Para o equilíbrio interior, um exercício de 21 dias de imersão em valores e virtudes

Este exercício já foi proposto pela Rede Zenitude e os depoimentos sobre seus resultados foram impressionantes e emocionantes. Baseia-se no pensamento-ação desenvolvido em muitas técnicas de desenvolvimento: UM DIA DE CADA VEZ! Assim, o trabalho se torna mais suave – ainda que continue desafiador. Notem que o exercício tem uma certa gradação, caminhando das reflexões e ações mais simples para as conceitualmente mais elaboradas. Vamos lá?

A tarefa – que deverá ser espalhada entre amigos, outras redes, comunidades de orações, grupos vibracionais e de meditação é a seguinte: a partir deste dia 01 do mês, todos os dias, às 21 horas, pelo menos um minuto de orações/vibrações ou meditações em torno dos sentimentos/valores/virtudes, em uma lista também já inspirada e determinada. Longe de tolher as vontades, o que propomos, através de uma lista pré-elaborada de intenções, é reunir corações e mentes através de objetivos comuns, fortalecendo os elos da corrente – que estará sendo disseminada, de forma inspiradora, por outras redes, em todo o mundo.

Portanto, às 21 horas, de cada um dos dias, a partir deste primeiro dia do mês, eis a lista… “Vale um pequeno minuto de silêncio, uma oração breve, uma meditação, um parar o agito, mesmo que por um segundo, um acalentar de sentimentos, uma fuga do burburinho comum das festas – enfim, cada um deverá encontrar uma forma de sintonizar e sintonizar-se. O importante é a firmeza de propósitos, a intenção, o esforço e a materialização da vontade em estabelecer um mundo comum e diferente para todos – a força do amor de todos é capaz de aniquilar as piores profecias!”. Mãos à obra!!!

Importante: Caso você leia essa mensagem em outro dia, não há problema. Comece pelo “seu dia 01”, e prossiga. Não “pule” nenhum dos dias propostos – aquele que você pulou, por ausência de foco ou por não achar relevante pode ser justamente aquele que mais precisava exercitar.

Dia 01/12 – Saúde
Dia 02/12 – Alegria
Dia 03/12 – Simplicidade
Dia 04/12 – Humildade
Dia 05/12 – Paciência
Dia 06/12 – Honestidade
Dia 07/12 – Solidariedade
Dia 08/12 – Justiça
Dia 09/12 – Coragem
Dia 10/12 – Responsabilidade
Dia 11/12 – Perdão
Dia 12/12 – Generosidade
Dia 13/12 – Desapego
Dia 14/12 – Bondade
Dia 15/12 – Esperança
Dia 16/12 – Entusiasmo
Dia 17/12 – Celebração
Dia 18/12 – Gratidão
Dia 19/12 – Fé
Dia 20/12 – Paz
Dia 21/12 – Amor

Compaixão!

Os sentimentos humanos são dádivas da Criação, ferramentas indispensáveis para cumprimento da jornada escolhida por cada um para cumprir a sua missão terrena. Não há seres humanos desprovidos de sentimento. Mesmo aqueles a quem a Ciência passou a designar como psicopatas possuem sentimentos adoecidos, enfermos por causas variadas, físicas, emocionais ou espirituais. Os sentimentos aos quais habitualmente determinamos como indesejáveis ou negativos também devem ser considerados como ferramentas de aprendizado, busca do equilíbrio através da utilização do livre arbítrio e fomento ao nosso exercício cotidiano de escolhas, reflexões e posturas.

Assim, aprender a valorizar e compreender os sentimentos é o que nos torna mais HUMANOS – na concepção de “húmus”, cuja origem se confunde com a matéria da própria Terra, essencialmente provida e provedora de amor incondicional.

É o amor que transforma. E há sentimentos tão próximos ao amor que se confundem com ele. E é tão bom que isso aconteça, porquanto a matéria prima cósmica que os gerou é a mesma, base da motivação humana para a ascensão.
Perdão, solidariedade, empatia, gratidão. Sentimentos unos ao amor, como o ar o é para a Terra, como a linfa é para os corpos materiais, como as estrelas são para o firmamento, como o éter é para os corpos sutis.

Para os irmãos a quem dirijo estas palavras carinhosas, gostaria de chamar a atenção para um sentimento especial. Para os mundos angelicais, tão especial e próximo, muito próximo, sem barreiras perceptíveis ao mais acurado olhar, do amor.
A compaixão e o amor deveriam ser uma só palavra, desprovida das barreiras dos significados atribuídos no plano terrestre.

Ter compaixão é exercer o amor ATIVO. Mais que a empatia, que consiste em colocar-se no lugar do outro, a compaixão, mais do que prestação de atributos de perceber, compreender e apiedar-se da dor do outro, é o gesto de estar AO LADO do outro na sua dor, trabalhando de forma especial e determinante para minimizar os aspectos que causam aquela dor.
Quem tem compaixão apressa-se, em primeira instância, a tentar fazer com que aquele que sofre esteja acolhido, em conforto e segurança, sem juízos de valor, sem categorizações de comportamento. Ajuda, ajuda e oferece mais ajuda. E procura ajudar, de forma empoderadora, altruísta, sem pensar nas eventuais benesses da retribuição.

Ter compaixão requer exercícios de compreensão e, justamente, de desapego a crenças, já que nem sempre aquilo que julgamos como a MELHOR ajuda é, de fato, a ajuda NECESSÁRIA para um momento de crise, dor, espanto ou mágoa. Ter compaixão é, antes de tudo, AÇÃO. Uma grande alma que esteve neste plano terrestre, com a missão de exercer a compaixão, em todos os dias de sua caminhada, disse, certa vez, que “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Orar e vigiar são recomendações do Cristo. A compaixão é a vigilância da oração. É a prática efetiva da ajuda, o campo fraterno do exercício do pensamento vibratório do desejo de que o outro esteja bem, em paz, e caminhando em direção ao objetivo de todos os seres, que é a centelha divina.

A compaixão, meus caros, é o degrau anterior à dádiva da gratidão, sentimento a que muitos têm dedicado seu tempo real e seu tempo espiritual para o seu alcance individual e coletivo. O que exerce a verdadeira compaixão (também irmã da solidariedade) é grato, pela oportunidade que recebeu de estar no momento certo, na hora certa e, mais do que tudo, de possuir os recursos materiais, emocionais e espirituais para colocar-se a serviço, como instrumento divino para o amparo.

O que exerce a compaixão percebe que, quando ajuda o outro, na verdade é quem está recebendo a maior dádiva: a dádiva de ser canal de transformação, ponte para minimização das dores terrenas. Quem tem compaixão “sofre com”, mas acima de tudo, levanta o outro, oferece a mão – mesmo que, em análise imediata acredite que não tem nada a oferecer. É mais do que a mera piedade, que pode se confundir com um olhar distanciado, como se nada pudesse ser feito pelo outro, além de ser cúmplice com a dor. Repetimos: ter compaixão é agir, é caminhar até o outro, amparar, cuidar.

Que sejam dadivosos e repletos de compaixão. Que sejam gratos por isso. Saibam que a dor, amparada, em muitos casos pode ser um convite celestial para um aprendizado conjunto e um encontro entre almas – resgate de outras caminhadas,
cumprimento de outras promessas, oportunidade de refazer dívidas. Não se julguem impotentes, pequenos. Àquele cuja
possibilidade for oferecida, estejam a postos. Como a alma carregada de compaixão que, um dia, carregou a cruz pesada de quem caminhava para a crucificação, vocês todos são FONTE. Abram-se, estejam de olhos abertos ao COMO ajudar. O QUANDO… é a partir de ONTEM!

Estejam com a luz dos anjos!

Anna Justina Ferreira Nery
Em 06-07-2015