!

Grupo Meu Cantar (ao fundo) e participantes do I Encontro "Celebrando a Energia da Vida"
Grupo Meu Cantar (ao fundo) e participantes do I Encontro "Celebrando a Energia da Vida"

Mas ainda havia muito a se emocionar. E, numa noite tão linda, fomos embalados por um quarteto de vozes pra lá de especial. Quem ensaia o Grupo “Meu Cantar”? Serão os anjos, na certa! Ou, quem sabe, as estrelas e o luar… Ou, quem sabe, ainda, aprenderam com o canto do pavão que, ao fundo, fazia coro com eles. Vozes repletas de tudo. Um cantar de celebração da vida! Meu cantar, nosso cantar, o cantar de todos!


O local tem um nome emblemático: Renascer da Consciência. Tais como Fênix, lá estávamos, à noite também, ateando fogo em nossas asas e emoções, para renascer das cinzas. Em dado momento, literalmente, quando escrevemos em nossos papéis as mágoas, os rancores e propusemo-nos a deixar que se esvaíssem sob as chamas de uma fogueira sob uma linda lua a nos iluminar. E quão foi difícil acender a fogueira! Parecia que ela queria nos dizer como é difícil, mesmo, livrarmo-nos assim, do que é mal, para recebermos o bem de alma lavada – e aquecida! Mas teimamos! Tinhosos da vontade de sairmos melhor. E assim foi. Mesmo difícil, as labaredas subiram aos céus, levando ao firmamento nosso propósito. Ao dormirmos, deixamos ali, queimando, um pouco do que tínhamos sido. E, com certeza, o pouco que deveria mesmo ter deixado lá, a arder. Que noite!

"Biodançando" e celebrando!
"Biodançando" e celebrando!

E eis que chegamos ao último dia. Último? Talvez melhor dizer… a véspera do primeiro de dias diferentes a se descortinarem. Pela manhã, após o desjejum que já deixava saudades e da meditação cheia de magia, dançamos a vida! Bio-DANÇA! Gestos para expressar a alma. Alma expressa em cada movimento. Sentimentos aflorados, durante e depois. Choros contidos há décadas. Novos compromissos. Anseios. Novos rumores interiores e silêncios. Depois, o abraço energético aos que não foram, aos que estavam em espírito, aos que poderiam e deveriam estar… A você, que agora lê e não foi. Ao planeta inteiro. Energia real, pulsante, acessando o poder que temos latente e que, agora, cremos possuir! Que manhã!


Antes da despedida, um passeio até a cachoeira. Guardados por energias santificadas, ruídos da natureza, aromas, flores… Novos compromissos e enfrentamentos de medos. Alguém que deixou para trás o receio de mergulhar em si mesma… Alguém que descobriu-se imerso em carinho e proteção.

Na despedida, compromissos concretos. Posturas, atitudes e ações individuais e coletivas por um mundo melhor. Uma roda de diálogo, para um abraço inesquecível. Uma vontade de ficar. Poucas fotos, porque os dedos foram mais lentos que a alma, para registrar. Uma pena de águia, que viajará pelo mundo, como se ainda pertencesse a asas que vivem e pulsam.


E uma pedra fundamental, para se lembrar.

Uma pedra, para lembrar? Mas… como esquecer?

(A você, que não esteve conosco nesse Encontro, o desejo de que nossa energia tenha lhe alcançado, de alguma forma. E o convite para que entre nesse abraço de elos apertados, onde sempre haverá um lugar reservado… Esperamos por você, nos próximos encontros!)

Ney Mourão

Bem-vindo ao Espaço Zenitude!

Aqui você é convidado ao bem-estar físico, emocional, mental e espiritual. Pretendemos formar uma comunidade universal e universalizante, sem fronteiras de crenças, ideologias ou conceitos pré-concebidos. Nessa corrente, os elos humanos são ilimitados e será um grande prazer ter você como membro dessa teia de energia.


serenidade

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