Sobre o cuidado no ato de ensinar e cuidar

Devemos ser cuidadosos, quando nos envolvemos com outros seres que, como nós, buscam  a evolução. Principalmente se o destino nos colocar em uma posição onde tenhamos a graça de estarmos em uma posição de podermos oferecer mais conhecimento do que receber. Precisamos ser cuidadosos, quando nos colocamos perante o outro como mestres, professores, tutores, mentores ou cuidadores. Todas essas palavras trazem em si um indicador de que o outro está “vindo a nós”. Nossa postura deve ser a de quem incentiva, no outro, aquilo que ele tem de melhor e não os valores que ele tem de pior consigo mesmo. Nossa postura deve ser a de quem valoriza o lado bom, as qualidades humanas, o belo a ser mostrado e não aquilo que sabemos que são defeitos morais a serem trabalhados e que não fazem parte do divino alojado na alma humana. Para esse outro lado, que costumamos associar às mazelas morais e espirituais, devemos ter a compaixão de tentar auxiliar, de tentar mostrar a necessidade de aprimoramento, com a firmeza daqueles que são convocados a estar no caminho do outro.

Quem não se sente ainda confortável para esse exercício, não deve usar para si o nome de cuidador, mestre, professor ou mentor, tendo o cuidado de não banalizar essas palavras cheias de bênçãos. E, se ainda não se sente capaz de trilhar os caminhos do bem-cuidar, deve adotar, pelo menos, o caminho da neutralidade, já que influenciar nos outros valores negativos é contribuir também negativamente para o atraso evolutivo alheio. Nessa roda de interações energéticas, não é pouco provável que aquele que poderia, sim, logo estar sendo um mestre, auxiliando outros nos caminhos da senda evolutiva, tenha que voltar à posição de discípulo, amparado pela graça do aprendizado que o Criador oferece a todos.

Em poucas palavras: que vigiemos nossas ações, gestos, palavras e pensamentos, para que possamos oferecer o melhor de nós mesmos aos outros e despertemos neles o melhor que eles têm em si mesmos, a centelha divina e universal que todos possuem. Cuidadosos para não contribuir, de forma negativa, com nenhuma ação de nosso semelhante. Cuidadosos com o outro, para que ele possa crescer, evoluir, migrar para o alto. Ensinando pelo exemplo, como os grandes mestres fizeram e nos ensinaram.

(Em 13 de agosto de 2010)

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