Por que nem sempre alcançamos o que buscamos?

É consenso entre as religiões e doutrinas que existem forças paralelas ao nosso mundo, voltadas à promoção de sentimentos desconectados de bons propósitos.

Acredito ser consenso, também, que, muitas vezes, o desejo destas forças prevalece sobre nossos desejos. Mas, por que será? Por que muitas vezes buscamos algo que acreditamos ser importante para nosso crescimento e, apesar de desejar bastante e pedir ao Pai que nos conduza rumo a este caminho, mesmo assim não o alcançamos?

Creio que, em primeiro lugar, temos que ter ciência de que nem sempre aquilo que acreditamos ser o melhor para nós é realmente o melhor para nós. E Deus, nosso pai, conhece-nos bem, sabe o que realmente precisamos. Às vezes, não adianta pedir a Ele que nos permita comprar uma casa de cinco quartos, se não teremos como pagar o IPTU, manter a casa limpa etc… E, ainda, endividar-nos, a ponto de não conseguirmos pagar a aquisição e perdê-la logo à frente.

Mas, existem outros fatores que podem influenciar no processo de alcance de nossos objetivos. Muitas vezes, o que pedimos, o que desejamos faz parte de nosso caminho, sim. E, ao pedirmos, Nosso Pai prontamente permite que o alcancemos. Porém, apesar de todos os caminhos abertos, o pedido não chega. Por que será? Até que ponto as forças negativas podem influenciar?

Hoje pela manhã, li um texto sobre fé que utiliza uma metáfora muito interessante. Quando o lavrador planta uma semente na terra fértil, ele cuida dela diariamente: rega, aduba… Mas, em nenhum momento, ele vai lá e desenterra-a para ver se a semente está germinando. Ele tem certeza de que ela germinará. É o processo natural e ele acredita nisto!

Quando fazemos um pedido ao Pai, temos que partir do princípio de que, se aquilo faz parte de nosso crescimento, se nos fará bem, Deus nos concederá! E, a partir daí, temos que nos preparar para receber o que pedimos. Fazer exatamente o que o lavrador faz. Cuidar do terreno e da semente, arar, adubar, regar. E, em nenhum momento, desacreditar ou “experimentar” situações que questionem a chegada daquilo que almejamos. Pedir ao Pai, trabalhar por aquilo e preparar o terreno, apenas isto!

Porém, vivemos em um mundo onde ainda existe o bem e o mal. Em nossa trajetória evolutiva, por diversas vezes, assumimos papéis muito mais próximos do mal do que do bem. E isto gera dívidas, gera cobranças futuras, gera relações onde o outro passa a não querer o nosso bem integral.

Hoje, ao fazermos um pedido ao nosso Pai, talvez um irmão nosso peça exatamente o contrário, por acreditar que o nosso crescimento, a nossa satisfação represente para ele uma derrota. Infelizmente, existem situações como a seguir: Pedro deseja muito ser promovido. Porém, Paulo, seu colega de trabalho, não consegue acertar-se na empresa, está lá há muito mais tempo do que Pedro, porém estagnado na função. Paulo torce para que Pedro não seja promovido, pois se sentirá ainda mais inferiorizado. Pedro e Paulo são filhos de Deus. E o Pai, em sua infinita graça e amor concede aos filhos aquilo que lhe pedem e lhes faz o bem. Imaginemos que Pedro, apesar de um excelente funcionário e desejar muito a promoção, não cuida do terreno, não rega a semente. Ou seja, não se mantém vigilante quanto às energias negativas que o circundam. Não se mantém conectado a forças superiores, principalmente quando chega ao trabalho. Já Paulo, o irmão menos ligado ao bem, movido pelo sentimento de inveja, deposita em Pedro as energias mais pesadas, torce insistentemente para que o outro cometa erros. Consciente ou inconscientemente, liga-se à forças negativas que se alimentam de sentimentos de inveja, dor e raiva.

Nosso Pai, que ama seus filhos por igual, permite que a vida aconteça em sintonia com o que buscamos energeticamente. Pedro, apesar de competente, esqueceu de “cuidar” do que buscava. Paulo, ao contrário, e infelizmente, acreditou que a ascensão de Pedro representaria sua queda e trabalhou para que isto não acontecesse. Resultado: João, um funcionário de outro setor, foi chamado para o cargo que Pedro desejava.

A partir de hoje, quando fizer um pedido ao Pai, prepare-se para ser atendido. Acredite nisto e não fique a cada dia “verificando se a semente está germinando”. Se é uma casa nova, pense nos móveis que terá lá dentro, defina como pagará por ela. Se é um carro novo, já comece a pesquisar valor de seguro, escolha a cor, modelo etc.

Caso o pedido não sejam bens materiais, mas um estado de espírito, procure por situações que o deixe neste estado. Se deseja sair de uma depressão, por exemplo, busque locais onde as energias positivas e felizes prevalecem. E este local pode ser a sua própria casa. Faça dela o seu abrigo, o seu oásis de energias positivas.

Se o desejo é livrar-se de um vício, para quê ficar testando, se aquilo já não lhe causa mais prazer. Esqueça-o e tente passar a viver uma vida sem ele.

É como nos disse Jesus:

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).

Dicas de consumo consciente

No dia 15 de março, comemora-se o Dia Mundial do Consumidor. Em homenagem à data, a Rede Zenitude convida a todos para exercitarem 24 dicas de consumo consciente. Posturas e atitudes simples, que podem fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas e do Planeta.

1 – Antes de comprar, pense se o produto vale mesmo o preço que pedem por ele e se realmente terá utilidade. Pense na última aquisição do tipo que você fez: ela foi realmente útil e valeu o número de horas que você trabalhou para pagar aquilo?

2 – Compre coisas por sua utilidade, em vez de status. Ao construir ou comprar uma casa, deve-se pensar em sua habitabilidade em vez de quanto impressionará os outros. Não tenha mais casa do que é razoável. Afinal, quem precisa de sete cômodos para duas pessoas?

3 – Mobiliário, decoração da casa, pode ser de bom gosto e utilidade, sem custar um exagero. Sua mobília deve refletir você e não alguma vitrine fria e artificial, que nada tem a ver com sua personalidade.

4 – Pense bem em todas as liquidações sensacionais a que você já foi. O que realmente foi de proveito? Muitas vezes, é comum chegar em casa carregado de sacolas de compras, sem que, na verdade, tenhamos necessidade daquilo. É a compulsão de comprar!

5 – Simplicidade não significa necessariamente ter só coisas baratas, recicladas. Ela ressoa mais facilmente com preocupações com durabilidade, utilidade e beleza. Muitos itens devem ser escolhidos para durar e não como deseja a sociedade de consumo, para serem substituídos daí a pouco tempo.

6 – Alimente-se bem antes de ir ao supermercado. Com fome, você corre o risco de comprar em excesso e, além disso, leva para casa produtos pouco nutritivos.

7 – Prefira os alimentos in natura vendidos a granel. Não leve em conta o aspecto de limpeza dos legumes. O processo de limpeza pode encurtar a vida dos alimentos.

8 – Prefira fazer compras semanais e dê preferência aos produtos da safra. Além de mais baratos, eles são de melhor qualidade.

9 – Como o desperdício de alimentos é grande, a atenção deve ser redobrada no sacolão. É melhor comprar aos poucos do que jogar no lixo o que não foi consumido. Verduras, frutas e legumes são os campeões do lixo porque estragam com facilidade. Quando vamos ao sacolão e vemos que o quilo de vários produtos custa R$ 0,69, compramos mais do que precisamos como se pudéssemos estocar hortifrutigranjeiros. Melhor seria comprar verduras orgânicas (que são um pouco mais caras, mas são realmente saudáveis) em menor quantidade do que comprar muito em sacolões.

10 – Evite comprar verduras molhadas. É comum o comerciante borrifar água. Porém, isso pode agilizar o processo de apodrecimento.

11 – A moda é insustentável. Evite seguir as tendências da moda que incentivam o consumo exagerado de roupas sapatos, bolsas etc. É preciso resistir às promoções e liquidações.

12 – Explique às crianças que as roupas, sapatos e outros objetos devem ser comprados de acordo com a necessidade e não com a velocidade em que são lançados no mercado. Ensine às crianças a utilidade das coisas.

13 – Reutilize plásticos, papéis de embrulho (prefira os sacos mais resistentes que poderão ser reutilizados ou que tal dar presentes sem embrulhos desnecessários?)

14 – Evite o excesso de embalagens. Escolha produtos reciclados, biodegradáveis, que utilizam poucas embalagens, tenham embalagens recicláveis ou reutilizáveis. Esse comportamento influencia a produção e a indústria.

15 – As funcionárias/empregadas domésticas são essenciais no processo de reeducação. Ensine-as como evitar o desperdício e a separar o material para a coleta seletiva.

16 – O destino do óleo é um dilema. Porém, se fizermos pouca ou nenhuma fritura, não teremos óleo para descartar. O ideal é uma alimentação com pouca gordura. Se tiver que descartar, junte em uma garrafa pet e encaminhe para postos de recolhimento. Não jogue óleo na pia.

17 – Se você mora em casa pode fazer a compostagem dos resíduos orgânicos (cascas de frutas e folhas).

18 – Economize água e energia elétrica. Dê preferência aos produtos (torneiras, descargas etc.) que consomem menos água e fique atento às substituições que podem ser feitas.

19 – Prefira produtos ecologicamente corretos, com certificação e rotulagem ambiental. Dirija sua escolha aos produtos que causam menos impacto ao meio ambiente.

20 – Na limpeza doméstica e higiene pessoal, use a quantidade recomendada na embalagem, se possível, menos e, nunca, mais.

21 – Você pode organizar sua vida para usar menos o carro, que deve ser econômico e o menos poluente possível. Para pequenos deslocamentos, evite usar o carro. O motor frio produz mais poluição.

22 – Substitua a bucha sintética pela vegetal.

23 – Dilua o detergente em água.

24 – Dos três Rs (reduzir, reutilizar e reciclar), o primeiro é o mais importante – e o mais difícil – de ser respeitado. Ele exige mudanças nos hábitos culturais.

SAÚDE INTEGRAL: No lugar da farinha branca… farinha de frutas!

Já ressaltamos, aqui e em vários momentos presenciais da Rede Zenitude, os malefícios que a farinha branca pode causar ao organismo. Ao lado do sal e do açúcar branco, ela é considerada, atualmente, como um dos três “pós brancos”, verdadeiros venenos que, em longo prazo e cumulativamente, maltratam a nossa saúde integral.

Mas, como substituir a farinha branca por outras opções saudáveis e que, ao mesmo tempo, sejam saborosas, em nosso cotidiano? A Revista Vida Natural e Equilíbrio trouxe, em sua edição de número 46, uma interessante matéria, que reproduzimos parte dela aqui. Veja as alternativas, experimente. Sua saúde, com certeza, agradece.

A proposta dos alimentos em pó veio para ficar. No começo, os cereais e os grãos dominavam o pedaço com alto teor de fibras e outros princípios ativos ligados ao emagrecimento saudável. Pois bem, agora é a vez das farinhas de frutas conquistarem adeptos. Elas também têm fibras, mas a novidade é que carregam nutrientes importantes e enriquecem as refeições. Com vocês, as farinhas de açaí, maçã, banana-verde, uva, laranja-amarga e maracujá.


Farinha de açaí

Fibras, proteínas, gorduras do bem, potássio, vitaminas B1, B2 e E, além de um mix poderoso de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios fazem parte do pacote de nutrientes da farinha de açaí (Euterpe oleracea). “Ela age prevenindo lesões que os radicais livres podem causar, isto faz que as nossas células e, em consequência, nossos órgãos funcionem adequadamente, prevenindo uma série de doenças”, afirma a nutricionista funcional Barbara Rescalli Sanches, da Clínica Damasceno, em São Paulo.

Mas será que a versão em pó preserva todos os nutrientes da fruta? Segundo estudo publicado pela Revista Brasileira de Farmacognosia, não há diferença significativa entre as gorduras benéficas encontradas na fruta daquelas encontradas no caroço, que serve de matéria-prima para o preparo da farinha. “Sendo assim, podemos afirmar que os benefícios das gorduras insaturadas, que estão associados à boa aparência da pele e ao desenvolvimento mental, e os benefícios antioxidantes da vitamina E são mantidos”, atesta Barbara Sanches.

A farinha de açaí pode ser também uma aliada importante na hora da malhação. “Ela é indicada para atletas, devido à sua ação revigorante”, esclarece a nutricionista clínica especializada em nutrição funcional Mariana Oliveira de Assis Exel, do Hospital Samaritano, de São Paulo.

A farinha de açaí é rica em potássio e tem alto teor de proteínas, por isso, pessoas com problemas renais não devem consumi-la.


Farinha de banana-verde

Comer a fruta antes do amadurecimento não parece ser boa ideia. E em sua forma in natura, realmente não é. A saída é apostar no consumo da farinha de banana-verde (Musa spp.). O xis da questão é um nutriente que só é encontrado antes que a fruta esteja madura: o amido resistente, um tipo de carboidrato que não é digerido pelo nosso organismo e possui ação parecida com a das fibras.

Um estudo realizado com diabéticos na Nova Zelândia comprovou os benefícios da substância no controle da glicemia. A nutricionista do Hospital Samaritano explica que o alimento é bom para diabéticos, porque o amido retarda a absorção de glicose e evita picos de glicemia.

A farinha também apresenta benefícios contra o câncer intestinal. “Ao chegar ao intestino grosso, o amido resistente é digerido pelas bactérias, produzindo substâncias benéficas tanto para o órgão quanto para o organismo em geral”, atesta a nutricionista.

E os benefícios dessa fermentação vão além. “Por servirem de alimento às bactérias benéficas do nosso intestino, a substância também é responsável pela melhora do sistema imune, já que a maioria das nossas células de defesa é fabricada no órgão”, explica Barbara Sanches.

Farinha de uva

Sabe os tão aclamados benefícios do vinho tinto e do suco de uva? Então, eles também estão presentes na farinha de uva (Vitis vinifera L.). Além das fibras, o alimento é boa fonte de diversas substâncias antioxidantes que varrem os nocivos radicais livres para fora do organismo. “Ela combate o envelhecimento celular, previne doenças degenerativas e ajuda a manter as paredes arteriais flexíveis, melhorando a circulação e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares”, explica Roseli Rossi.

O alimento é um excelente aliado para combater e prevenir os diversos problemas ligados à má circulação. “Ela melhora a circulação cerebral, diminui o aparecimento de varizes, auxilia na prevenção da flacidez do tecido cutâneo e melhora quadros de artrite”, comenta a nutricionista.

Abra os olhos e aceite umas colheradas, pois a farinha também ajuda na saúde da visão. “Há evidências de que os compostos presentes na farinha aliviam o cansaço dos olhos, diminuindo a degeneração macular e melhorando a circulação nos pequenos vasos oculares, evitando danos à visão. Porém, mais estudos devem ser realizados”, conta a nutricionista do Hospital Albert Einstein.

Farinha de maçã

Você já deve ter ouvido falar em pectina, certo? Saiba que tanto a farinha de maçã (Malus sp) quanto a fruta in natura são ricas na substância. O nutriente é um tipo de fibra solúvel que não é absorvido pelo organismo e se liga facilmente à água, transformando-se em uma espécie de gel, que reduz a absorção de gorduras e açúcares e protege a microbiota intestinal. “Ela é eficaz na regulação dos níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos, além de prevenir doenças degenerativas e crônicas, como câncer de cólon e reto, aterosclerose e diabete”, explica a nutricionista Michelle Leite Oliveira, do Serviço de Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

Segundo a especialista, a pectina também contribui para a perda de peso, já que ocupa espaço no estômago, proporcionando sensação de saciedade e fazendo que a pessoa coma menores quantidades na hora da refeição. Além disso, a absorção da glicose de forma lenta minimiza os picos de insulina, evitando a transformação do açúcar em gordura.

A maçã em pó também exerce um efeito benéfico em pessoas que sofrem com dores articulares. De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, o alimento é fonte de ácido málico, que age diretamente no sangue e nos tecidos, eliminando o “lixo” originado pelo metabolismo, responsável pela inflamação nas articulações. Outro ponto a favor é a presença de quercetina, que possui ação anti-inflamatória.

A pectina, encontrada na farinha de maçã e na de maracujá, contribui para a perda de peso.

No dia a dia

Sabendo escolher o tipo certo para a sua necessidade e sem fazer loucuras, como substituir refeições por um suco com uma colherada de algum alimento em pó, as farinhas podem (e devem) fazer parte do seu cardápio. Elas podem ser utilizadas em vitaminas, iogurtes, salada de frutas, musses e preparações como pães, bolos, tortas e biscoitos.

De forma geral, de 1 a 2 colheres das de sopa por dia são suficientes para complementar a alimentação e obter os benefícios. O ideal é intercalar o uso dos tipos de farinhas, para que não haja uma monotonia alimentar.

Mas atenção para o alerta de todas as profissionais que participaram desta matéria: quem aumenta a ingestão diária de fibras deve aumentar também o consumo de líquidos, caso contrário, o tiro sairá pela culatra e em vez de benefícios, você irá prejudicar a sua saúde.


Faça em casa

As farinhas de frutas podem ser feitas em casa. O modo de fazer é praticamente o mesmo, independentemente da fruta que você for utilizar. Siga o passo a passo!

Partes utilizadas

Açaí: caroço da fruta, sem a polpa
Maçã: a polpa, sem a casca
Banana-verde: polpa
Uva: a fruta inteira
Laranja-amarga: casca e bagaço

Lave bem as partes que forem aproveitadas com vinagre ou hipoclorito de sódio e depois enxágue para tirar os resíduos dos produtos. Corte em pedaços pequenos. Leve ao fogo baixo ou médio até que fiquem bem secos e sem umidade. Bata no liquidificador ou triturador até que vire um pó bem fino. Armazene em pote hermeticamente fechado e ao abrigo da luz e da umidade.

Fonte: Rosana Farah, docente adjunta do Curso de Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo.

Farinha de laranja-amarga

O suco de laranja faz um enorme sucesso nos bares, restaurantes e lanchonetes. Além de saboroso, ele também é muito nutritivo. Mas será que desta forma você está aproveitando todos os benefícios da laranja? Infelizmente, não. Quando chupamos uma laranja ou tomamos o seu suco, desprezamos a casca e o bagaço, que contêm óleos essenciais e fibras, principalmente as do tipo solúvel. Coisa que não acontece quando consumimos a farinha, já que ela é feita com essas partes da fruta.

A farinha de laranja-amarga (Citrus aurantium) ficou famosa por ajudar a enxugar alguns quilinhos. O alimento possui um composto bioquímico chamado sinefrina, que aumenta o metabolismo e promove a quebra de gordura. “O composto é estimulante e acelera as reações do organismo, auxiliando no emagrecimento”, explica a nutróloga e médica ortomolecular Liliane Oppermann, de São Paulo.

Assim como a farinha de maçã, o alimento também possui a pectina, que aliada a uma alimentação equilibrada também contribui para o emagrecimento. Sendo assim, a docente adjunta do curso de nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rosana Farah, explica que a farinha melhora o funcionamento intestinal e diminui as taxas de colesterol e o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois “sequestra” o mau colesterol (LDL) das artérias e o elimina pelas fezes.

Farinha de maracujá

Facilmente encontrada em casas de produtos naturais, a farinha é proveniente da casca da fruta, onde estão depositadas boas quantidades de pectina (olha aqui de novo). Essa substância dificulta a absorção de gorduras, carboidratos e açúcar, diminuindo os riscos de diabete.

E os benefícios não param por aí. O nutriente também carrega, durante a digestão, parte do colesterol vindo de outros alimentos, facilitando a eliminação nas fezes. A melhor forma de consumo é misturar o alimento em sucos, vitaminas, iogurtes, frutas amassadas ou picadas. Dica: a farinha também pode ser ingerida sozinha, antes do almoço e do jantar, assim já estará pronta para captar as gorduras do que será consumido a seguir. E vale lembrar: a Food and Agriculture Organization (FAO), órgão das Nações Unidas, recomenda a ingestão moderada, ou seja, apenas 30 gramas diariamente. Em excesso, pode causar diarreia e até perda de nutrientes.

Vida saudável e coração forte? Castanhas na dieta!

O Natal já passou. Portanto, nada de ficar comendo amêndoas, macadâmia, amendoim, nozes, avelãs, castanhas-do-Pará e de caju, certo? ERRADO! Os nutricionistas apontam que esses alimentos são indispensáveis para promover a saúde coronária e combater os radicais livres. Estudiosos da Universidade Federal de Viçosa/MG, concluíram os estudos que apontam que uma porção de 30g por dia combate o envelhecimento precoce e protege o coração, auxiliando, inclusive, a regular o colesterol bom do organismo.

O consumo deve ser feito de forma regular, durante todo o ano. E há, ainda outras propriedades nutricionais importantes. Antioxidantes, são ricas em selênio, magnésio, ômega 3, ferro, fósforo, potássio, tiamina, riboflavina, vitaminas C, E e B6 e proteína vegetal.

Um toque especial para os mais “fofinhos”… Super calóricas, as castanhas devem ser ingeridas com muita moderação por quem está acima do peso. Mas, ainda assim, devem ser ingeridas por serem muito nutritivas e darem a sensação de saciedade mais rápido que outros alimentos.

Se você está em forma e pratica esportes, inclua-as à vontade na dieta e perceba a melhora na disposição, na elasticidade da pele, na suavidade dos cabelos e na digestão. Outro benefício é que elas são leves, então, constituem uma boa pedida para beliscos antes do treino e das provas.

Bom apetite! Para os membros da Rede Social Zenitude, fica a dica para levar aos nosso próximos piqueniques energéticos em meio à natureza!

Viva mais, consumindo vegetais alaranjados!

Quer viver mais e com mais qualidade de vida? Coma mais cenoura, abóbora, mamão, laranjas, tangerinas. Você irá acrescentar mais dias ao seu calendário existencial. Não! Não se trata de uma preferência cromática dos membros da Rede Zenitude! A notícia vem dos pesquisadores dos pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças concluíram que vegetais de cor laranja contêm um antioxidante associado à longevidade.

Foram investigados os níveis de alfa-caroteno – antioxidante presente em vegetais de cor laranja – em amostras de sangue de mais de 15 mil adultos que participaram de um estudo de acompanhamento da terceira Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, de 1988 a 1994. Até 2006, 3.810 participantes tinham falecido.

Aqueles com taxas mais altas de alfa-caroteno no sangue tiveram 40% maior probabilidade de terem sobrevivido, mesmo considerando variáveis significativas como idade e tabagismo.

Fica aqui a dica, então. Refeições repletas da cor laranja, sem medo de ser feliz. Se está na dúvida, montamos o cardápio pra você se deliciar agora mesmo: uma salada caprichada de cenoura de entrada, uma sopa de abóbora como prato principal e mamão papaya de sobremesa. Pra completar, suquinho de laranja, ao natural, sem açúcar, bem geladinho e fresquinho, pra espantar o calor. E, se for fazer, nos chame, pois já deu água na boca… 

Dieta vegetariana ganha força no meio esportivo

Nos eventos presenciais da Rede Social Zenitude praticamos a alimentação vegetariana. A prática tem proporcionado descobertas deliciosas, como receitas saborosas, formas diferentes de preparar os alimentos e autoconhecimento de muitos dos participantes, que percebem-se como admiradores de uma alimentação mais saudável, em sintonia com valores menos agressivos ao meio ambiente e aos animais. Essa nova mentalidade começa a chegar com forá total no meio esportivo, contrariando uma crença antiga que pregava que pessoas com dieta vegetariana seriam mais “fracas”, com um organismo mais debilitado ou inferior aos dos que praticam a alimentação com a proteína animal. Fontes: Correio Brasiliense e SuperEsportes

Apesar dos estudos científicos não comprovarem que a dieta vegetariana traz benefícios ao rendimento dos atletas em comparação aos não-vegetarianos, a procura por uma alimentação que dispense produtos de origem animal tem aumentado no mundo dos esportes. “É cada vez maior o número de atletas vegetarianos, devido aos costumes religiosos e culturais, crenças étnicas ou filosóficas, e devido à busca por uma vida mais saudável”, afirma Patrícia Bertolucci, uma das precursoras da nutrição esportiva no país. Como esse tipo de esportista não se alimenta de carnes e em alguns casos dispensa até de derivados do leite, caso dos veganos, uma série de cuidados devem ser tomados para que não faltem nutrientes e energia.

Desportistas adotam cada vez mais a dieta vegetariana

 
Escalada com saúde

Escalador e ex-capoeirista, Plínio Bonfim, 31 anos, formado em nutrição, começou a se tornar vegetariano há 8 anos, período em que iniciou a prática da escalada. “Fui abandonando a carne gradualmente e há uns 6 anos eu deixei de comer carne completamente”, recorda. Talvez por ser nutricionista, Plínio sabe bem a importância da reposição de algumas substâncias na dieta dos que não ingerem carnes. “Eu tenho que substituir a proteína por outras fontes que não sejam a carne. No meu caso, ainda como ovo. E uso também muito cereal integral, arroz com feijão, soja e quinua”, revela o escalador, que treina três vezes por semana na academia e uma vez por semana faz escalada ao ar livre.

A nutricionista Priscila Di Ciero é uma das que defende o vegetarianismo entre quem pratica atividades físicas. “As pesquisas mostram que não há diferença entre ser vegetariano ou onívoro (que se alimenta de animais e vegetais). O cardápio vegetariano, quando bem feito, é naturalmente rico em vitaminas, minerais, antioxidantes e carboidratos, que são a base da alimentação de qualquer atleta, e pode ser útil e mais saudável”, defende Priscila. “Isso não quer dizer que uma pessoa deva parar de comer carne e virar vegetariana achando que seu rendimento vai melhorar”, alerta.

Para suprir a deficiência de nutrientes fundamentais para qualquer pessoa como proteínas, zinco e ferro — todos fartamente encontrados em carnes, frangos e peixes — e evitar riscos à saúde, o atleta vegetariano deve compensar a diferença com alimentos nutritivos. “A base da alimentação tem que ter bastante frutas, verduras, legumes, arroz integral, grãos, lentilhas, feijão, soja e linhaça. E castanhas, de todos os tipos, que também são boas fontes de gordura, de vitaminas e minerais”, explica Priscila di Ciero. A nutricionista Serena Del Favero vai além: “Cereais ajudam, pois são fontes de carboidratos, que fornecem energia às células. Vale também o uso de suplementos, se for necessário.”

Curiosidade
Raridade no futebol
Encontrar um jogador de futebol que seja vegetariano é tarefa quase impossível, como garante a nutricionista Silvia Torres, no Flamengo desde 1984, e na Seleção Brasileira desde 2001. “No futebol é muito raro. Os hábitos são voltados principalmente para a proteína (encontrada nas carnes). Não conheço ninguém.”

Em defesa dos animais
Os veganos são pessoas que seguem uma filosofia de vida baseada em conceitos éticos que têm como base a proteção aos direitos dos animais. Eles pregam o fim da escravidão animal e buscam evitar a exploração e abusos por meio de boicotes a quaisquer produtos de origem animal (alimentar ou não). Os veganos também não consomem nada que tenha sido testados em animais ou que inclua qualquer forma de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de fabricação.

À base de frutas e verduras

» Carl Lewis
Eleito o “Esportista do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional, o velocista vegano, nascido nos Estados Unidos, colecionou 10 medalhas olímpicas em provas de velocidade, sendo nove delas de ouro. Em 1991, bateu o recorde de 9,86 segundos na prova dos 100 metros rasos.

» Dave Scott
Foi seis vezes campeão do Ironman no Hawaii, a principal competição de triatlon no mundo, chegando em primeiro lugar em 1980, 1982, 1983, 1984, 1986 e 1987. Apelidado de “The Man”, só teve seu recorde igualado por Mark Allen, que curiosamente venceu seis vezes logo após largar o vegetarianismo.

» Éder Jofre
O maior pugilista brasileiro de todos os tempos, vegetariano desde os 20 anos de idade, foi campeão mundial peso-galo em 1960 e do peso-pena em 1973 sem comer alimentos de espécie animal. Ele atribui a sua capacidade física, de resistência e força, à dieta vegetariana.

» Murray Rose
Considerado um dos maiores nadadores de todos os tempos, este escocês vegetariano conseguiu, logo aos 17 anos, três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1956, em Melbourne, na Austrália. Nos 400m livre, 1500m livre e 4 x 200m livre. Em 1960, nas Olimpíadas de Roma, também ficou com o ouro, nos 400m livre.

Cuidado com as deficiências

Substâncias fundamentais presentes nas carnes devem ser buscadas pelos vegetarianos. A falta de vitamina B12, necessária para a boa manutenção do sistema nervoso, pode originar problemas cardiovasculares. E a isenção de creatina resulta em estoques musculares mais baixos.

Por outro lado, a dieta verde é rica em carboidratos, que fornecem energia às células, e antioxidantes, como vitamina C, E e beta-caroteno, que defendem o tecido muscular do estresse provocado pelos exercícios. “O mito de que ser vegetariano significa correr o risco de ficar doente ou sem músculos deve ser quebrado. Se a alimentação for balanceada, raramente haverá problemas de falta de nutrientes”, ressalta a nutricionista Patrícia Bertolucci. “A dieta vegetariana é capaz de suprir as necessidades do corpo para que a saúde continue perfeita, ou até melhor, sem prejudicar a performance do atleta”, garante.

Murmurar canções pode ajudar a evitar sinusite

Fonte: The New York Times; 28/12/2010

No III Encontro “Celebrando”, em novembro de 2010, houve uma divertidíssima vivência, onde a proposta era, durante um dos almoços, dialogarmos de forma cantada. A única regra: nada poderia ser dito, apenas cantado. Entre risadas, desafinadas, solfejos, hip hops improvisados, transformamos nossa refeição em um verdadeiro filme musical. Mal sabíamos que estávamos, além de promover a saúde de nossa mente, com a alegria causada pela brincadeira, também auxiliando a nossa saúde respiratória. Vejam só essa matéria, publicada pelo The New York Times. 
Murmurar canções ajuda a aumentar o fluxo entre os seios e as cavidades nasais.

Lidar com um resfriado já é ruim, mas quando isso leva a uma sinusite, o sofrimento pode ser em dobro. Alguns pesquisadores propuseram um remédio surpreendente: liberar o Sinatra dentro de nós. 

A sinusite – que aflige mais de 37 milhões de americanos todos os anos – geralmente ocorre quando o revestimento dos seios nasais fica inflamado, retendo ar, pus e outras secreções, e causando dor, cefaleia e congestão. Como a inflamação muitas vezes é causada por infecções respiratórias superiores, as pessoas com asma e alergias são mais vulneráveis que outras a ter sinusite crônica.

Manter os seios nasais saudáveis e livres de infecção requer ventilação – manter o ar fluindo suavemente entre os seios e as cavidades nasais. E existe forma melhor de manter o ar se movendo pelos seios e cavidades nasais do que murmurar uma música?

Num estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”, pesquisadores examinaram esse efeito comparando o fluxo de ar em pessoas quando murmuravam uma canção e quando expiravam sem murmurar. Especificamente, eles observaram se o murmúrio levava a maiores níveis de óxido nítrico expirado, um gás produzido nos seios nasais. O nível de óxido nítrico durante os murmúrios aumentou em 15 vezes.

Outro estudo, realizado um ano depois e publicado no “European Respiratory Journal”, encontrou um efeito similar: cantarolar, murmurando, resultou num maior aumento de óxido nítrico nasal, “causado por uma rápida troca de gases nos sinos paranasais”. Como a redução do fluxo de ar tem impacto nas infecções dos seios nasais, os pesquisadores sugeriram que períodos diários de murmúrios musicais podem ajudar as pessoas a reduzir o risco de problemas crônicos.

Disciplina

Humilhações, escravidão
Decepção, desespero e vergonha
são companhias constantes
de quem gasta mais do que ganha.

HUMILHAÇÕES: porque estamos sempre buscando favores de amigos e de estranhos.

ESCRAVIDÕES: porque qualquer que seja o valor a receber, a dívida é sempre maior, obrigando-nos a trabalhos às vezes superiores à nossa força…

DECEPÇÕES: porque até os amigos nos evitam com medo de serem enrolados em nossas ansiedades e dívidas.

DESESPERO: porque não percebendo que o erro está em nós, que não controlamos nossas vidas, acabamos nos sentindo abandonados.

VERGONHA: porque acaba chegando o momento em que não conseguimos saldar nossos débitos e não sendo honestos, nos envergonhamos de ficar dando satisfações para adiar dívidas que não deveriam ter sido feitas.

Um ser humano sem disciplina é como um animal correndo sem direção e sem objetivo. Definir objetivos e disciplinar o comportamento visando atingi-lo com segurança e simplicidade é a chave do sucesso.

Walter Amorim

A Saúde e as Emoções

A entrevista abaixo é um excelente aprendizado sobre o papel que as emoções tem em nosso bem estar. E como isto tem sido discutido e apresentado ultimamente!

Na semana passada assisti a uma palestra sobre depressão e a oradora disse da importância de assumirmos para nós que sentimos inveja em alguns momentos. Sim, porque é difícil para nós assumirmos isto.  A sociedade nos ensina a viver dentro de um modelo onde de um lado está o bem e de o outro o mal. Grande parte de nós acha que determinadas emoções e sentimentos nos colocam do lado do mal e não é assim. Podemos sentir inveja, sim. Mas, o que vamos fazer com esta inveja é que define o nosso caráter. Um estado emocional momentâneo não é determinante de nosso EU. Não é por que fazemos um determinado ato de caridade que somos uma pessoa altamente evoluída, assim como não é porque sentimos raiva ou inveja em determinadas situações que iremos nos sentir o pior dos seres humanos.

Se o companheiro de trabalho nos puxa o tapete, sentimos raiva, ficamos decepcionados. Penso  que dizer que iremos dar a outra face para que ele bata é nos agridir. Não estamos neste nível ainda. Aí, muitas vezes, reprimimos a emoção e nos detonamos!

Que, a partir da leitura da entrevista do Dr. Jorge Carvajal, possamos refletir sobre o que temos feito com nossas emoções.

Jorge Carvahal

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de març0 de 2009.

Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma . Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções

Há emoções prejudiciais à saúde?  Quais são as que mais nos prejudicam?

70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas.  O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as  glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?

De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além.    Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?

A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?

A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma  outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?

Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?

A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.  Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?

Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil!  Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Fonte: texto da entrevista recebido através do grupo de discussão da Rede Zenitude, mantido noYahoo Grupos.

Tem alguma dor? Comece, agora, a amar!

Ao ler esta notícia, veio-me à lembrança um poema de Drummond:

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Os membros da Rede Zenitude são praticantes incondicionais do amor. E, agora, os cientistas trazem a boa-nova: amar é… diminuir a dor. Quem comprovou isso foram estudiosos da Universidade de Stanford, nos EUA, numa pesquisa feita com estudantes voluntários. Ver uma foto da pessoa amada tinha efeito analgésico durante o experimento. O estudo foi feito assim: 15 estudantes (oito mulheres e sete homens), que estavam nos primeiros nove meses de relacionamento, recebiam estímulos dolorosos com um aparelho térmico colocado em suas mãos. Durante o processo de dor, os cientistas mostravam a eles fotografias da pessoa amada e a conclusão foi que, entrar em contato com o sentimento de amor (provocado pela foto) libera dopamina, que tem efeito analgésico.

A paixão, então, além de melhorar o humor das pessoas, ajuda a aplacar a dor física.

Portanto, seguindo o poeta e os cientistas, saia amando por aí. E… já!

Letras de música positivas acalmam e tornam adolescentes mais prestativos

Pesquisa revela que eles se tornam mais prestativos após ouvir letras com temática social

Experiência mostra que músicas positivas com temática social como Heal the World, de Michael Jackson, tornam jovens mais prestativos. Prestes a realizarmos um retiro vivencial cujo tema será,  justamente, a música, em sua instância transcendente, eis uma notícia que soa como melodia nos ouvidos de todos nós, da família Zenitude! 

Depois de anos de estudo para mostrar os efeitos prejudiciais dos jovens ao ouvirem músicas com temas violentos ou de aversão por mulheres, o psicólogo Tobias Greitemeyer, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, descobriu que músicas contendo uma mensagem positiva têm um impacto benéfico nos ouvintes. A pesquisa foi revelada nesta segunda-feira (4) pelo jornal inglês Guardian.

Greitemeyer percebeu em uma série de testes em grupos de estudantes, que depois de ouvirem músicas com temática social – um exemplo desse tipo é a música Help, dos Beatles – eles agiram de forma mais atenciosa e empática do que aqueles que ouviram músicas com mensagens neutras ou aparentemente sem grande significado.

O psicólogo dividiu os estudantes de forma aleatória entre aqueles que ouviam tanto músicas de temática social ou aqueles com letras neutras, e usou várias formas para medir o efeito delas sobre eles. Em uma dessas tentativas, depois que a música acabou, o pesquisador jogou uma caneca com lápis de uma mesa e parou por um instante antes de pegá-los.

Na média, aqueles que ouviram músicas como Heal the World (Cure o mundo, em português), de Michael Jackson, responderam mais rapidamente e pegaram quase cinco vezes mais lápis do que as pessoas do outro grupo, demonstrando um desejo latente de ajudar.

A energia das árvores

Elas estão por toda parte, cada uma no seu jeito. Frondosas, esguias, grandes, pequenas, secas, vistosas,r epletas de folhas, floridas.

As árvores, nossas amigas ancestrais, exercem um papel fundamental para a vida humana na Terra, atuando no combate à poluição, reduzindo o calor e protegendo-nos contra os raios solares. Além disso, minimizam as ações dos ventos e das poeiras e ainda absorvem os ruídos ou barulhos, fazendo com que nossas moradias se tornem ambientes mais tranquilos.

Comercialmente, as árvores são utilizadas para a produção de carvão, papel, combustíveis, colas, vernizes, resinas, tintas, gomas, cortiça e uma infinidade de objetos. Mesmo o cidadão com menor poder de consumo, e nos locais mais remotos, consome madeira, por exemplo, ao usar a lenha como combustível.

Creio que a importância das árvores em nossa vida faz parte do senso comum. Mesmo que não as conservemos ou cuidemos bem delas, sabemos que precisamos delas.

Porém, uma grande utilidade das árvores ainda pouco conhecida e utilizada é como fonte de energia vital. As árvores, assim como tudo que existe no planeta, são feitas de energia e são excelentes condutoras energéticas.

Existem várias propostas de trabalhos energéticos com árvores, que variam conforme a linha de pensamento. Ao final deste artigo, relaciono algumas delas. Mas, se deseja algo bem simples e eficaz, faça o seguinte:

A partir de agora, passe a ver as árvores como seres vivos, que estão compartilhando o mesmo ambiente que você. Respeite-as, cumprimente-as mentalmente e tente sentir a emanação energética de cada uma delas. Assim, você estará criando familiaridade com as árvores. Depois, parta para o contato. Sempre que sentir vontade, abrace uma árvore, calorosamente. Entregue-se ao abraço, envolva-a com seus braços, deixando seu coração em contato direto com o tronco da árvore amiga. Esqueça de tudo o que estiver à sua volta e curta o momento. Com certeza, você sairá do abraço renovado.

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