Estudo científico afirma que dinheiro não traz felicidade

Dinheiro traz felicidade? Estudo da Victoria University afirma que não!

O que é mais importante: proporcionar aos cidadãos mais dinheiro ou mais autonomia para a promoção do bem-estar subjetivo? Em S. H. Schwartz ‘s (1994, 2004), no modelo de valores culturais, o individualismo é rotulado como autonomia afetiva e intelectual. Nas sociedades, enfatizando esses dois tipos de autonomia, as pessoas são encorajadas a perseguir afetivamente experiências agradáveis e é esperado que cultivem e expressem as suas próprias idéias e sentidos intelectuais, para encontrar significado em suas próprias singularidades.

Porém, Ronald Fischer e Diana Boer, da Victoria University, conduziram um estudo de meta-análise, examinando os níveis de bem-estar e de saúde psicológica, aferindo medidas de ansiedade e de estresse para responder à essa questão. Os dados são oriundos de outros estudos científicos já publicados, e cobrem mais de 420 mil indivíduos, de 63 nações e foi publicado na última edição do Journal of Personality and Social Psychology.

Os resultados sugerem que pessoas com autonomia em níveis elevados têm, em geral, um resultado maior e mais consistente sobre o bem-estar e a felicidade do que as que possuem apenas dinheiro. O estado de “bem-estar sujetivo” decorre de uma avaliação subjetiva da própria vida, incluindo reações emocionais diante os eventos da vida, considerando ainda aspectos do estado de humor da pessoa e seus julgamentos sobre as diversas dimensões que compreendem a vida.

Para os autores, a riqueza pode influenciar o bem-estar em uma sociedade principalmente por permitir aos cidadãos uma maior experiência de autonomia e liberdade em sua vida diária. “Nosso indicador de autonomia incluiu um número de diferentes conceitos de individualismo (incluindo autonomia e autoexpressão afetiva e intelectual)”, afirmou Fisher.

A Teoria da autodeterminação (Ryan & Deci, 2002) propõe que a satisfação das necessidades universais de autonomia, relacionamento e competência levam a maior felicidade e bem-estar. Se as pessoas são livres para satisfazer essas necessidades, seus níveis de bem-estar devem ser maior. Essas idéias têm sido recebido um forte apoio na  pesquisa psicológica e sociológica.

Fonte: Journal of Personality and Social Psychology

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Autor: Ney Mourão

Ney Mourão é jornalista e educador. Especialista em Educação a Distância. Poeta; autor do livro "Notas Dispersas pelas Paredes" (Editora Autêntica). Interessado em PESSOAS, tem formação em Terapias Holísticas (Reiki, Shiatsu, Reflexologia Podal, Florais de Bach, Aromaterapia). Em seus atendimentos, prefere dizer que acalenta almas para que estejam bem em seus corpos.

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