Por que nem sempre alcançamos o que buscamos?

É consenso entre as religiões e doutrinas que existem forças paralelas ao nosso mundo, voltadas à promoção de sentimentos desconectados de bons propósitos.

Acredito ser consenso, também, que, muitas vezes, o desejo destas forças prevalece sobre nossos desejos. Mas, por que será? Por que muitas vezes buscamos algo que acreditamos ser importante para nosso crescimento e, apesar de desejar bastante e pedir ao Pai que nos conduza rumo a este caminho, mesmo assim não o alcançamos?

Creio que, em primeiro lugar, temos que ter ciência de que nem sempre aquilo que acreditamos ser o melhor para nós é realmente o melhor para nós. E Deus, nosso pai, conhece-nos bem, sabe o que realmente precisamos. Às vezes, não adianta pedir a Ele que nos permita comprar uma casa de cinco quartos, se não teremos como pagar o IPTU, manter a casa limpa etc… E, ainda, endividar-nos, a ponto de não conseguirmos pagar a aquisição e perdê-la logo à frente.

Mas, existem outros fatores que podem influenciar no processo de alcance de nossos objetivos. Muitas vezes, o que pedimos, o que desejamos faz parte de nosso caminho, sim. E, ao pedirmos, Nosso Pai prontamente permite que o alcancemos. Porém, apesar de todos os caminhos abertos, o pedido não chega. Por que será? Até que ponto as forças negativas podem influenciar?

Hoje pela manhã, li um texto sobre fé que utiliza uma metáfora muito interessante. Quando o lavrador planta uma semente na terra fértil, ele cuida dela diariamente: rega, aduba… Mas, em nenhum momento, ele vai lá e desenterra-a para ver se a semente está germinando. Ele tem certeza de que ela germinará. É o processo natural e ele acredita nisto!

Quando fazemos um pedido ao Pai, temos que partir do princípio de que, se aquilo faz parte de nosso crescimento, se nos fará bem, Deus nos concederá! E, a partir daí, temos que nos preparar para receber o que pedimos. Fazer exatamente o que o lavrador faz. Cuidar do terreno e da semente, arar, adubar, regar. E, em nenhum momento, desacreditar ou “experimentar” situações que questionem a chegada daquilo que almejamos. Pedir ao Pai, trabalhar por aquilo e preparar o terreno, apenas isto!

Porém, vivemos em um mundo onde ainda existe o bem e o mal. Em nossa trajetória evolutiva, por diversas vezes, assumimos papéis muito mais próximos do mal do que do bem. E isto gera dívidas, gera cobranças futuras, gera relações onde o outro passa a não querer o nosso bem integral.

Hoje, ao fazermos um pedido ao nosso Pai, talvez um irmão nosso peça exatamente o contrário, por acreditar que o nosso crescimento, a nossa satisfação represente para ele uma derrota. Infelizmente, existem situações como a seguir: Pedro deseja muito ser promovido. Porém, Paulo, seu colega de trabalho, não consegue acertar-se na empresa, está lá há muito mais tempo do que Pedro, porém estagnado na função. Paulo torce para que Pedro não seja promovido, pois se sentirá ainda mais inferiorizado. Pedro e Paulo são filhos de Deus. E o Pai, em sua infinita graça e amor concede aos filhos aquilo que lhe pedem e lhes faz o bem. Imaginemos que Pedro, apesar de um excelente funcionário e desejar muito a promoção, não cuida do terreno, não rega a semente. Ou seja, não se mantém vigilante quanto às energias negativas que o circundam. Não se mantém conectado a forças superiores, principalmente quando chega ao trabalho. Já Paulo, o irmão menos ligado ao bem, movido pelo sentimento de inveja, deposita em Pedro as energias mais pesadas, torce insistentemente para que o outro cometa erros. Consciente ou inconscientemente, liga-se à forças negativas que se alimentam de sentimentos de inveja, dor e raiva.

Nosso Pai, que ama seus filhos por igual, permite que a vida aconteça em sintonia com o que buscamos energeticamente. Pedro, apesar de competente, esqueceu de “cuidar” do que buscava. Paulo, ao contrário, e infelizmente, acreditou que a ascensão de Pedro representaria sua queda e trabalhou para que isto não acontecesse. Resultado: João, um funcionário de outro setor, foi chamado para o cargo que Pedro desejava.

A partir de hoje, quando fizer um pedido ao Pai, prepare-se para ser atendido. Acredite nisto e não fique a cada dia “verificando se a semente está germinando”. Se é uma casa nova, pense nos móveis que terá lá dentro, defina como pagará por ela. Se é um carro novo, já comece a pesquisar valor de seguro, escolha a cor, modelo etc.

Caso o pedido não sejam bens materiais, mas um estado de espírito, procure por situações que o deixe neste estado. Se deseja sair de uma depressão, por exemplo, busque locais onde as energias positivas e felizes prevalecem. E este local pode ser a sua própria casa. Faça dela o seu abrigo, o seu oásis de energias positivas.

Se o desejo é livrar-se de um vício, para quê ficar testando, se aquilo já não lhe causa mais prazer. Esqueça-o e tente passar a viver uma vida sem ele.

É como nos disse Jesus:

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).

Vigiar

No momento em que vivemos, um dos atos mais importantes, em nosso processo de crescimento é a vigilância constante. Já dizia o Mestre: “Vigiai e orai” (Mateus 26:41).

Mas, em meio a tantos afazeres do cotidiano, surgem as dificuldades e dúvidas. Como manter-se vigilante? Como identificar momentos em que estamos sendo “alvo” de pensamentos sugestionados? Quando perceber que estou sendo movido e influenciado por aqueles que não querem meu crescimento interior? Podemos nos orientar tendo como base de todos os nosso atos os ensinamentos de Jesus. Este pode ser um caminho. Mas, os ensinamentos de Jesus são muitos, você pode pensar.

Que tal resumir, então, em “fora da caridade não há salvação”; ou “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”? Facilita um pouco o processo? Sim, mas ainda existem momentos em que não percebemos que a vida está sujeita a influências do mundo espiritual que se tornam negativas e danosas ao nosso crescimento. A sintonia é outra forma de não nos deixarmos conduzir. Se estamos “sempre” conectados com uma energia positiva, que nos traz bons pensamentos, tendemos a não nos conectar com energias danosas e prejudiciais.

Experimente lembrar-se de instantes que você identifica como influências perniciosas. Nestes momentos, você estava com bons pensamentos? Como estava seu processo de vigilância, nestas ocasiões? É importante destacar que manter-se vigilante também é evitar manter sentimentos de rejeição, de inferioridade, de inveja. Evitar apegar-se a notícias ruins, fofocas e outros pensamentos pouco saudáveis.

Nossas vidas pregressas são a causa de alguns momentos de conexão com energias menos evoluídas espiritualmente. Já assumimos muitos papéis e já cometemos muitos erros. Mas, Deus, em sua infinita misericórdia, oferece-nos uma oportunidade de reparar nossos erros e dar novos passos. Infelizmente, no entanto, as consequências de nossos atos passados, muitas vezes, são as cobranças que sofremos dos que ainda  encontram-se presos a situações do passado. O sentimento de amor e desejo de que eles evoluam é o remédio que nos auxilia e livra-nos das cobranças. Mas, sem a vigilância, estaremos sujeitos a permitir que eles interfiram e influenciem em nossos atos e nossa vida.

Não adianta revoltar-nos. Não adianta reclamar. Conecte-se com energias positivas, desde o início do seu dia. Esteja atento! Vivemos um momento na Terra onde as chances de escolher um caminho estão sendo oferecidas a todos. Alguns já fizeram suas escolhas e desejam que outros os sigam. E você, já fez sua escolha? Se já, seja firme e não se deixe desviar. Vigie e ore, pedindo a Deus proteção e orientação.

Eu acredito no Brasil

Em setembro de 2009, participei de um grupo de teatro amador, da Fraternidade Espírita Charles Pierre. A peça era “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, inspirada no livro homônimo, que, segundo a crença espírita, é uma psicografia do espírito Humberto de Campos, feita por Francisco Cândido Xavier.

O texto apresenta fatos históricos do Brasil e do mundo, relacionando-os com um planejamento de forças superiores que desejavam fazer de nossa pátria um local para receber espíritos responsáveis por disseminar os ensinamentos de Jesus.

No espetáculo, representei o personagem Helil, espírito evoluído que, no final do século XIV, vem à Terra, acompanhando Jesus em um trabalho de avaliação de como os terráqueos estavam absorvendo os ensinamentos deixados por Ele. Nesta visita, Jesus decepciona-se, ao ver que o mundo político, econômico e social do Ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências europeias. Jesus, juntamente com Helil, traça um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras virgens da América e nelas semear os ensinamentos de Jesus.

A peça foi um sucesso de público, nas duas apresentações. Teatro lotado, cerca de quatrocentas pessoas, em cada um dos dias. Além de realizar um sonho meu, que era o de representar para uma plateia grande, participar deste espetáculo fez com que eu passasse a acreditar mais em meu país.

A partir dali, passei a ver nossa pátria como uma nação com uma missão muito especial e de grande responsabilidade: disseminar os ensinamentos de Jesus, governador de nosso Planeta, através do exemplo.

Como escreveu a autora Célia Urquiza de Sá, no livro A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho , “O palco está armado, mas os atores somos nós. O projeto é grandioso, a oportunidade é valiosa, mas depende de nós.” Acredito que recebemos esta missão e estamos sendo orientados para o cumprimento dela. Inúmeros recursos nos foram oferecidos, mas cabe a nós alcançar ou não o êxito na missão.

Desde nossa colonização, há mais de quinhentos anos, temos adquirido conhecimentos importantes a partir de nossos erros e acertos. Características interessantes e importantes marcam nosso povo: a miscigenação racial, fruto dos períodos de escravidão e imigrações, a diversidade religiosa e o convívio pacífico entre seus adeptos, o início de uma maturidade política graças a experiências danosas no passado e a estabilidade econômica pós vários anos de enfrentamento de crises.

Creio que, há vários séculos, nós, brasileiros, estamos sendo preparados para assumir um papel importante no Universo. Não penso que sejamos os únicos, muito pelo contrário. Acredito que nossa missão faz parte de um grande projeto de evolução do Planeta no qual cada nação tem seu papel. Mas, nossa missão torna-se grandiosa por estar relacionada com a energia mais sublime que existe: o amor.

Os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro fizeram com que eu acreditasse ainda mais em nosso país. Ver membros do exército, marinha e policiais militares e civis unidos por uma causa mostrou que é possível fazermos um mundo melhor, sim. Por mais que os “desacreditados” venham dizer que tudo foi uma farsa, que existem objetivos por trás ou que o problema é muito maior do que a parte que foi resolvida, ainda assim eu acredito na importância deste momento e no quanto ele representa, como símbolo de uma nova fase na história brasileira.

Neste final de semana, o brasileiro teve uma prova de que a união realmente faz a força. Quebrou-se um paradigma de que o crime organizado é tão poderoso que torna-se imbatível. Uma pequena parte de uma imensa rede foi desmantelada. Mas, como em uma teia de aranha, o toque em uma das pontas repercute em seu centro. Entre aqueles jovens que empunhavam armas nos morros e os grandes cabeças do tráfico existem vários níveis hierárquicos. Mas, para completarmos uma maratona, é preciso o primeiro passo, que já foi dado.

Vamos acreditar, sim, que um dia conseguiremos extinguir as drogas de nosso convívio. Vamos acreditar, sim, que inúmeras outras comunidades que hoje são reféns do crime vão ser libertadas. Vamos acreditar que o mínimo possível de vidas serão perdidas nesta guerra. E que não nos esqueçamos nunca de que trata-se de uma guerra contra as drogas, contra o crime, contra o mal que esta situação causa aos envolvidos. Que não seja uma guerra contra os traficantes, e sim contra o que os move.

Eu acredito no Brasil!

Em setembro de 2009, participei de um grupo de teatro amador, da Fraternidade Espírita Charles Pierre. A peça era “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, inspirada no livro homônimo, que, segundo a crença espírita, é uma psicografia do espírito Humberto de Campos, feita por
Francisco Cândido Xavier.

O texto apresenta fatos históricos do Brasil e do mundo, relacionando-os com um planejamento de forças superiores que desejavam fazer de nossa pátria um local para receber espíritos responsáveis por disseminar os ensinamentos de Jesus.

No espetáculo, representei o personagem Helil, espírito evoluído que, no final do século XIV, vem à Terra, acompanhando Jesus em um trabalho de avaliação de como os terráqueos estavam absorvendo os ensinamentos deixados por Ele. Nesta visita, Jesus decepciona-se, ao ver que o mundo político, econômico e social do Ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências europeias. Jesus, juntamente com Helil, traça um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direcionar o povo português às conquistas marítimas, com o objetivo de descobrir as terras virgens da América e nelas semear os ensinamentos de Jesus.

A peça foi um sucesso de público, nas duas apresentações. Teatro lotado, cerca de quatrocentas pessoas, em cada um dos dias. Além de realizar um sonho meu, que era o de representar para uma plateia grande, participar deste espetáculo fez com que eu passasse a acreditar mais em meu país.

A partir dali, passei a ver nossa pátria como uma nação com uma missão muito especial e de grande responsabilidade: disseminar os ensinamentos de Jesus, governador de nosso Planeta, através do exemplo.

Como escreveu a autora Célia Urquiza de Sá, no livro A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho , “O palco está armado, mas os atores somos nós. O projeto é grandioso, a oportunidade é valiosa, mas depende de nós.” Acredito que recebemos esta missão e estamos sendo orientados para o cumprimento dela. Inúmeros recursos nos foram oferecidos, mas cabe a nós alcançar ou não o êxito na missão.

Desde nossa colonização, há mais de quinhentos anos, temos adquirido conhecimentos importantes a partir de nossos erros e acertos. Características interessantes e importantes marcam nosso povo: a
miscigenação racial, fruto dos períodos de escravidão e imigrações, a diversidade religiosa e o convívio pacífico entre seus adeptos, o início de uma maturidade política graças a experiências danosas no passado e a estabilidade econômica pós vários anos de enfrentamento de crises.

Creio que, há vários séculos, nós, brasileiros, estamos sendo preparados para assumir um papel importante no Universo. Não penso que sejamos os únicos, muito pelo contrário. Acredito que nossa missão faz parte de um grande projeto de evolução do Planeta no qual cada nação tem seu papel. Mas, nossa missão torna-se grandiosa por estar relacionada com a energia mais sublime que existe: o amor.

Os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro fizeram com que eu acreditasse ainda mais em nosso país. Ver membros do exército, marinha e policiais militares e civis unidos por uma causa mostrou que é possível fazermos um mundo melhor, sim. Por mais que os “desacreditados” venham dizer que tudo foi uma farsa, que existem objetivos por trás ou que o problema é muito maior do que a parte que foi resolvida, ainda assim eu acredito na importância deste momento e no quanto ele representa, como símbolo de uma nova fase na história brasileira.

Neste final de semana, o brasileiro teve uma prova de que a união realmente faz a força. Quebrou-se um paradigma de que o crime organizado é tão poderoso que torna-se imbatível. Uma pequena parte de uma imensa rede foi desmantelada. Mas, como em uma teia de aranha, o toque em uma das pontas repercute em seu centro. Entre aqueles jovens que empunhavam armas nos morros e os grandes cabeças do tráfico existem vários níveis hierárquicos. Mas, para completarmos uma maratona, é preciso o primeiro passo, que já foi dado.

Vamos acreditar, sim, que um dia conseguiremos extinguir as drogas de nosso convívio. Vamos acreditar, sim, que inúmeras outras comunidades que hoje são reféns do crime vão ser libertadas. Vamos acreditar que o mínimo possível de vidas serão perdidas nesta guerra. E que não nos esqueçamos nunca de que trata-se de uma guerra contra as drogas, contra o crime, contra o mal que esta situação causa aos envolvidos. Que não seja uma guerra contra os traficantes, e sim contra o que os move.

Que a energia do amor nos acolha

Infelizmente, temos presenciado uma situação complicada no Rio de Janeiro. Uma verdadeira guerra entre o poder público e o crime organizado. É importante que nesse momento corações e mentes distantes evitem sintonizar com a energia negativa da violência. Estejamos vigilantes, orando e pedindo ao Poder Superior para que tudo se resolva com o mínimo de violência.

O mal, entenda-o conforme suas crenças, em momentos como esses utiliza energias dispendidas por nós quando “torcemos” por um dos lados. Vamos desejar que o bem vença, mas não vamos nos envolver com a energia que envolve a situação. Sempre que ver ou ler alguma notícia, reze! Visualize corações sendo tocados por uma luz branca. Imagine as pessoas envolvidas com o tráfico jogando armas ao chão.

Acredite, a energia do amor transforma o mundo! A situação é de mudança, e toda mudança traz consequências. Mas, vamos acreditar que as conseqências terão o mínimo de violência possível.

Convido você, leitor deste blog, a estabelecer conosco uma corrente de preces pela PAZ no Rio de Janeiro. Hoje, dia 25 de novembro, às 20 horas, a Rede Zenitude estará conectada vibrando por este objetivo e iniciando uma corrente. Una-se a nós, até que a situação se resolva.

Estejamos em Paz, vibremos pela Paz.