Serviços voluntários ajudam a prevenir demência na velhice

Já que muitas pessoas fogem do exercício da solidariedade, quem sabe ao saber que ser solidário faz bem à saúde ajudar ao próximo passe a ser um gesto mais corriqueiro. Ser Zenitude é ser voluntário! Acredite e espalhe essa ideia!

melhoridadeRIO – Participar de serviços voluntários, como cuidar de crianças, ajuda a retardar ou reverter a perda de função cognitiva na velhice, segundo estudo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Johns Hopkins Bloomberg.
A partir da análise de exames de ressonância magnética, os autores observaram que idosos que participaram de um programa de acompanhamento de crianças tiveram ganhos em regiões-chaves do cérebro que atuam em habilidades cognitivas importantes para o planejamento e organização da vida cotidiana.
O estudo é o primeiro de seu tipo a demonstrar que trabalhar em programas sociais estimula a capacidade cognitiva. Ele foi publicado na edição deste mês da revista “Journals of Gerontology: Medical Sciences”. Cerca de 78 milhões de americanos nasceram entre 1946 e 1964. Esse indivíduos em idade de se aposentar estão no grupo que mais cresce nos Estados Unidos. Daí o grande interesse de trabalhos nessa área.
– Descobrimos que os participantes da experiência apresentaram melhora no funcionamento cognitivo, e isso foi associado com mudanças significativas nos padrões de ativação cerebral – disse a pesquisadora Michelle C. Carlson, professora-adjunta no Departamento de Saúde Mental e Centro de Envelhecimento e Saúde da Universidade.
Os participantes eram voluntários idosos treinados para ajudar crianças em escolas públicas em Baltimore. O estudo acompanhou 17 mulheres com idade a partir de 65 anos, avaliadas no momento da admissão e novamente seis meses mais tarde. Passaram por investigação com ressonância e testes de função cognitiva.
– Embora os resultados deste estudo sejam preliminares, eles indicam que é possível estimular e manter o bom funcionamento do cérebro em idades mais avançadas, especialmente entre os indivíduos sedentários. Eles podem se beneficiar com mais urgência de intervenções comportamentais – disse Michelle.
À medida que se aumenta a expectativa de vida, é importante do ponto de vista da saúde pública atrasar o aparecimento de doenças associadas ao envelhecimento, afirmou a principal autora da pesquisa, Linda P. Fried, da Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia:
– Este estudo sugere que novos papéis para idosos em nossa sociedade podem trazer ganhos para os dois lados.

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1 comentário


  1. Trabalhar com o público idoso é enriquecedor. A partir do momento que conhecemos todas as características físicas, funcionais, emocionais, comportamentais temos ferramentas para desenvolver, gerar mudanças significativas e curtir momentos inesquecíveis. É um trabalho de entrega e amor. Precisamos estar abertos para colher e usufruir seus ensinamentos e sabedoria. O idoso não precisa agradar para pertencer e ser aceito ao grupo, ele que escolhe o grupo, o ambiente, os amigos e familiares e se ocorre conflito de idéias, valores e/ou crenças ele procuram outros ambientes, seja escolhendo a casa que querem ficar, o grupo religioso, a ONG, entidades associativas, o clube e assim por diante. Não tem tempo a perder. O tempo é muito importante para ser gasto com coisas fúteis e que sabem não serão resolvidas com sua interferência, pois não precisam exercer influência e nem querem ser referência. Permanecem nos grupos porque gostam e sentem a vontade para ser quem são IDOSOS, já cumpriram sua missão.

    No âmbito familiar realmente existe um desgaste nas relações quando ocorre às doenças, devido à perda de autonomia do idoso, a falta de paciência e preparo dos familiares, com isso ocorrem teimosia e pirraça de ambos. Desenvolvendo e travando uma luta constante, um verdadeiro cabo de guerra cada um puxando para seu lado. Defendendo sua razão e gerando um cansaço enorme.

    Lembre-se, se hoje a sua relação com os mais velhos é desgastante, de desprezo, de negligência, indiferença, falta de paciência os mais novos apreendem por modelo e o comportamento aprendido será aplicado da mesma forma, pois foram as regras estabelecidas no âmbito familiar.

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