Home // Canalizações // Sobre o ato de celebrar…

Sobre o ato de celebrar…

(I. Daniel e Ana Justina Néri; 21/11/2012; 00:21 horas)

Os rituais não são necessários, em essência.  Mas é bom que eles existam, para retirar os homens de um lugar de cotidianidade, para fazer com que as pessoas entrem em sintonia com aquilo que desejam ou precisem lembrar, com solenidade, carinho, cuidado, atenção ou encantamento. Indivíduos e sociedades humanas, em toda a sua História, possuem rituais diversos, que os conectam com diferentes formas de expressão de fé ou de simbolismo.  É necessária uma atenção para não confundir rito com pompa. Um pequeno espaço, no lar, em um humilde casebre, onde uma solitária alma humana se senta ao final da noite para agradecer pela dádiva da vida, sem nenhum objeto, imagem, nada material, apenas o seu empenho e o seu envolvimento com a graça plena e o amor, é um espaço ritualístico, e não há, ali, nenhuma pompa.

Celebrar, sim, é essencial. E, habitualmente, também confunde-se celebração com os rituais. Bastante comum vermos pessoas que acreditam que, para que a celebração seja bela e real, ela precise ser concretizada através de grandes feitos, imagens, formalidades nas vestes, preparação de espaços, adereços. Nada disso é necessário, para uma celebração genuína. Basta… conectar-se!

Hoje, com excepcional alegria, vários reinos não-visíveis celebram! Sem adereços materiais, mas com uma amorosidade cuja maioria das almas neste plano ainda não pode conceber, este é um dia especial. Um dia em que a chama da centelha está mais viva, mesmo que não possa ser percebida com os olhares do limitado corpo, que é apenas um instrumento de aprendizado nas lutas da eira terrestre. Em verdade, tais reinos celebram todos os dias a grande magia da interconexão entre todos os reinos, comandados pela Mão Divina que tudo guia, bálsamo que cicatriza ferimentos e lenitivo imunizador para qualquer enfermidade. Vida, pensamento, amor, ânima, graça, bondade e tantas outras coisas sequer ainda compreensíveis pelos habitantes desta esfera são celebradas cotidianamente – e deveriam ser, também, pela fraternidade humana.

No entanto, tal como em um ritual sem paramentos ou imagens, neste momento, há uma pulsação especial de harmoniosidade e alegria. Animus ludendi nos gestos angelicais. Braços abertos ao abraço celebrativo por este dia, tão especial, e que não pode, de forma alguma, ser relegado ao comum da cotidianidade, entre os afazeres complexos da sobrevivência que cada um tem a cumprir. Na verdade, cada segundo, em relação ao anterior, deveria ser sempre celebrativo e um marco. Mas, habitualmente, celebram-se os meses decorridos, os anos, as décadas, os séculos, os marcos de passagem. Por isso, sintam-se, também, envolvidos, nesta celebração de um período terrenal que precisa ser lembrado.

Mais que lamentar o que não acontece ou o que deixou de acontecer, em momentos celebrativos, é importante que venham às mentes e corações tudo o que foi edificado. Construções, mesmo que demolidas, guardam resquícios do que foram um dia – mesmo que seja em um pequeno grão de terra, nas entranhas do lugar onde a nova edificação surgiu. Edificações mentais, emocionais e espirituais jamais podem ser removidas, no entanto. É preciso celebrar as edificações que estão instauradas nos corações de cada indivíduo, e que podem receber, quando quiserem, por portas abertas na alma, a visita do amor, da Fonte (que, nunca deixou de estar lá!), das palavras dos mestres e das inspirações divinas. Mais que voltar a energia do pensamento para o que ruiu, é imprescindível cuidar da flor que teima em sobreviver ali, no cantinho da edificação, em meio ao que pode parecer escombro sem a menor possibilidade de reificação. Reguem, cuidem, adubem, e verão a profusão de mudas que ainda está a pulsar, por baixo do que não veem!

Reiteramos a importância de terem por perto, física e emocionalmente, de alguma forma, seus valores, formatados e elaborados por vocês próprios, para orientar cada dia. Sugerimos que exercitem um por vez, em momentos de dificuldades e desafios. Tal qual aquele que, em um campo de batalha, necessita de cuidados imediatos, mas o cuidador busca amparar primeiro o que é mais emergencial, experimentem perceber que seus valores têm aplicabilidade objetiva nos momentos de desafio e crise. Esta palavra, cujo significado é a suspensão do juízo, só define, em verdade, um momento em que se distanciam da percepção da totalidade, da beleza das multirrelações causais. Experienciem, então, vivenciar seus valores como pílulas para o enfrentamento. E verão como, em pouco tempo, terão muito mais a celebrar, celebrar, celebrar! Depois, quando a crise tiver se transformado em aprendizado, continuem com os valores aplicados em sua globalidade e conjunto. E, novamente, abram os corações, para a percepção de como isso é bom. E, então, lembrem-se, novamente, de celebrar!

Vigiem, ante o pessimismo,  e celebrem, com humildade, mas com a força de quem venceu percursos! Vigiem ante a tentação de não doarem o melhor de si, em todos os momentos – principalmente naqueles de maior exigência e em que precisam abrir mão do prazer passageiro. Vigiem ante a mágoa. Dare et remittere paria sunt!  Exercitem mais o perdão! Corações que perdoam celebram mais!

Caminhem, sem se deterem ante as impossibilidades, mas percebam as infinitas possibilidades que estão-se abrindo todos os dias! Mantenham-se unidos, na trilha, em REDE! Confiamos em vocês!


Related Posts with Thumbnails

Responder