Mandalas: saiba mais sobre o seu significado

As mandalas têm sido um tema recorrente em nossas atividades. Abrimos nosso “I Encontro Celebrando“, em novembro, construindo uma mandala de grande significado. No Natal, montamos uma “mandala-presépio”,  onde cada um levou um objeto que representasse para si e para o grupo a energia daquele momento. Na reunião de confraternização, em fevereiro, de forma insconsciente, acabamos construindo uma mandala, durante a vivência do ESCAMBO, onde trocamos objetos, em um bazar de graças e elegrias onde o dinheiro não entrou. Fizemos uma “caminhada-mandala, em torno da Lagoa da Pampulha e, no Parque Ecológico, nossa vivência para a reflexão coletiva culminou em uma bela mandala, construída com barbante.

Mas o que vem a ser uma mandala? A palavra, que significa “círculo”, em sânscrito, é bem mais representativa do que isso. Que tal saber um pouco mais sobre o significado das mandalas?

A mandala nada mais é do que um campo de força, no qual as formas, a estrutura numérica e as cores possuem poderes vibracionais atuantes. “Quando fazemos contato visual com uma mandala, nossa energia se altera e essa modificação é sempre muito positiva”, explica Celina Fioravanti no livro “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados”.

Todas as mandalas possuem os seguintes elementos: a forma circular; o ponto central; e a repetição ou simetria das formas que constituem o desenho. De acordo com Celina, cada parte da mandala possui um simbolismo:
-O espaço interior, onde são desenvolvidas as formas, é sagrado, enquanto aquilo que está fora desse espaço é profano;
-O ponto central representa uma existência superior, a fonte de toda a criação;
-O desenho da mandala tem quase sempre uma estrutura geométrica que divide o espaço em porções simétricas. A emanação das figuras geométricas e do número de divisões do espaço determinam a chamada “vibração da mandala”.
-O simbolismo das cores é seu poder vibratório.

 

 
A geometria na mandala
Na maior parte das vezes, são as formas geométricas da mandala que criam as vibrações numéricas.
-Círculo: indica a área de atuação de Deus, a abrangência de seu poder, é o símbolo do céu;
-Triângulo: representa o homem em sua busca espiritual;
-Quadrado: simboliza a matéria, o mundo das ações e realizações físicas, num plano de existência puramente terrestre;
-Pentágono e pentagrama: como pentágono, lembra o quinto elemento, o éter. Como pentagrama ou estrela de cinco pontas, emana vibrações de liberdade de ação e de pensamento; e
-Hexágono e estrela de seis pontas: o hexágono indica o campo de atuação da busca espiritual. A estrela de seis pontas ou estrela de Davi representa a fé aplicada à vida material e a fé transformada numa ligação real com Deus.

 


As cores na mandala

As cores nas mandalas têm uma função altamente estimulante e terapêutica:                                                                              
 
 

-Vermelho: afasta a depressão, tira o desânimo e traz poder no plano material;
-Amarelo: cor da inteligência, do estudo e da criatividade;
-Azul: traz paz, harmonia e serenidade;
-Laranja: cor da reconstrução, da correção e da melhora;
-Verde: melhora qualquer estado físico negativo e cura o corpo, da mesma maneira, cura a alma quando está abatida; e
-Lilás: evita que as energias indesejadas se instalem.

 
Como usar as mandalas 
De acordo com Celina, existem muitas maneiras de aproveitar a energia emanada pelas mandalas. “Olhas para as mandalas é a primeira maneira de receber suas emanações positivas. Ao olhar uma mandala, sua estrutura começa a agir em nosso interior e gera modificações energéticas para as quais ela está programada”, explica a autora do livro “Mandalas – Como usar a energia dos desenhos sagrados”.
O primeiro cuidado é escolher a mandala certa para olhar. “Prepare um lugar calmo e isolado. Pode haver música, incenso, velas… O essencial é poder estar ali em paz e sem ser interrompido”, ressalta. Coloque o desenho na sua frente e feche os olhos. Faça respirações profundas. Quando estiver mais concentrado, abra os olhos e olhe diretamente para a mandala. Procure deixar sua mente livre de preocupações.
“Permaneça olhando quanto tempo quiser. Se ficar cinco minutos, irá se sentir bem e em harmonia. Se ficar 15 minutos, irá restaurar sua energia interior e exterior. Se ficar 30 minutos, bem concentrado no desenho, provavelmente acabará meditando com a ajuda da mandala”, finaliza Celina Fioravanti.

Como educador, tenho empregado mandalas nos cursos de Redação Criativa. Sob orientação, elas são um poderoso instrumento para desbloqueio criativo e como auxiliares para gerarem ideias. Os alunos costumam ter boas surpresas com o autodescobrimento proporcionado pela técnica. Caso queiram saber mais a respeito, façam contato: zenitude@neymourao.com.br

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Autor: Ney Mourão

Ney Mourão é jornalista e educador. Especialista em Educação a Distância. Poeta; autor do livro "Notas Dispersas pelas Paredes" (Editora Autêntica). Interessado em PESSOAS, tem formação em Terapias Holísticas (Reiki, Shiatsu, Reflexologia Podal, Florais de Bach, Aromaterapia). Em seus atendimentos, prefere dizer que acalenta almas para que estejam bem em seus corpos.

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