Eu acredito no Brasil

Em setembro de 2009, participei de um grupo de teatro amador, da Fraternidade Espírita Charles Pierre. A peça era “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, inspirada no livro homônimo, que, segundo a crença espírita, é uma psicografia do espírito Humberto de Campos, feita por Francisco Cândido Xavier.

O texto apresenta fatos históricos do Brasil e do mundo, relacionando-os com um planejamento de forças superiores que desejavam fazer de nossa pátria um local para receber espíritos responsáveis por disseminar os ensinamentos de Jesus.

No espetáculo, representei o personagem Helil, espírito evoluído que, no final do século XIV, vem à Terra, acompanhando Jesus em um trabalho de avaliação de como os terráqueos estavam absorvendo os ensinamentos deixados por Ele. Nesta visita, Jesus decepciona-se, ao ver que o mundo político, econômico e social do Ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências europeias. Jesus, juntamente com Helil, traça um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras virgens da América e nelas semear os ensinamentos de Jesus.

A peça foi um sucesso de público, nas duas apresentações. Teatro lotado, cerca de quatrocentas pessoas, em cada um dos dias. Além de realizar um sonho meu, que era o de representar para uma plateia grande, participar deste espetáculo fez com que eu passasse a acreditar mais em meu país.

A partir dali, passei a ver nossa pátria como uma nação com uma missão muito especial e de grande responsabilidade: disseminar os ensinamentos de Jesus, governador de nosso Planeta, através do exemplo.

Como escreveu a autora Célia Urquiza de Sá, no livro A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho , “O palco está armado, mas os atores somos nós. O projeto é grandioso, a oportunidade é valiosa, mas depende de nós.” Acredito que recebemos esta missão e estamos sendo orientados para o cumprimento dela. Inúmeros recursos nos foram oferecidos, mas cabe a nós alcançar ou não o êxito na missão.

Desde nossa colonização, há mais de quinhentos anos, temos adquirido conhecimentos importantes a partir de nossos erros e acertos. Características interessantes e importantes marcam nosso povo: a miscigenação racial, fruto dos períodos de escravidão e imigrações, a diversidade religiosa e o convívio pacífico entre seus adeptos, o início de uma maturidade política graças a experiências danosas no passado e a estabilidade econômica pós vários anos de enfrentamento de crises.

Creio que, há vários séculos, nós, brasileiros, estamos sendo preparados para assumir um papel importante no Universo. Não penso que sejamos os únicos, muito pelo contrário. Acredito que nossa missão faz parte de um grande projeto de evolução do Planeta no qual cada nação tem seu papel. Mas, nossa missão torna-se grandiosa por estar relacionada com a energia mais sublime que existe: o amor.

Os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro fizeram com que eu acreditasse ainda mais em nosso país. Ver membros do exército, marinha e policiais militares e civis unidos por uma causa mostrou que é possível fazermos um mundo melhor, sim. Por mais que os “desacreditados” venham dizer que tudo foi uma farsa, que existem objetivos por trás ou que o problema é muito maior do que a parte que foi resolvida, ainda assim eu acredito na importância deste momento e no quanto ele representa, como símbolo de uma nova fase na história brasileira.

Neste final de semana, o brasileiro teve uma prova de que a união realmente faz a força. Quebrou-se um paradigma de que o crime organizado é tão poderoso que torna-se imbatível. Uma pequena parte de uma imensa rede foi desmantelada. Mas, como em uma teia de aranha, o toque em uma das pontas repercute em seu centro. Entre aqueles jovens que empunhavam armas nos morros e os grandes cabeças do tráfico existem vários níveis hierárquicos. Mas, para completarmos uma maratona, é preciso o primeiro passo, que já foi dado.

Vamos acreditar, sim, que um dia conseguiremos extinguir as drogas de nosso convívio. Vamos acreditar, sim, que inúmeras outras comunidades que hoje são reféns do crime vão ser libertadas. Vamos acreditar que o mínimo possível de vidas serão perdidas nesta guerra. E que não nos esqueçamos nunca de que trata-se de uma guerra contra as drogas, contra o crime, contra o mal que esta situação causa aos envolvidos. Que não seja uma guerra contra os traficantes, e sim contra o que os move.

Eu acredito no Brasil!

Em setembro de 2009, participei de um grupo de teatro amador, da Fraternidade Espírita Charles Pierre. A peça era “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, inspirada no livro homônimo, que, segundo a crença espírita, é uma psicografia do espírito Humberto de Campos, feita por
Francisco Cândido Xavier.

O texto apresenta fatos históricos do Brasil e do mundo, relacionando-os com um planejamento de forças superiores que desejavam fazer de nossa pátria um local para receber espíritos responsáveis por disseminar os ensinamentos de Jesus.

No espetáculo, representei o personagem Helil, espírito evoluído que, no final do século XIV, vem à Terra, acompanhando Jesus em um trabalho de avaliação de como os terráqueos estavam absorvendo os ensinamentos deixados por Ele. Nesta visita, Jesus decepciona-se, ao ver que o mundo político, econômico e social do Ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências europeias. Jesus, juntamente com Helil, traça um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras virgens da América e nelas semear os ensinamentos de Jesus.

A peça foi um sucesso de público, nas duas apresentações. Teatro lotado, cerca de quatrocentas pessoas, em cada um dos dias. Além de realizar um sonho meu, que era o de representar para uma plateia grande, participar deste espetáculo fez com que eu passasse a acreditar mais em meu país.

A partir dali, passei a ver nossa pátria como uma nação com uma missão muito especial e de grande responsabilidade: disseminar os ensinamentos de Jesus, governador de nosso Planeta, através do exemplo.

Como escreveu a autora Célia Urquiza de Sá, no livro A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho , “O palco está armado, mas os atores somos nós. O projeto é grandioso, a oportunidade é valiosa, mas depende de nós.” Acredito que recebemos esta missão e estamos sendo orientados para o cumprimento dela. Inúmeros recursos nos foram oferecidos, mas cabe a nós alcançar ou não o êxito na missão.

Desde nossa colonização, há mais de quinhentos anos, temos adquirido conhecimentos importantes a partir de nossos erros e acertos. Características interessantes e importantes marcam nosso povo: a
miscigenação racial, fruto dos períodos de escravidão e imigrações, a diversidade religiosa e o convívio pacífico entre seus adeptos, o início de uma maturidade política graças a experiências danosas no passado e a estabilidade econômica pós vários anos de enfrentamento de crises.

Creio que, há vários séculos, nós, brasileiros, estamos sendo preparados para assumir um papel importante no Universo. Não penso que sejamos os únicos, muito pelo contrário. Acredito que nossa missão faz parte de um grande projeto de evolução do Planeta no qual cada nação tem seu papel. Mas, nossa missão torna-se grandiosa por estar relacionada com a energia mais sublime que existe: o amor.

Os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro fizeram com que eu acreditasse ainda mais em nosso país. Ver membros do exército, marinha e policiais militares e civis unidos por uma causa mostrou que é possível fazermos um mundo melhor, sim. Por mais que os “desacreditados” venham dizer que tudo foi uma farsa, que existem objetivos por trás ou que o problema é muito maior do que a parte que foi resolvida, ainda assim eu acredito na importância deste momento e no quanto ele representa, como símbolo de uma nova fase na história brasileira.

Neste final de semana, o brasileiro teve uma prova de que a união realmente faz a força. Quebrou-se um paradigma de que o crime organizado é tão poderoso que torna-se imbatível. Uma pequena parte de uma imensa rede foi desmantelada. Mas, como em uma teia de aranha, o toque em uma das pontas repercute em seu centro. Entre aqueles jovens que empunhavam armas nos morros e os grandes cabeças do tráfico existem vários níveis hierárquicos. Mas, para completarmos uma maratona, é preciso o primeiro passo, que já foi dado.

Vamos acreditar, sim, que um dia conseguiremos extinguir as drogas de nosso convívio. Vamos acreditar, sim, que inúmeras outras comunidades que hoje são reféns do crime vão ser libertadas. Vamos acreditar que o mínimo possível de vidas serão perdidas nesta guerra. E que não nos esqueçamos nunca de que trata-se de uma guerra contra as drogas, contra o crime, contra o mal que esta situação causa aos envolvidos. Que não seja uma guerra contra os traficantes, e sim contra o que os move.

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