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Sobre o exercício do Dia do Perdão

Por Anna Justina Nery, em 11/12/2012, 00:21.
 
Queridos e amados irmãos,

Não à toa, apenas após dez dias de preparação, terão pela frente, o dia para trabalhar o perdão.  Não à toa este dia vem posterior ao dia da responsabilidade, que significa assumir para si mesmo aquilo que representam as ações, pensamentos e palavras praticados. Não à toa que este dia precede a generosidade, sentimento quase irmão do perdão.

Recomendamos cautela, em primeiro lugar, para a tentação de tentar escapar ao exercício deste dia. Ocupar o tempo com outras obrigações, justificar-se com outros pensamentos e deliberadamente “esquecer” desta construção tão desafiadora, mas tão bela, é negar-se a oportunidade de crescimento e caminho para a evolução.

Perdão é degrau primeiro para o amor, que consideramos não o último dia desta jornada que iniciaram, mas o primeiro, de um tempo de corações novos. Neste dia em que o exercício do perdão é requerido como o principal sentimento, não se exija grandes arroubos de alma, grandes edificações para os quais não estejam ainda preparados e que se frustrem, pelo fato de não alcançarem. Antes, comecem o dia perdoando-se a si mesmos. Perdoem-se pelas mágoas que causaram a si mesmos, pela benevolência com a ausência de vontade de progresso pela simples opção por momentâneos e ilusórios confortos. Perdoem-se pelo que deixaram de dizer e pelo que disseram, em momentos errados. Olhem-se no espelho e, sem receio de verem-se a si mesmos, desnudados, exercitem, em primeira instância, a autocompreensão, como seres ainda limitados.

Mas imbuam-se do sincero desejo de alcançar um tempo novo.  Imbuam-se da tentativa sincera de mudar, de transformar-se, de abandonar a energia da mágoa, que só destrói mesmo a quem a alimenta. Magoar-se é como alimentar-se pouco a pouco de veneno e desejar que o outro é que se intoxique.

Para perdoar, um bom exercício é pensar que o passado não pode mais ser mudado. Quem se deita no que houve de errado no passado acaba não preparando um bom leito para o seu acolhimento no futuro, já que está desperdiçando os dias presentes, perdendo a oportunidade de seguir em frente. Pense no outro como um ser humano, como você.  Pense em quantas vezes você, ser limitado, já errou, também, em atos, pensamentos, julgamentos, falas ou silêncios. Você se condenaria, ad eternum, por todos estes erros? Então, porque julga possuir o direito perene de colocar o outro em uma dívida eterna?  Todos os grandes mestres só alcançaram a graça através da gratidão e do perdão.

Se não puder perdoar MUITO, perdoe um pouco, pelo menos. Entregue ao Universo, por alguns segundos que seja, uma oração, um sentimento de bondade, um suspiro de alma a algo ou a alguém que seu coração e espírito estejam turvados pela mágoa, pela ira, pelo rancor e até pela indiferença. Por alguns segundos que seja, imagine-se num abraço de ternura e carinho. Os anjos do céu acolherão seu esforço e multiplicarão esta súplica sincera, como um efetivo gesto de bondade de sua parte.

Se conseguir, ainda, dê um passo além. Estabeleça a ponte, dialogue, tome a iniciativa, ainda que, por um momento, tenha o receio de ser mal compreendido ou causar estranheza. Também neste momento, todos os guardiões da luz, da justiça e da bondade estarão ao seu lado, dando-lhe forças para este empreendimento renovador e transformador.

E, se o seu coração estiver preparado, corra! Abrace forte e perdoe, de verdade! Os céus e todas as conexões com a Fonte Divina se projetarão em sua direção. E, tenha certeza, você estará ajudando a transformar o mundo!

Faça o que conseguir, neste dia. Mas… FAÇA. Perdoar exige vontade, disposição, ousadia. Exige, vejam só, simplicidade, pois quanto mais simples o seu gesto provavelmente mais sincero. Despertará em você alegria pelo alcançado. Promoverá a saúde de seus campos energéticos e de seu corpo físico. Demandará de você humildade, para reconhecer a sua parcela de limitação e humanidade. Deverá ser realizado com honestidade de alma, expressa nos gestos, no olhar, nas palavras. Precisará, com certeza, de uma dose imensa de solidariedade, para com o outro e para consigo mesmo. Fará com que você perceba que a justiça maior para qualquer julgamento está além deste plano, onde os juízos de valor influem em como definimos os gestos do outro – quase sempre acreditamos que em nós está a verdade e a razão. Sem dúvida, irá requerer de você muita coragem, para colocar-se a caminho. E, finalmente, fará com que você assuma responsabilidades perante situações, oportunizando o amadurecimento de sua mente e de seu espírito.

Você, como semente estelar, parte da centelha universal que originou todas as coisas, é substancialmente FONTE de perdão. Aceite isto e terá iniciado uma vida nova, onde todas as coisas ganharão um novo sentido. Todos os anjos do céu estão ao seu lado. Esteja com os corações aliviados e em paz, transbordados de perdão e graça!

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