Tem alguma dor? Comece, agora, a amar!

Ao ler esta notícia, veio-me à lembrança um poema de Drummond:

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Os membros da Rede Zenitude são praticantes incondicionais do amor. E, agora, os cientistas trazem a boa-nova: amar é… diminuir a dor. Quem comprovou isso foram estudiosos da Universidade de Stanford, nos EUA, numa pesquisa feita com estudantes voluntários. Ver uma foto da pessoa amada tinha efeito analgésico durante o experimento. O estudo foi feito assim: 15 estudantes (oito mulheres e sete homens), que estavam nos primeiros nove meses de relacionamento, recebiam estímulos dolorosos com um aparelho térmico colocado em suas mãos. Durante o processo de dor, os cientistas mostravam a eles fotografias da pessoa amada e a conclusão foi que, entrar em contato com o sentimento de amor (provocado pela foto) libera dopamina, que tem efeito analgésico.

A paixão, então, além de melhorar o humor das pessoas, ajuda a aplacar a dor física.

Portanto, seguindo o poeta e os cientistas, saia amando por aí. E… já!

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