Valorizando as virtudes para uma saúde integral

(Mensagem de Ana Justina Néri, pioneira da enfermagem no Brasil, canalizada em 02/01/2012)

Dirigimo-nos, em especial, às redes que, nesse ano auspicioso que se inicia, pretendem incluir em seus desafios a árdua batalha contra os vícios – quer seja em posturas  diretas de ação, quer seja em reflexões cotidianas em seus trabalhos de aprimoramento para a prática da bondade com o próximo.

Ao falarmos de vício, necessário que pensemos, primeiramente, no campo oposto, afim de criarmos um campo mental benéfico de pensamento e vibração. Pensem, irmãos, no conceito que possuem de virtudes humanas. Virtudes são, à luz dos ensinamentos dos Mestres ascencionados, dos anjos e de todas as orientações recebidas ao longo da trajetória do homem sobre a Terra, todas as boas atitudes e hábitos, saudáveis e ao mesmo tempo úteis, que se tornam repetidos e automatizados, ou seja, são praticados sem sequer serem questionados, pois se tornam parte da criatura, resultado da vigilância em nossos gestos, atitudes e, principalmente, pensamentos. Pensem em uma criança que ainda não tenha sido inteiramente socializada e perceberão, com facilidade, que as virtudes são inerentes ao Espírito. Todos, almas encarnadas e desencarnadas,  somos criaturas do Criador e, assim, temos originariamente d’Ele todas as virtudes. Não há impurezas na Fonte. Basta que, com a nossa Vontade, estejamos imbuídos do desejo latente de RE-conexão com a Fonte, recuperando essas virtudes e colocando-as  em prática. Somente assim poderemos ascender na escala evolutiva espiritual e vencer as consequências dolorosas que os vícios nos trazem.

Com um campo mental vibracional favorável, pensando incialmente no bem, urge dizer aos membros de todas as redes que ora optam por ações destinadas ao enfrentamento dos vícios, que necessitarão, sim, de um profundo exercício de coragem, para realizarem, a partir de si próprios, um movimento salutar e belo de autocura. Tal movimento poderá ser, em vários momentos, litigante, carreando questionamentos profundos, individuais e no seio das próprias redes. Sim. Eis aí o primeiro dos movimentos: o de aceitação e de autoceitação de que cada ser vivente possui desafios viciosos, em si, que precisam ser trabalhados, à luz dos seus conhecimentos adquiridos e de sua autovigilância.

Do ponto de vista espiritual, todo momento de vício é um momento de abertura e entrega. Saibam, sem qualquer ingenuidade ou justificativa pessoal, que todo ser em estado de viciamento é um obsidiado em potencial.  Há energias no plano não-físico que transformam os da Terra em instrumentos para satisfação do vício, numa verdadeira associação psíquica, uma espécie de transe sutil e imperceptível – e, por ser imperceptível, mais grave.  Nesta comunhão indesejável ao desenvolvimento e ascensão para a Fonte, as energias não-físicas  colhem as sensações do viciado, manipulam-nas, transformam-nas e, saibam ainda, podem usá-las até mesmo como uma espécie de reservatório futuro para incentivar aquela alma doadora ou outras almas a imergirem em outras formas de vícios. Tal qual o sentimento positivo de “rede”, que vocês, redes, têm começado a perceber como poderoso, tais energias do não-bem arquitetam, assim, uma verdadeira rede não positiva de ação viciosa. Daí falharem, comumente, muitos dos tratamentos de desintoxicação dos viciados – tanto no plano físico quanto no plano energético, caso não haja, em contrapartida, toda uma vigilância e toda uma rede de bondade e de apoio circundantes.

O grande desafio começa, então, em perceber que os vícios não são apenas as posturas DO OUTRO, mas procurar buscar onde estão aqueles que precisam ser burilados em nós. Temos a tendência de apontar os excessos de desvios do outro e escamotearmos os nossos. Assim, é necessário que, ao se engajar de forma sincera em um movimento antitabagista, por exemplo, as redes e cada um dos seus membros pensem em lidar pessoal e coletivamente com outras posturas viciantes, como o alcoolismo, a toxicomania, a gastrolatria, a sexolatria ou a ludomania. Todas elas formam hipercampos energéticos imperceptíveis, danosos e imensamente marcadores dos rumos de crescimento dos Espíritos. Todas elas alteram negativamente ou destroem relações familiares e sociais – algumas vezes até mesmo comprometendo planos encarnatórios assumidos para a presente existência, acarretando danos cármicos que precisarão ser reorganizados e resgatados. E, acredite, irmãos, planos que podem precisar de rearranjos até mesmo para toda uma coletividade, Nação ou orbe planetário. Pensem e pesem esta responsabilidade, cotidianamente. 

No plano espiritual, o estímulo pessoal aos vícios  é tido e tratado, sob profunda compaixão, mas com firmeza,  como uma forma de suicídio indireto. Por ter essa informação impregnada em seus registros informacionais inconscientes, além dos próprios desequilíbrios relativos ao ato em si, os vícios levam o Espírito a sentimentos de culpa, tanto mais penosos quanto maiores tenham sido os abusos cometidos.

Mais importante, nesse caminho desafiante é, sem dúvida, a mudança de posturas. Deus sabe discernir o bem do não-bem e, por estarmos conectados a essa energia radiante, não há como esconder nossas incoerências, que podem passar despercebidas a todos os demais. A prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas SÓ O OBTÉM MUDANDO DE PROCEDER. AS BOAS AÇÕES SÃO A MELHOR PRECE. ATOS são sempre mais valiosos que toda e qualquer palavra.

Vencer o alcoolismo, a sexolatria, a toxicomania, a gastrolatria, a ludomania impõe perceber que não há meio-termos de conduta. A tendência a sermos autocondescendentes é justamente o que leva à abertura para a inércia, para a continuidade, para a invigilância. Pertencem a este campo frases como “começo amanhã”, “isto não prejudica a ninguém”, “só mais uma vez”, “só faço isso entre quatro paredes”, “apenas uma pequena dose não me fará mal”, “tenho perfeito autocontrole”, “estou conectado também em outros ambientes, enquanto estou a conectar-me a este que percebo como perverso”, “já aprendi, mas não sou capaz de praticar”.

Como proceder? Em primeiro e imediato momento, efetivamente DESEJAR a mudança! Pois a misericórdia divina é tão grande que permite a cada um, caso deseje, a permanência – mesmo que saibamos que tal permanência, aos que já possuem o conhecimento, como é a maioria dos que falamos hoje, aos reunidos em redes de apoio espiritual, assume um aspecto de negligência perante os caminhos que levam à Fonte.  Os Espíritos e o Criador sabem as dificuldades que teremos para vencer os vícios e fazer prevalecer as virtudes, mas nos advertem: difícil, sim, mas impossível, não! Portanto, a primeira postura é uma firme disposição SINCERA de vencer o não-bem, tanto do paciente quanto dos seus circunstantes (é a vigilância). E, por favor, irmãos, nesse sentido creiam no poder da Rede em que se inseriram, como auxiliadora. Peçam ajuda aos irmãos em Rede, busquem-nos, sempre que sentirem necessidade. Procurem trocar, deliberada e cotidianamente, a conexão com o indesejável, com a conexão com os amigos da Rede. E saibam que a força da conexão presencial é a mesma que possui a conexão através dos equipamentos recém-criados nesse plano para tal. Disso têm ciência as boas e as energias do campo do não-bem! Por isso, optem, tanto no presencial, quanto no uso intermediado pelas máquinas, por situações cuja intuição e sua voz interior dizem que são as melhores.

Além da postura desejante, adotem uma postura de oração constante. Uma alma que ora ocupa o seu tempo. E é o tempo ocioso que tem feito com que muitos de vocês se desviem da rota, inclusive cedendo ao apelo das modernas e fulgurantes máquinas recreacionais que incentivam o prazer. Orem  muito, de forma sincera e pessoal, ligando-se aos benfeitores espirituais que trabalham em favor da sua recuperação.

Outra orientação que damos é que procurem promover mais reuniões de assistência emocional e espiritual. Esta é uma forma de ocupar coletivamente o tempo de vocês, tal qual orientamos no ocupar individual. Em contrapartida, pensem na qualidade de suas reuniões, em todos os demais campos. Diz-me com quem andais, e eu vos direi quem sois, lembram-se disso? Saibam que, hoje, é preciso dizer ainda: diz-me ONDE e com quem andas, e eu te direi quem és e para onde ESTÃO INDO! Associar-se com boas energias é tornar-se parte delas. Ambientes impregnados de energias não-positivas também induzem aos vícios, por mais equilibrados que estejamos. Lembrem-se: tudo é energia radiante, em permanente interação.

Submetam-se, sempre que possível, a terapias de apoio físico e energético. Tenham a humildade de perceber-se em situação de auxílio. Utilizem as fontes restauradoras de cada uma de suas crenças. Fluidoterapias, passes, bênçãos (padres, pastores, mestres – não importa, desde que busquem), meditações, exercícios respiratórios, movimentos de curas físicas, busca de adequados recursos psicológicos e clínicos. Não se julguem autosuficientes, pois este é, não duvidem, um dos maiores caminhos para a vaidade e o orgulho – também uma forma de vício e porta de entrada para as energias deletérias que os espreitam a todo momento.

A cada um de vocês, nesse desafio, saibam que o auxílio virá, desde que haja a vontade, a firmeza de propósitos e o real empenho por mudança. A máxima, já dita, repetimos novamente: “AJUDA-TE QUE O CÉU TE AJUDARÁ”. Comecem em cada um a mudança que desejam ver no mundo! Estejam em Paz. Permitam-se a vitória contra o não-bem, pois só assim caminharão para a verdadeira Fonte.  Sejam a FONTE, onde reinam a saúde e a paz integral!

 

 

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1 comentário


  1. Meu Deus!
    “Além da postura desejante, adotem uma postura de oração constante. Uma alma que ora ocupa o seu tempo. E é o tempo ocioso que tem feito com que muitos de vocês se desviem da rota, inclusive cedendo ao apelo das modernas e fulgurantes máquinas recreacionais que incentivam o prazer.”
    Foi como se eu tivesse sido guiada para esta mensagem! Estou impressionada. E grata. Obrigado a Deus e a vocês. Obrigada. Não sabemn como isso foi importante pra mim.

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