O despertar de um coração – Uma fábula cheia de encantamento e energia

Durante o I Encontro “Celebrando a Energia da Vida”, realizado em Minas Gerais, no Instituto Renascer da Consciência, nos dias 20 a 22 de novembro, houve intensos momentos de emoção, que não se restringiram apenas aos dias do Encontro. Nos dias seguintes, os participantes continuaram “inebriados” pela energia boa, imersos na vontade de continuidade de busca da paz, do equilíbrio e da harmonia anterior.

No Encontro, em uma das vivências, cada participante atribuiu-se uma característica, um apelido carinhoso para ser reconhecido pelos demais.  Assim que retornou às suas atividades, Andréa Binder, uma das participantes, intuída pelo “astral” dos dias de reunião, redigiu esta bela fábula, abordando a necessidade da serenidade e do bem-estar pessoal. No texto, ela utilizou as características de cada um dos participantes.

Mesmo para quem não esteve por lá, vale o encantamento da leitura. Deliciem-se com esse presente. E fiquem à vontade para comentar, compartilhar, estabelecer novos “elos”.

Ana amiga
Andréa adora dar BOM DIA!
Carlinhos centrado
Lino lindo
Márcia maravilhosa
Mônica meiga
Najara navio
Ney normal
Reginaldo renovador
Rita reta
Roberto roncador
Rosângela rocha
Simone sorriso

O despertar de um coração

despertarBOM DIA!!!!

Era uma vez uma meiga garota que estava descobrindo o amor. Ela olhava as flores, o campo verdejante, o sol, as estrelas, a lua… Em tudo ela via o amor. E cada vez que ela pensava nas maravilhas da natureza abria um maravilhoso sorriso. E ia distribuindo essa felicidade para todos que encontrava. Num belo dia de sol, saindo pelos campos a cantarolar se depara com um ruído diferente. Aguça os ouvidos para localizar de onde vinha som tão estranho até que, após a revoada de uns pássaros localizou tal barulho. Foi se aproximando devagarzinho, pé ante pé e se deparou com um lindo jovem deitado sobre a relva. Seu sono era tão profundo que chegava a emitir um estranho som de sua boca. A doce menina nunca tinha ouvido nada igual. Começou a se questionar e chamou seus amiguinhos esquilos, que se encontravam próximos para que a ajudassem.
– O que é isso que esse lindo moço está fazendo?
– Minha doce e meiga amiga, os humanos, quando adormecidos como ele está costumam emitir esse som… não sabemos bem porque isso ocorre mas sabemos que eles adquirem um nome.
– Que nome?
Roncador… não sei o motivo nem o que significa, mas como quase todos fazem isso, acho que é normal…
– Fato revelador esse meus amiguinhos…

Enquanto conversavam o “roncador” continuava a tocar sua sinfonia…
Mas a linda menininha, não satisfeita com tudo isso começou a olhar ternamente para o lindo jovem até que ele despertou.
Ao abrir os olhos, assustados com a menina e os esquilos a observá-lo, sentou-se rapidamente.

– Bom dia, lindo moço roncador!
– Bom dia!!! Mas porque roncador?
– Achei que esse fosse seu nome…
– Não… mas porque roncador?

A menininha, sorrindo, explicou a ele tudo o que se passou e ele, abrindo um largo sorriso ficou feliz por estar diante de inocentes vidas.

– Quem é você, lindo jovem?
– Sou um viajante, que cansado de tanto caminhar por essas estradas, acabei deitando-me nessa relva macia e confortante para descansar meu corpo, que apesar de novo, trás as marcas de uma vida com muitos embates. Estou à procura de uma estrada, mas não a acho. Já rodei, subi em árvores, escalei montanhas, até uma rocha tentei transpor mas não consigo ver onde se encontra essa estrada.
– Que estrada você procura?
– A estrada do amor… Disseram-me que ela é reta, tranqüila, serena e que se movimenta como um navio em mar calmo diante dos corações puros. Mas não a acho em nenhum lugar… Você conhece essa estrada?
– Claro, meu amiguinho!! Ela está tão próxima de você… E é maravilhosa!!
– Onde? Olho em todas as direções e não a vejo…
– Você tem certeza que olhou em todas as direções?
– Sim… Acho que sim…
– Então mude a forme de lançar esse olhar. Coloque o colírio da simplicidade, os óculos da benevolência, use a luneta da compaixão e seus olhos se revestirão com a luz da inocência.

O jovem moço, seguindo a orientação da meiga criatura que se encontrava a seu lado, sob o olhar atento dos esquilos e de outros animaizinhos que se aproximaram, pingou o colírio, colocou os óculos e fez uso da luneta que a menina oferecia. Ao abrir novamente os olhos, sentindo uma sensação nunca antes imaginada, começou a chorar. A cada lágrima derramada seu olhar ficava mais claro, mais límpido, mais leve. O verde era mais verde, o azul era mais azul, a natureza tinha o aroma e a cor da VIDA!

– Meu Deus, que coisa mais linda!!! Esse colírio é mágico, renovador?
– Não… Ele é normal… Como você também o é… Ele é o mais simples dos colírios existentes no universo. Ele é o colírio da transparência e da aceitação. Você, ao usá-lo com o coração aberto, vê as coisas como são e as aceita, vendo nelas a beleza e não a crítica. Você acaba ficando centrado no que realmente importa, ou seja, nas coisas naturais, na beleza inocente e na responsabilidade de saber como lidar com tudo isso. Observe a natureza… Não há nenhuma flor igual à outra e nem por isso uma é mais ou menos importante do que a outra. Todas têm o mesmo valor para o Pai Criador. Todos somos iguais perante Ele. Não existem preferências…

Diante de tão simples e sábias palavras, esse andarilho mais uma vez se pôs a chorar. Gentil e carinhosamente, a linda criança o deitou em seu colo e sua cabeça começou a afagar… As horas se passaram e o jovem nem percebeu… Não havia mais nele a pressa que tanto o deixava afoito, a impaciência que o incomodava, a negligência que o arremetia a estradas inequívocas… Ele estava sereno, tranqüilo, sabedor de seu espaço e do que esse espaço significava. Sabia agora de suas responsabilidades diante da VIDA, da sua e da de outros, pois também compreendia que ninguém no mundo está isolado. Somos todos elos de uma grande corrente e necessitamos uns dos outros para dar força a essa corrente.

– Então é essa a estrada… Tão perto e deixei que ficasse tão longe…
– Mas agora ela está à sua frente. Depende só de você saber quais bifurcações pegar ou desviar. Siga sempre seu coração, mas não deixe que a razão se esvaia… Use sempre com equilíbrio os sentidos que o Pai te deu. O discernimento é seu mestre e o coração seu guia. Um necessita sempre do outro… Não os deixe sozinhos, a deriva…
– Obrigado, pequena criança, por tamanha ajuda. Não sei o que faria sem você.
– Foi você o responsável por tudo isso. Você estava pronto para receber mais essa lição. Agora vá e como bom aluno coloque esses ensinamentos em prática nas provas que se fizerem necessárias. Você só toma “bomba” se quiser. O ensinamento você já tem. Use-o com sabedoria. Vá em paz e que os passos do Mestre te guiem por essas estradas, mesmo se curvas se fizerem presente. Paz em seu coração…
– Que assim seja…

(Andréa Alves Binder é pós-graduada em História, terapeuta holística, atuando com Shiatsu, Drenagem Linfática, Anti-stress, Florais e Calatonia. Contatos: deabinder@gmail.com)

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Autor: Ney Mourão

Ney Mourão é jornalista e educador. Especialista em Educação a Distância. Poeta; autor do livro "Notas Dispersas pelas Paredes" (Editora Autêntica). Interessado em PESSOAS, tem formação em Terapias Holísticas (Reiki, Shiatsu, Reflexologia Podal, Florais de Bach, Aromaterapia). Em seus atendimentos, prefere dizer que acalenta almas para que estejam bem em seus corpos.

3 comentários em “O despertar de um coração – Uma fábula cheia de encantamento e energia”

  1. muito lindo , e o que mais me emociona é saber que você sabe de todos esses ensinamentos e nos repassa com toda simplicidade e carinho que tem por nós .

  2. Andrea parabéns e obrigado por nos trazer sempre palavras iluminadas e confortantes, que sempre recobram o amor próprio que devemos ter e aos próximos saber amar.

    Cor

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