Em Pernambuco, pacientes com câncer fazem terapia com florais

Antes da matéria, um breve e necessário comentário. Em Pernambuco, um hospital utiliza a terapia floral para o atendimento oncológico. Essa notícia é animadora, no sentido de nos anunciar uma postura nova. Sabemos que a chamada medicina “tradicional” vinha chamando terapias complementares integrativas  até há bem pouco tempo de “alternativas”.  Ora, na verdade, o termo “complementar integrativo” sugere muito mais o que devem ser as terapias holísticas: aplicadas com responsabilidade, podem, sim, SOMAR, serem excelentes aliadas aos tratamentos convencionais. 

É do conhecimento de todos, por exemplo, que os medicamentos alopáticos trazem, em sua grande maioria, efeitos colaterais que vão desde um simples enjôo até complicações mais severas, como comprometimento de órgãos e alteração em quadros sanguíneos. Reiki, Shiatsu, aromaterapia, florais e outros tratamentos complementares produzem bem-estar, resgatam a energia vital do paciente, proporcionam disposição e até mesmo vigor para enfrentar tratamentos severos. Médicos e terapeutas não precisam “brigar” pela atuação, mas devem enxergar o paciente como um todo – físico, emocional e… por que não? Também espiritual!

Que outras iniciativas como a do HC pernambucano sejam implementadas e difundidas.

Pacientes com câncer fazem terapia com florais

terapiafloralO Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), oferece aos pacientes com câncer um tratamento bem diferente a que estão acostumados. Aliada à medicina convencional, a terapia floral é utilizada na busca do equilíbrio emocional e melhor qualidade de vida dos pacientes.

Com a utilização de diversos sistemas florais totalizando 295 essências de flores silvestres, a especialista em terapia floral da UFPE Rosângela Vecchi, voluntária do HC, trata, não a doença, mas suas causas e reações emocionais manifestadas por ela. “Tenho que conhecer a história de vida do paciente, como ele reage à doença, os traumas, as
dores físicas, mentais e emocionais. Só assim, escolho a essência adequada a cada um”, explica. Essas essências são ligadas a quatro sistemas: Califórnia, Bach, Saint Germain e Pacífico. O último trabalha também os meridianos correspondentes a órgãos específicos do corpo.

No Serviço de Oncologia do HC, a terapia floral objetiva aliviar o sofrimento do paciente com qualquer tipo de câncer e em qualquer estágio. “São comuns desequilíbrios como medo exagerado, raiva, tristeza, ansiedade e desespero”, elenca. O tratamento é feito por via oral e dura cerca de cinco meses, dependendo da situação de cada um.

Os profissionais do setor também aderiram à prática. A técnica de enfermagem Maricesar Costa, está se tratando com florais há quatro meses para minimizar os efeitos da ansiedade. “A ansiedade me atrapalhava muito. Com os florais estou me sentindo bem melhor e até sinto falta quando não tomo”, conta.

A terapia floral foi criada pelo médico Edward Bach, na Inglaterra, em meados de 1930. É uma prática complementar integrativa que utiliza o princípio vibracional das flores silvestres onde o extrato de cada uma atua no indivíduo proporcionando qualidade necessária para promover o equilíbrio integral. A terapia parte do princípio de que o indivíduo adoece de forma integral em que os sinais e sintomas são sentidos nas
esferas física, emocional e mental.

Projeto amplo 

O Departamento de Enfermagem da UFPE colocará em prática, em março, o projeto Práticas Integrativas e Complementares em Enfermagem (Pece). O objetivo é oferecer o serviço aos interessados em utilizar a terapia floral como instrumento
terapêutico.

Resultados alcançados (segundo relatos dos próprios pacientes):
flowerDiminuição da percepção da dor
Tranquilidade interior
Bom sono
Melhoria da autoestima
Disposição no dia a dia
Diminuição dos efeitos desagradáveis da quimioterapia
Retorno à convivência familiar e social
Redução do quadro de ansiedade

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